São Paulo – A missão européia que irá avaliar as condições sanitárias dos suínos brasileiros começa nesta semana seus trabalhos no sul do País e a expectativa dos produtores nacionais é positiva em relação à liberação das importações pelos países do bloco econômico, suspensas há 26 anos. Mas a obtenção do certificado irá depender também de uma forte ação por parte do governo, alerta o diretor de Relações Institucionais da Perdigão, Ricardo Menezes.
O executivo lembra que países como Alemanha e Holanda têm interesse em tirar o Brasil do páreo. Do ponto de vista técnico, ele disse estar tranquilo. ‘‘As empresas já passaram por uma inspeção prévia e os abatedouros estão à altura de atingir a expectativa dos europeus’’, afirma.
Japão A comitiva formada por cinco técnicos visitará os municípios de Concórdia, Seara, Chapecó, Herval do Oeste, Videira, Itajaí, Água Doce e Abelardo Luz. Se o sinal verde for dado, a expectativa é de que a Europa funcione como porta de entrada para a carne suína no mercado japonês.
Menezes usa dados do ano passado para mostrar a importância desse mercado. ‘‘As vendas externas da Perdigão para o Japão somaram R$ 130 milhões em 2001, um acréscimo de 71% sobre o ano anterior’’.
A Seara, maior exportadora de suínos do País com participação de 33%, de olho no mercados europeus e japonês, já definiu aporte de R$ 150 milhões para serem investidos nos próximos três anos em expansão da capacidade instalada.
O presidente da empresa, Júlio Cardoso de Lucena, adiantou que as unidades de Sidrolândia (MS) e de Itapiranga (SC), as mais modernas da empresa, devem passar por ampliação, associada ao aumento da demanda.

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