Enquanto as crianças e adolescentes descansam durante as férias escolares, os pais recebem uma importante incumbência para garantir o bom andamento do próximo ano letivo de seus filhos: providenciar os materiais. Com a lista em mãos, é hora de partir para a procura dos itens solicitados, sem esquecer de verificar quais objetos do ano anterior podem ser reutilizados. O receio de todos os pais na hora das compras é com relação ao valor final. Mas, de acordo com Ovanes Gava, um dos diretores do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval), os pais vão se surpreender com os preços praticados este ano. ''Os itens básicos como lápis, borracha, cola, entre outros, apresentaram declínio de preço em torno de 3% a 5%, comparado ao ano passado'', alega. Aliado à lei da concorrência, Ovanes afirma que a economia já é percebida na hora das compras.
Mas para quem gosta de itens com estampas dos ícones da moda, a notícia não é taão boa: esses produtos registram acrescimento de 5% a 10% . ''Estávamos na expectativa para a sanção de uma portaria federal que isentaria os impostos dos itens escolares, mas infelizmente isso não aconteceu. Caso tivesse sido sancionada, a redução no valor chegaria a 20%, mas ainda estamos pagando integralmente o ICMS e IPI dos produtos'', declara Ovanes.
O diretor do Sincoval informa que está em fase final a negociação com o sindicato dos trabalhadores no comércio para determinar horário ampliado de funcionamento para as papelarias e livrarias da cidade durante o mês de janeiro. Caso seja aprovado, o horário de fechamento passará para 19hs de segunda a sexta e até às 17hs nos dois últimos sábados do mês. ''Pois os dois primeiros sábados já abrem em horário estendido'', alega.
Ovanes Gava atua há quase 30 anos no ramo de papelaria. À frente da Artpel Papelaria, o empresário busca soluções inovadoras para vencer a concorrência e satisfazer os clientes. ''Fomos os pioneiros na entrega em domicílio ou na escola dos materiais. Percebemos que os clientes achavam mais fácil fazer os pedidos por telefone, portanto acrescentamos o serviço de entrega sem cobrar custo adicional dentro de Londrina'', explica. Ainda é possível levar o material encapado, etiquetado e com a foto da criança. ''Não cobramos a mão de obra'', acrescenta. O pagamento pode ser feito em até seis vezes.
Diariamente, cerca de 100 pessoas são atendidas na papelaria nesta época do ano. Uma dica do proprietário para facilitar as compras é não deixar para a última hora. ''Assim evitam-se aglomerações'', comenta Ovanes.
As datas de retorno às aulas já foram estabelecidas e o ensino fundamental retorna no próximo dia 27, as particulares no dia 1º de fevereiro e as estaduais no dia 8 de fevereiro.

Negociação reduz custos da lista
  Pa­ra a ban­cá­ria So­lan­ge Nu­nes a lis­ta dos ma­te­riais es­co­la­res é uma preo­cu­pa­ção em do­se du­pla. Mãe da ado­les­cen­te Aman­da, 14 e do pe­que­no Da­niel, de ape­nas 3 ­anos, So­lan­ge pre­ci­sa pla­ne­jar bem as com­pras pa­ra não ter gas­tos abu­si­vos. ‘‘Mes­mo o Da­niel sen­do pe­que­no, sua es­co­la já so­li­ci­ta ­material’’, co­men­ta.
  Uma for­ma en­con­tra­da pe­la ban­cá­ria pa­ra não per­der tem­po fa­zen­do pes­soal­men­te a pes­qui­sa de pre­ço é en­ca­mi­nhar as lis­tas de ma­te­riais pa­ra qua­tro pa­pe­la­rias di­fe­ren­tes e so­li­ci­tar um or­ça­men­to pré­vio. ‘‘To­do ano co­ta­mos os pre­ços em pa­pe­la­rias pa­ra ava­liar em ­qual fa­re­mos a ­compra’’, ex­pli­ca.
  ­Após a es­co­lha do lo­cal, So­lan­ge tem à fren­te uma ta­re­fa que co­lo­ca em prá­ti­ca com ­seus fi­lhos des­de pe­que­nos: a ne­go­cia­ção. ‘‘Ava­lia­mos ­quais ­itens do ano pas­sa­do po­dem con­ti­nuar sen­do uti­li­za­dos, co­mo es­to­jos ou mes­mo as mo­chi­las. Dian­te da eco­no­mia que ob­te­re­mos, é pos­sí­vel in­cluir na com­pra ma­te­riais que ­eles ­acham ­mais in­te­res­san­tes, co­mo ca­der­nos com ca­pas di­fe­ren­tes e que aca­bam sen­do ­mais ca­ros por se­rem íco­nes da mo­da. Mas sem­pre res­sal­ta­mos a im­por­tân­cia do cus­to-­benefício’’, evi­den­cia.
  Ou­tra es­tra­té­gia ado­ta­da por So­lan­ge é a de es­pe­rar pas­sar es­ta épo­ca de vol­ta às au­las pa­ra po­der efe­tuar a tro­ca de ­itens co­mo a mo­chi­la, por exem­plo. ‘‘Por con­ta da de­man­da, é na­tu­ral que os pre­ços se­jam ­mais al­tos nes­ta épo­ca do ano. Por is­so, con­ver­sa­mos com ­eles pa­ra que es­pe­rem um mo­men­to ­mais pro­pí­cio pa­ra ad­qui­rir um no­vo ­artigo’’, acon­se­lha. (M.A.T.)

Diferenciais para atrair clientes
  A em­pre­sá­ria Ká­tia San­tos tem re­gis­tra­do au­men­to no mo­vi­men­to des­de o mês de ou­tu­bro do ano pas­sa­do. ‘‘Os ­pais es­tão ­mais adian­ta­dos na aqui­si­ção dos ­materiais’’, de­cla­ra. No en­tan­to, é exa­ta­men­te nes­te mês que o mo­vi­men­to tri­pli­ca, afir­ma Ká­tia.
  Pa­ra fa­ci­li­tar a vi­da dos clien­tes da Pa­pe­la­ria Mo­der­na, Ká­tia tam­bém ofe­re­ce o ser­vi­ço de en­ca­par e eti­que­tar o ma­te­rial gra­tui­ta­men­te. ‘‘O úni­co gas­to é com o ti­po de ma­te­rial com que o clien­te vai que­rer que se­ja ­encapado’’, orien­ta. Ela tam­bém pro­vi­den­cia sem cus­tos cai­xas de sa­pa­to ou de ca­mi­sa quan­do são in­cluí­das na lis­ta. Ou­tro di­fe­ren­cial cria­do são as sa­co­las de en­tre­ga dos pro­du­tos. ‘‘Não são sa­co­las plás­ti­cas, são sa­co­las es­pe­ciais que aco­mo­dam per­fei­ta­men­te os ma­te­riais pa­ra que ­eles che­guem in­tac­tos e bem ar­ru­ma­dos ao des­ti­no ­final’’, ex­pli­ca. Na ho­ra de acer­tar a con­ta, a pro­prie­tá­ria faz ques­tão de ne­go­ciar pes­soal­men­te a me­lhor for­ma ofe­re­ci­da pa­ra ca­da clien­te. ‘‘Ava­lia­mos a ne­ces­si­da­de de ca­da um e pro­po­mos uma ma­nei­ra que sa­tis­fa­ça a ­ambos’’, evi­den­cia.
  Pe­lo se­gun­do ano con­se­cu­ti­vo a Pa­pe­la­ria Lon­dri­na es­tá ofe­re­cen­do aos ­seus clien­tes um apa­re­lho de ce­lu­lar nas com­pras aci­ma de R$ 60. Con­for­me ex­pli­ca a pro­prie­tá­ria Síl­via Re­gi­na Gaz­da, gra­ças à par­ce­ria com uma ope­ra­do­ra de te­le­fo­nia ce­lu­lar foi pos­sí­vel es­ten­der es­se be­ne­fí­cio aos clien­tes em ple­na épo­ca de vol­ta às au­las. ‘‘A pro­mo­ção tem cha­ma­do bas­tan­te a aten­ção dos clien­tes, prin­ci­pal­men­te dos jo­vens que ado­ram o apa­re­lho. Ele pos­sui câ­me­ra fo­to­grá­fi­ca e rá­dio. ­Além dis­so, o pla­no per­mi­te aos ­pais ter to­tal con­tro­le so­bre os gas­tos dos ­filhos’’, ex­pli­ca Síl­via.
  A em­pre­sá­ria acre­di­ta que é pre­ci­so ofe­re­cer van­ta­gens adi­cio­nais pa­ra con­quis­tar clien­tes ­pois os pre­ços por si só aca­bam não sen­do tão di­fe­ren­cia­dos en­tre os con­cor­ren­tes. ‘‘Vo­cê en­con­tra di­fe­ren­ça de pre­ço, mas em pro­por­ções qua­se in­sig­ni­fi­can­tes, na­da tão exor­bi­tan­te en­tre uma pa­pe­la­ria e ­outra’’, co­men­ta. Pa­ra fa­ci­li­tar o pa­ga­men­to, é pos­sí­vel di­vi­dir em até ­seis ve­zes no car­nê.
  O pro­prie­tá­rio da Pa­pe­la­ria Cont­pel Fre­de­ri­co Gui­lher­me Flau­zi­no apos­ta nas pro­mo­ções pa­ra ­atrair a clien­te­la. Boa par­te de ­suas ven­das são efe­tua­das por pes­soas que che­gam até o es­ta­be­le­ci­men­to por in­di­ca­ção de clien­tes cos­tu­mei­ros. ‘‘So­mos co­nhe­ci­dos por tra­ba­lhar com pre­ços bas­tan­te ­acessíveis’’, afir­ma. Ape­sar de ofe­re­cer gran­de va­rie­da­de de pro­du­tos, Fre­de­ri­co se dis­põe a pro­vi­den­ciar al­gum ­item que não dis­po­nha em es­to­que pa­ra que o clien­te le­ve to­dos os ma­te­riais que cons­tam da lis­ta. ‘‘Não me­di­mos es­for­ços pa­ra aten­der bem ao ­cliente’’, re­for­ça.
  Já a Pa­pe­la­ria Di­na­mus pro­cu­ra ­atrair clien­tes co­lo­can­do ­itens es­sen­ciais co­mo ca­der­no e pa­pel sul­fi­te a pre­ços pro­mo­cio­nais. Mas a van­ta­gem po­de ser usu­fruí­da por aque­les que efe­tuam o pa­ga­men­to à vis­ta. ‘‘É uma for­ma de be­ne­fi­ciar ­quem pa­ga à ­vista’’, es­cla­re­ce a ge­ren­te Re­be­ca Lou­rei­ro. Mas ­quem pre­ci­sa de um pra­zo ­maior pa­ra o pa­ga­men­to, é pos­sí­vel par­ce­lar a com­pra em até 10 ve­zes no car­tão de cré­di­to. (M.A.T.)

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