O final de ano é marcado por confraternizações de empresas, festas de família, formaturas, Natal, Ano-Novo, além dos casamentos. Para que tudo saia de acordo com o desejo de quem está promovendo é preciso começar a organizar tudo com antecedência. Segundo a promoter Alzira Scholze, o primeiro passo é imaginar quantas pessoas e estabelecer um dia para a festa, quanto maior antecedência mais chances de fechar um bom negócio.
Alzira diz que em Londrina faltam locais e por isso as empresas, por exemplo, têm que se preocupar já no início do ano em reservar data e local. ''É preciso também lembrar de pagar o Ecad para evitar possíveis multas, e planejar o que será servido.'' Para a promoter a decoração e as lembrancinhas fazem o diferencial de uma festa. ''Esses cuidados acabam marcando entre os convidados, quanto mais personalizado o evento mais marcante.''
Adriana Pontin, que também é promoter, dá algumas dicas para escolher o melhor local: a facilidade de acesso, a infraestrutura do local, estacionamento, possibilidade para instalar e operar serviços audiovisuais, iluminação, ambientação e decoração, se o local oferece serviço de limpeza, manobristas e seguranças, boas condições de funcionamento de água, luz, telefone, limpeza e área externa.
Adriana e Alzira alertam para os cuidados que se deve ter ao fazer o contrato de locação que deve conter a indicação e descrição do contratado e do contratante, direitos e deveres de ambos, o prazo de locação, data e horário de início e término, os serviços que estão sendo oferecidos pelo contratado, multa para cada uma das partes que deixar de cumprir qualquer cláusula contratual, formas de pagamento e prazos. Segundo Adriana, o mais comum na forma de pagamento é uma entrada que varia de 30% a 50% do valor total e a parcela uma semana antes do evento.
Alzira alerta que ao locar um espaço se deve levar em consideração o que ele oferece como por exemplo seguranças, serviço de limpeza, papel higiênico, papel toalha. ''A pessoa precisa ficar atenta porque as vezes o local tem o preço mais em conta, mas quando você tem que providenciar os outros serviços acaba encarecendo e complicando porque é preciso contratar mais empresas.'' Outra informação importante é que a lei determina um segurança para cada 50 pessoas em qualquer evento.
De acordo com as promoters, os preços de locação de espaços para eventos pequenos e médios com serviço de limpeza, seguranças, e uma boa infraestrutura variam de R$ 2.500 a R$ 3.500. Adriana ressalta que para eventos de pequeno porte é melhor optar por locais que ofereçam serviço completo, com buffet, decoração e DJ. ''Dessa forma o espaço não é cobrado à parte, já esta incluso no valor dos serviços oferecidos.''
Para as famílias que costumam se reunir no final de ano Alzira diz que existem várias chácaras que oferecem diferentes serviços com preços a partir de R$ 500 por dia. Há também chácaras que têm pousadas, chalés para as famílias que festejam por vários dias. Nesses casos pode-se optar por contratar um buffet ou um churrasqueiro. Adriana informa que os preços para contratação de um churrasqueiro, por exemplo, variam de R$ 23 a R$ 35 por pessoa. ''Eles levam toda a bebida e a alimentação, além da estrutura para fazer o churrasco. A pessoa precisa levar apenas pratos, talheres e copos, isso quando o espaço que ela locou não oferecer.''


Confraternização reúne funcionários e familiares
  A fa­mí­lia Ro­ma­ni­ni há se­te ­anos reú­ne os fun­cio­ná­rios da em­pre­sa e os fa­mi­lia­res de­les pa­ra uma gran­de con­fra­ter­ni­za­ção. Ma­ria Re­gi­na Ri­bei­ro Ro­ma­ni­ni con­ta que a fes­ta é uma co­me­mo­ra­ção pré­via do Na­tal e Ano-No­vo da fa­mí­lia de­les. ‘‘Reu­ni­mos a nos­sa pró­pria fa­mí­lia, pai, mãe, fi­lhos, a fa­mí­lia dos fun­cio­ná­rios e al­guns con­vi­da­dos en­tre clien­tes e for­ne­ce­do­res que tam­bém le­vam ­seus fa­mi­lia­res.’’ O nú­me­ro de par­ti­ci­pan­tes fi­ca en­tre 150 e 200 pes­soas, que fi­cam jun­tas por ­dois ­dias em uma chá­ca­ra alug­da. A em­pre­sa tem 40 fun­cio­ná­rios.
  Re­gi­na ex­pli­ca que a con­fra­ter­ni­za­ção é rea­li­za­da sem­pre nos ­dias 20 e 21 de de­zem­bro e por is­so os pre­pa­ra­ti­vos co­mo alu­guel da chá­ca­ra e con­tra­ta­ção do buf­fet é fei­ta com um ano an­te­ce­dên­cia. ‘‘Quan­do ter­mi­na uma fes­ta já fa­ço uma re­ser­va pré­via que de­pois se­rá con­fir­ma­da no ano se­guin­te, lá pe­lo mês de agos­to, pa­ra po­der ga­ran­tir os ser­vi­ços que de­se­jo.’’
  Ela faz uma vis­to­ria com­ple­ta do lo­cal, in­cluin­do a ve­ri­fi­ca­ção elé­tri­ca, as ins­ta­la­ções e a in­fraes­tru­tu­ra an­tes de fe­char o con­tra­to de lo­ca­ção. ‘‘Vo­cê en­con­tra em Lon­dri­na lo­cais mui­to ­bons, mas tem tam­bém al­guns mui­to mal­cui­da­dos é pre­ci­so ­olhar tu­do com mui­ta aten­ção e ler bem o con­tra­to an­tes de as­si­nar.’’ A lo­ca­ção pa­ra os ­dois ­dias fi­ca em tor­no de R$ 3 mil, a fes­ta to­da que in­clui buf­fet, brin­que­dos, se­gu­ran­ça, be­bi­das, lim­pe­za che­ga a R$ 20 mil.
  Re­gi­na con­ta que na ca­sa da chá­ca­ra cos­tu­mam fi­car os ca­sais ­mais ve­lhos e tam­bém as ­mães que te­nham be­bês. As de­mais fa­mí­lias le­vam bar­ra­cas. Há to­da uma pro­gra­ma­ção pa­ra ga­ran­tir a di­ver­são e tam­bém a in­te­gra­ção. ­Além da es­tru­tu­ra da chá­ca­ra com pis­ci­na e par­qui­nho, tem a lo­ca­ção de brin­que­dos e con­tra­ta­ção de equi­pe de ani­ma­do­res pa­ra or­ga­ni­zar as gin­ca­nas que são rea­li­za­das ao lon­go do pri­mei­ro dia.
  À noi­te, das 21h às 3h, um gran­de bai­le à fan­ta­sia ani­ma a to­dos. ‘‘Eu que­ria fa­zer um bai­le com ou­tra te­má­ti­ca, mas to­dos pre­fe­rem o bai­le à fan­ta­sia, to­dos são mui­to cria­ti­vos é mui­to ­divertido’’, ex­pli­ca Re­gi­na. Se­gun­do ela, du­ran­te o ano são fei­tas reu­niões com os fun­cio­ná­rios pa­ra de­ci­dir com se­rá a fes­ta e in­for­mar o que pre­ci­sa le­var e o va­lor do ami­go se­cre­to. ‘‘O ami­go se­cre­to é o mo­men­to ­mais emo­cio­nan­te da fes­ta. As pes­soas têm chan­ce de fa­lar pa­ra as ou­tras coi­sas que no dia a dia não dá tem­po. Sem­pre me emo­cio­no. A re­ve­la­ção às ve­zes de­mo­ra ­três, qua­tro ho­ras. Es­se mo­men­to é im­por­tan­te tam­bém por­que o Ro­ma­ni­ni co­lo­ca co­mo foi o ano na em­pre­sa e a si­tua­ção do mer­ca­do. ­Além dis­so, a fa­mí­lia dos fun­cio­ná­rios co­me­ça a en­ten­der me­lhor o tra­ba­lho na em­pre­sa e as­sim po­de dar um su­por­te ­maior.’’ (C.P.)

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