SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de setembro de 2009
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Vão se os tempos em que a cerveja, o whisky e a caipirinha eram as principais bebidas em nove a cada dez festas ou reuniões de amigos. Naquele tempo, o preço proibitivo do vinho restringia a bebida apenas a restaurantes finos. O mesmo acontecia com espumantes e champagnes que, em geral, só apareciam à mesa do brasileiro no momento do brinde do Ano Novo.
Mas com a abertura do País à importação, os preços do vinho caíram e a bebida acabou conquistando lugar importante no dia a dia da classe média. Tanto que, hoje, é difícil uma festa ou roda de amigos que não conte com a bebida. Para o anfitrião, essa mudança de hábitos significou um novo desafio: além de aprender a harmonizar o vinho com os pratos corretamente, é preciso conhecer, também, a melhor maneira de serví-lo.
Para ajudar - ou confundir - o consumidor, as opções de acessórios para serem usados na hora de servir a bedida são inúmeras. Além de modelos diversos de produtos imprescindíveis, como o saca-rolhas e as taças, o consumidor encontra outros itens, alguns bastante úteis, como o decanter e o vac au vin (um mecanismo que retira o ar da garrafa), e outros que têm apenas efeito decorativo, como a tampa para vinho e o suporte para garrafa.
''O fundamental é ter uma boa taça e um bom saca-rolhas'', resume a enóloga Sandra Zottis da loja Vino!, de Curitiba. Ela explica que a taça deve ter pedestal alto, ter um bom tamanho e ser preferencialmente de cristal ou de um vidro bem fino e sem rebordo. O vinho tinto é servido em taças grandes e o branco em taças menores, para que seja bebido mais rapidamente sem risco de esquentar.
A taça de bojo largo, segundo ela, é essencial para oxigenar o vinho. ''Em uma taça pequena a pessoa não consegue virar o vinho, para que ele mostre seus aromas e características'', explica Sandra. A regra vale para tinto, branco e rosé. A exceção é o espumante e o champagne, que exigem a taça fina, conhecida como fluté, evitando que as borbulhas evaporem rapidamente.
O saca-rolhas tem que ter uma espiral fina, para não danificar demais a rolha, e longa, com mais ou menos cinco voltas, para facilitar a retirada de rolhas mais longas. Deve-se cuidar, no entanto, para ver se o modelo não vai perfurar a rolha de um lado ao outro, para que não caiam resíduos da rolha dentro da garrafa.
Se o saca-rolhas tiver essas características, o modelo não importa. O importante é adquirir um tipo que cumpra bem seu papel de abrir o vinho, sem atrapalhar quem o manuseia. ''Quem procura um acessório ou vai dar um presente em geral escolhe pela beleza'', diz a coordenadora do curso de sommelier do Centro Europeu Tháys Ferrão. Os enólogos, de acordo com ela, usam o saca-rolhas ''dois estágios'', um dos modelos mais simples e também mais baratos. Já os consumidores, preferem outros mais incrementados. O saca-rolhas dois estágios já vem, inclusive, com um mecanismo para cortar a cápsula do vinho, sem necessidade de se comprar também um corta-cápsulas.


