Subutilização no trabalho é recorde no Paraná no primeiro trimestre
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quinta-feira, 16 de maio de 2019
Fabio Galiotto - Grupo Folha 

A taxa de subutilização de 17,6% no mercado de trabalho no primeiro trimestre deste ano foi recorde no Paraná , segundo dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quinta-feira (16) os dados regionais, depois de ter revelado no fim de abril que um em cada quatro brasileiros em idade economicamente ativa está desempregado, trabalha menos do que gostaria ou está desalentado, o que também foi a maior taxa de toda a série histórica, que vem desde 2012.
Além do Paraná, outras 12 das 27 unidades da federação registraram recorde nesse indicador. Todas as regiões do País contam com ao menos um estado o pior desempenho histórico, com destaque para Piauí (41,6%), Maranhão (41,1%), Acre (35%), Paraíba (34,3%), Ceará (31,9%) e Amazonas (29,2%). Esse grupo reúne os desocupados, os subocupados com menos de 40 horas semanais e uma parcela de pessoas disponíveis para trabalhar, mas que não conseguem procurar emprego por motivos diversos.
As menores taxas de subutilização foram observadas em Santa Catarina (12,1%), Rio Grande do Sul (15,5%), Mato Grosso (16,5%), e Paraná (17,6%). Porém, com exceção do Rio Grande do Sul, em todos os outros as taxas foram as mais altas da série histórica.
Em 14 estados, a taxa de pessoas desocupadas aumentou entre o quarto trimestre de 2018 e o primeiro de 2019. O Paraná, apesar de ter fechado até março com o terceiro menor índice nacional, de 8,9%, registrou alta em relação aos 7,8% de dezembro de 2018. O recorde histórico local foi de 10,3% nos três primeiros meses de 2017.
“O que chama atenção é o perfil de dispersão generalizada da subutilização, que é recorde em todas as regiões”, explica o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo. “Além da taxa, é preciso observar a população subutilizada, que é recorde em 15 unidades da federação, cobrindo metade das regiões Norte e Nordeste e quase todo o Sudeste, Sul e Centro-Oeste”, completa.
Não houve variação considerável em percentual de empregados com carteira assinada no setor privado paranaense, que foi de 2,257 milhões no quarto trimestre de 2018 para 2,215 milhões no período seguinte. Nos primeiros três meses de 2018, eram 2,171 milhões, naquele que foi o pior resultado da série histórica.
Outros 499 mil trabalham informalmente no Estado, ante 529 mil no fim do ano passado. Eram 528 mil no primeiro trimestre de 2018.
Por conta própria, o número passou de 1,372 milhão para o recorde da série de 1,413 milhão entre o quarto trimestre de 2018 e o primeiro de 2019. Houve variação significativa (7,7%) em relação aos três meses iniciais de 2018, quando estava em 1,312 milhão. Há 327 mil empregadores no Estado.
Já o rendimento médio mensal é o maior da série histórica paranaense, com R$ 2,567 mil. A alta é de 6,5% em relação aos R$ 2,410 mil de um ano antes.
Por região
A taxa combinada de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e desocupação também foi recorde no Norte (20,7%), Nordeste (26,4%), Sudeste (18,1%) e Centro-Oeste (15,1%). As maiores taxas estaduais estavam na Bahia (31,1%), Amapá (30,7%), Piauí (30,5%), Sergipe (28,5%) e Maranhão (25,7%). “Observamos mais uma vez o Nordeste concentrando a maior parte das taxas, o que compõe um quadro desfavorável para a região”, comenta Cimar.
No primeiro trimestre de 2019, a taxa de subutilização do país foi de 25%, o que representa 28,3 milhões de pessoas, a maior da série iniciada em 2012.


