O secretário Antônio Poloni, reconheceu ontem, em Cascavel, que a região Sudoeste do Paraná está vulnerável ao contrabando de rebanho argentino contaminado por aftosa, pois grande parte da fronteira é feita, apenas, por vegetação ou pequenos córregos. Através de radares a Seab identificou 39 pontos clandestinos de trânsito entre Brasil e Argentina, porém Poloni reconheceu que este número é bem superior. ‘‘Talvez existam 200 pontos, mas não adianta realizar a fiscalização, se as pessoas comprarem carne clandestina que atualmente está bem mais barata que a carne brasileira exatamente pelo problema da febre aftosa’’, ressalta.
Poloni disse que a presença do Exército na fronteira com a Argentina, onde
existem focos da febre aftosa, contribui nos trabalhos de fiscalização realizado por técnicos da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab). Ele completa que existem riscos de contaminação ao rebanho paranaense devido a existência do vírus na América do Sul.
O Secretário convocou toda sociedade a participar da campanha contra a febre aftosa e impedir que focos da doença entrem no Paraná. Ele esteve ontem em Cascavel participando do fórum ‘‘Paraná sem Aftosa, direito e compromisso de todos’’ no auditório da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
O Paraná já obteve o atestado de zona livre de febre aftosa com vacinação e que o objetivo atual é obter o atestado sem vacinação.
‘‘As pessoas e entidades precisam transmitir aos produtores menos informados a importância de cuidar de seu rebanho. É importante toda a sociedade organizada participar desse processo’’, completa.

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