Quem viaja raramente resiste à tentação de dar uma paradinha nas inúmeras barracas e restaurantes que se encontram pelo caminho para tomar um lanche ou conhecer algum produto diferente. No caso do Restaurante Chão Comum, na BR-376, Km 297, em Mauá da Serra, a visita é uma grata surpresa.
Em ambiente rústico e acolhedor, o estabelecimento que funciona há quase três anos oferece diversos produtos diferenciados ao consumidor. Salgados assados e pizzas com massa integral, lasanha de aveia, sucos e doces enchem os olhos e aguçam o paladar. Comida caseira à vontade é oferecida no almoço a R$ 10 por pessoa (inclui carnes). Mas uma atração à parte são os produtos artesanais e orgânicos.
''No início, achávamos que esse tipo de produto não iria dar certo em beira de estrada, mas o nosso público tem aumentado gradativamente'', informa a atendente Ozeret, que integra a comunidade não religiosa Doze Tribos, responsável pelo local.
Um dos destaques são as velas aromatizadas feitas artesanalmente de cera de abelha ou parafina, incluindo óleos essenciais e decoradas com flores naturais. Os tamanhos são variados e a duração de queima varia de 3 a 60 horas. As velas com cera de abelha são vendidas a partir de R$ 4 (minivela flutuante) e as com 60 horas de duração de queima custam R$ 25 a unidade. As velas feitas de parafina com óleos essenciais são mais baratas: uma minivela flutuante custa R$ 3; já a de 60 horas de queima, R$ 18.
Marina Batisti e Veronica Camilotti, após almoçarem no restaurante, não resistiram ao aroma das velas aromáticas e escolherem algumas para levar. ''Adorei a comida e me senti em casa, pois sou vegetariana. O estilo de vida deles e os produtos artesanais realmente chamam a atenção'', afirma Veronica.
Para aqueles que querem dar um presente pouco usual, a dica são as sandálias de couro feitas à mão. Elas são coloridas e de diversos tamanhos, inclusive numeração infantil, e custam R$ 70. Também estão à venda peças artesanais de decoração obtidas em feiras internacionais de artesanato e tapetes a partir de R$ 10, além de mantas confeccionadas artesalmente em tear com preço que varia de R$ 60 a R$ 80.
Dentre os produtos naturais, há semente e óleo de linhaça, produtos à base de soja, aveia, pimentas em conserva, doces caseiros e uma linha exclusiva de chás orgânicos da Tribal Brasil. Como explica Ozeret, o diferencial desses chás é que além da erva-mate utilizada ser orgânica, as especiarias que a acompanham também seguem um padrão rígido de produção ecologicamente correta, com certificação internacional pela Ecocert. Além das caixinhas tradicionais, os chás são vendidos em belas latas customizadas. Os sabores também são diferenciados: alfarroba com menta, baunilha com pêssego, limão com gengibre, mate com guaraná e hibisco, um dos mais procurados por inibir o apetite.
Vale destacar a alfarroba, que ainda é novidade para muitas pessoas. Originária de uma árvore selvagem da Costa do Mediterrâneo, a alfarrobeira produz uma vagem de onde são extraídas sementes que quando processadas resultam em um pó com sabor similar ao do chocolate, mas com menor teor de gordura e sem lactose. No Chão Comum podem ser obtidos o pó de alfarroba, barras e bombons de alfarroba da empresa Carob House a partir de R$ 1. Quem não resistiu à essa pequena delícia foi a professora Sandra Moragas Leite de Barros, de Corumbá (MS), que depois de entrar no carro para seguir viagem voltou para comprar mais bombons para surpreender os amigos.
Seguindo a linha integral, um dos carros-chefes do restaurante são as barrinhas de cereais (R$ 1 a unidade) e as cookies integrais nos sabores aveia, gengibre, goiabada, castanha-do-pará e nozes (R$ 1,25 cada). A granola também faz sucesso entre os clientes. Sem conservantes químicos, a aveia é tostada com mel em forno à lenha e o pacote com 250 gramas custa R$ 5.

Serviço
Restaurante Chão Comum - BR-376, Km 297, em Mauá da Serra. Abre de domingo a quinta, das 8h às 22h; na sexta, das 8h às 18h e aos sábados, das 18h às 22h. Mais informações pelo tel. (43) 8812-2280 ou pelo e-mail [email protected]



Chá indiano em sachê

  As­sim co­mo o bra­si­lei­ro não re­sis­te a um ca­fe­zi­nho coa­do na ho­ra, to­do in­dia­no que se pre­ze não ­abre mão de uma xí­ca­ra fu­me­gan­te de ­chai (pro­nun­cia-se ‘­tchai’) – chá in­dia­no pre­pa­ra­do com di­ver­sas es­pe­cia­rias e ser­vi­do com lei­te.
  Sa­bo­ro­so e aro­má­ti­co, ele é con­su­mi­do dia­ria­men­te nas re­si­dên­cias in­dia­nas e é in­dis­pen­sá­vel pa­ra dar as ­boas vin­das aos vi­si­tan­tes. Com tem­po cer­to de fer­vu­ra e quan­ti­da­de ade­qua­da de ­água, lei­te e es­pe­cia­rias – co­mo cra­vo, ca­ne­la, car­da­mo­mo e gen­gi­bre, ­além de chá pre­to e açú­car –, não é mui­to fá­cil ob­ter o sa­bor do le­gí­ti­mo ­chai, que pa­re­ce ter pro­prie­da­des di­ges­ti­vas e an­tio­xi­dan­tes. Pa­ra aque­les que qui­se­rem se aven­tu­rar no pre­pa­ro do chá in­dia­no (po­de-se ob­ter al­gu­mas re­cei­tas pe­la in­ter­net), a apa­rên­cia do ­chai de­ve­rá lem­brar a de um ca­fé com lei­te cla­ro, com sa­bor ado­ci­da­do e pi­can­te de­vi­do ao gen­gi­bre.
  Já pa­ra ­quem ­quer co­nhe­cer e sa­bo­rear a be­bi­da com pra­ti­ci­da­de, a Tri­bal Bra­sil co­mer­cia­li­za a er­va-ma­te com ­chai or­gâ­ni­co. A cai­xa com 12 sa­chês cus­ta R$ 6 e o pro­du­to po­de ser ad­qui­ri­do no Res­tau­ran­te ­Chão Co­mum ou na ban­qui­nha que a co­mu­ni­da­de Do­ze Tri­bos man­tém aos do­min­gos na fei­ra li­vre da Ave­ni­da São Pau­lo. Va­le a pe­na con­fe­rir. (A.P.N.)

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