Pelo terceiro ano consecutivo o Sudoeste do Paraná sofre prejuízos com a estiagem. Um levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) aponta perdas de 17% na atividade agropecuária, algo em torno de R$ 1,3 bilhão. Por culturas registra-se 63,8% de perdas no milho e 42,5% na soja. Também ocorrem danos na produção leiteira e nas lavouras de feijão, fumo, batata e outros.
Mobilizado pela Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), um grupo expressivo de entidades elaborou um documento contendo uma pauta emergencial da estiagem com reivindicações aos três níveis de Governo.
No plano federal pede-se bolsa estiagem para os agricultores que não contraíram empréstimos e tratamento especial para a agricultura familiar como anistia de parcelas em débitos de custeio e prorrogação da dívidas de custeio não cobertas pelo Proagro. Neste item, o documento pede ainda a criação de linhas de financiamento de até R$ 6 mil para permitir ao agricultor saldar suas dívidas no comércio e cooperativas. É solicitada a compra e distribuição de sementes e citadas medidas para os agricultores que não se enquadram na agricultura familiar.
Ao Governo Estadual a lista de medidas inclui o reconhecimento imediato da situação de emergência pelo Estado, fornecimento de sementes e concessão de bolsa estiagem aos agricultores, além da distribuição de materiais e equipamentos para proteção de fontes e recuperação de nascentes.
Dos Municípios são esperadas medidas de apoio como disponibilização de equipes técnicas para orientação dos agricultores, agilidade na montagem dos documentos para o Estado de Emergência e distribuição de mudas de árvores nativas, entre outras.
Assinam o documento Amsop, Acamsop-13, Acamsop-14, Assema, Assesoar, Emater, Fetaep, Fetraf-Sul, Sisclaf, Assec e Deral. O documento já está encaminhado a autoridades municipais, estaduais e federais, além de deputados estaduais, federais e senadores.

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