SUAS COMPRAS
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Aline Vilalva<br>Reportagem Local 
Aparentemente simples, mas funcionalmente saudáveis. Assim são as castanhas. Uma porção diária dessas sementes, incluídas no grupo das oleaginosas, combate o envelhecimento precoce, protege o coração e ajuda a aplacar a fome por proporcionar sensação de saciedade. Castanha-do-Brasil (anteriormente denominada castanha-do-Pará), nozes, amêndoas, castanha de caju, avelãs, pistache e amendoim estão entre as mais conhecidas.
As oleaginosas, segundo explica a nutricionista funcional Silvia Regina Serra, fazem parte do rol de alimentos que trabalham a nosso favor. Além de fornecerem gorduras de ótima qualidade (ácidos graxos monoinssaturados) e vitamina E, elas possuem quantidades concentradas de zinco, cobre, manganês, magnésio, selênio e cálcio, minerais essenciais no processo de detoxificação hepática, entre outras funções. Elas melhoram principalmente o perfil lipídico (níveis de gorduras no sangue) e reduzem o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. ''São antioxidantes essenciais para a formação e recuperação muscular'', afirma.
O consumo diário de oleaginosas recomendado pela American Dietetic Association, citado pela nutricionista, é de 30 a 60 gramas para a redução dos riscos das doenças de coração. Por serem hipercalóricas, é apropriado consumi-las nos intervalos das refeições. Essas frutas, no entanto, têm alto potencial alergênico. ''Sintomas como vômitos, cólicas abdominais e diarréia podem ser alguns sinais'', alerta. As oleaginosas também são altamente calóricas, o que demanda consumo moderado. Para quem não gosta do sabor das castanhas, a solução é substituí-las por algumas outras oleaginosas como amendoim, avelã e pistache, que têm o mesmo efeito.
Devido ao seu alto conteúdo de gorduras boas, sempre que possível essas sementes devem ser compradas e armazenadas em sua própria casca, que é a proteção natural contra os danos causados pela exposição ao ar e à luz. Elas devem ser armazenadas dentro da geladeira, em pote totalmente fechado, para que tenham maior durabilidade. É importante evitar a compra de oleaginosas em pedaços, partidas ou em forma de pó, pois muitas vezes a gordura pode estar rançosa, visto que já pode ter havido muita exposição à luz e ao ar.
Como consumir
Ela indica o consumo das castanhas, sempre in natura, no preparo de lanches intermediários ''já que não devemos ficar muito tempo sem nos alimentar''. Outra possibilidade é fazer sobremesas ou preparar creme para passar em pães. ''Bem melhor do que comprar as oleaginosas já torradas é torrá-las em casa porque muitas vezes os processos comerciais utilizam técnicas parecidas com a fritura, favorecendo o aumento do colesterol'', diz.
Torrar em forno a 80º C, por 15 a 20 minutos melhora a digestibilidade e protege contra a alfatoxina - toxina fúngica muito produzida em oleaginosas. ''A ingestão de aflatoxina relaciona-se à redução da inteligência e ao câncer de fígado'', explica.
Outra opção de uso é a produção de brotos, como grãos e leguminosas, visto que elas possuem os fatores essenciais para a planta se reproduzir e o brotamento aumenta o valor nutricional, além de facilitar a digestão. Saiba preparar: Lave as oleaginosas, coloque-as num vidro de boca larga, cubra-as com água por 24 horas. Após as 24 horas iniciais, despreze a água, lave as oleaginosas e deixe o frasco em um local onde haja entrada de luz do sol. Lave os brotos duas vezes ao dia. Uma vez tenham nascido (entre um a três dias), os brotos podem ser colocados em um local com mais exposição à luz solar. A maior parte dos brotos está pronto para ser comido um a dois dias depois de ter brotado.


