SUAS COMPRAS
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
Gisele Mendonça<br> Reportagem Local 
Apesar da crise, viajar para o exterior para intercâmbio estudantil e profissional é uma experiência com a qual muitos jovens continuam sonhando. Realizar essa façanha em meio à turbulência econômica mundial, no entanto, requer cautela e, talvez, um replanejamento dos objetivos. Os Estados Unidos, por exemplo, deixou de ser o principal destino dos intercambistas e o Canadá está no topo do ranking para cursos de idiomas. Até a China já aparece como destino de intercâmbio profissional.
Desde janeiro deste ano, a agência STB (Student Travel Bureau) oferece um programa para estágio (remunerado ou não) na China em diversas áreas. Ao contrário da maioria dos programas, este não exige vínculo universitário e não tem limite de idade, mas requer nível avançado de inglês. Os chineses querem as pessoas já formadas e têm grande interesse no Brasil. Eles estão abrindo muitas vagas para os brasileiros e tratam muito bem os intercambistas, afirma Lucas Szlachta, gerente da loja STB em Londrina.
Ele diz que o programa ainda não é muito conhecido, por ser recente, e até agora menos de 20 pessoas aderiram em todo o Brasil. O preço é em torno de US$ 1,3 mil (seis meses) e
US$ 908 (três meses), incluindo apenas a colocação no mercado de trabalho. Com o que se ganha é possível, pelo menos, manter-se no país. Existe um banco de dados, as pessoas nos mandam currículo e nós enviamos para a China. É bem fácil de aprovar. Uma experiência como essa dá peso ao currículo profissional, principalmente pelo que a China representa hoje no mundo em termos de comércio exterior, avalia Szlachta.
Para quem pensa em aprimorar o inglês e fazer um roteiro mais tradicional, Szlachta recomenda pacotes para o Canadá. Ele destaca que o dólar canadense tem cotação um pouco mais baixa do que o americano e o custo de vida também é menor. É infinitamente mais barato morar em Toronto do que em Nova Iorque, compara. O gerente também frisa que o país tem vários atrativos. Ótimo padrão de escolas, famílias que recebem bem, além de cidades modernas com sistema de transporte eficiente, lista.
Pelo STB, um curso de inglês de quatro semanas no Canadá fica entre US$ 1,3 mil e US$ 1,4 mil, incluindo acomodação em casa de família, café da manhã e jantar. Se o objetivo é aprender espanhol, as opções mais acessíveis são Argentina e Chile. O curso tem duração e preço iguais aos do Canadá. Em todos os casos, existe a possibilidade de se conseguir estágio não remunerado.
Trabalho para universitários
Um dos programas mais populares oferecidos por agências de intercâmbio é o dirigido a universitários que desejam trabalhar nos Estados Unidos no período de férias. O preço gira entre US$ 1,8 mil e US$ 2 mil (incluindo o trâmite para os vistos e a colocação no emprego) nas agências ouvidas pela FOLHA. Com a crise, a procura por esta opção de intercâmbio diminuiu e também foi reduzido o número de empregadores.
Como todos nós, os empregadores (norte-americanos) estão na expectativa do que vai acontecer com a economia. Muitos ficaram de decidir até julho sobre a participação no programa, diz Luciana Porter, diretora da agência Intercultural em Londrina. Ela explica que o programa (Work Experience USA) é oferecido no período de dezembro a março para universitários que tenham nível intermediário de inglês e idade entre 18 e 29 anos.
A maioria dos empregos é nas estações de esqui, onde é possível ganhar de US$ 7 a US$ 12 por hora, dependendo do nível de inglês. Não é um trabalho para juntar dinheiro, mas para se manter. Por pior que se ganhe, dá para bancar metade das despesas com acomodação e refeições, destaca Luciana.
Segundo ela, hoje os lugares mais procurados pelos jovens intercambistas são Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e a Austrália. Luciana cita o Canadá como um destino interessante porque ainda não sofreu tanto impacto da crise e há mais vagas de trabalho para estudantes. O programa Hospitality Canadá, que custa a partir de US$ 4 mil (seis meses), oferece a possibilidade de estudar inglês durante três meses e nos demais meses trabalhar. A própria escola viabiliza o estágio remunerado.


