Substituição de produtos barateia feira
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de maio de 2005
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Se para o consumidor pagar caro pelos alimentos é difícil, o mesmo acontece com os comerciantes, que precisam revender os produtos em supermercados e feiras livres, repassando os valores aos clientes.
Tarefa difícil para o produtor e feirante, Nelson Araújo Bueno, que comercializa hortaliças numa das bancas da feira da Avenida São Paulo, no Centro de Londrina. Pagando caro pelas mercadorias, ele se vê obrigado a repassar o preço dos produtos. ''Não tem outro jeito, ou trago produto de menor qualidade para manter o preço mais em conta'', explica, enquanto revela que esta semana não comprou a batata extra porque o preço estava muito alto (R$ 96 a caixa).
Para a feirante Aparecida Rebeque, a situação não é diferente. Os preços têm que ser repassados, por isso, para atender toda a clientela, ela oferece produtos com preços bem variados em função da qualidade. ''Quando o produto é mais barato, vende mais, mas se a qualidade é melhor, a mercadoria tem saída também, mesmo com preço mais alto''.
Em tempos de alta nos produtos, a orientação é substituir os alimentos mais caros por outros mais baratos. Mas e quando essa é uma missão impossível? Não por falta de alimentos, mas pelo próprio hábito do consumo?
Em alguns casos, quem compra alega não conseguir substituir alguns alimentos por outros. É o caso da secretária Valdeniz Búfalo, que ontem circulava pela feira central em busca de melhores preços no tomate. Numa das bancas, o produto estava sendo vendido por R$ 2,50 o quilo, mas o mesmo produto foi encontrado por até R$ 3,30. ''Está super caro, mas se a gente quer ter qualidade, precisa pagar o preço''.
A secretária afirmou que quando um produto está muito caro, ela simplesmente deixa de comprar. ''Fico um tempo sem consumir e espero o preço normalizar. No caso do tomate, porém, não consigo ficar muito tempo sem''.


