Sa­be-se que fu­tu­ra­men­te o mun­do de­ve­rá sen­tir sé­rias con­se­quên­cias com a es­cas­sez da ­água. Ca­da bra­si­lei­ro con­so­me em mé­dia 200 li­tros de ­água por dia, vo­lu­me qua­tro ve­zes ­maior do que o re­co­men­da­do pe­la Or­ga­ni­za­ção Mun­dial da Saú­de (OMS). Mas a tec­no­lo­gia pa­ra pou­par o re­cur­so hí­dri­co tem evo­luí­do e o con­su­mi­dor que qui­ser fa­zer a sua par­te já po­de ins­ta­lar em ca­sa os cha­ma­dos pro­du­tos sus­ten­tá­veis.
  São tor­nei­ras au­to­má­ti­cas e com sen­so­res, vál­vu­la de des­car­ga que con­tro­la o vo­lu­me de ­água e va­sos sa­ni­tá­rios de­se­nha­dos pa­ra me­nor va­zão, en­tre ou­tros, que po­dem eco­no­mi­zar en­tre 30% e 70% de ­água du­ran­te a sua uti­li­za­ção.
  Al­guns des­ses ­itens, co­mo as tor­nei­ras de ba­nhei­ros, já são fa­bri­ca­dos há mui­tos ­anos e uti­li­za­dos em lar­ga es­ca­la em shop­ping cen­ters e de­mais lo­cais pú­bli­cos. O que nem to­dos sa­bem é que es­ses pro­du­tos po­dem ser en­con­tra­dos fa­cil­men­te no mer­ca­do e ins­ta­la­dos em re­si­dên­cias por um pre­ço, às ve­zes, nem tão al­to.
  Uma tor­nei­ra do­ta­da de sis­te­ma de fe­cha­men­to au­to­má­ti­co com tem­po re­gu­lá­vel, por exem­plo, cus­ta a par­tir de R$ 175, pre­ço com­pa­tí­vel a uma tor­nei­ra de pri­mei­ra li­nha co­mum. Já o pro­du­to com sen­sor, que li­ga e des­li­ga con­for­me a apro­xi­ma­ção ou o afas­ta­men­to das ­mãos, sai bem ­mais ca­ro: mé­dia de R$ 650. Agre­ga con­cei­tos de lu­xo e tec­no­lo­gia avan­ça­da, ­além de ­maior hi­gie­ne por não ha­ver con­ta­to com as ­mãos.
  Ou­tra op­ção é o dis­po­si­ti­vo eco­no­mi­za­dor, ins­ta­la­do en­tre a saí­da de ­água na pa­re­de e a tor­nei­ra (co­mum) de ban­ca­da. Mes­mo que o re­gis­tro da tor­nei­ra es­te­ja aber­to em sua ca­pa­ci­da­de má­xi­ma, o dis­po­si­ti­vo re­gu­la a va­zão. Po­de ser en­con­tra­do a R$ 27.
  Os va­sos sa­ni­tá­rios mo­der­nos e ­suas vál­vu­las tam­bém es­tão pou­pan­do a uti­li­za­ção de ­água no ba­nhei­ro. Os va­sos são de­se­nha­das pa­ra uti­li­zar no má­xi­mo ­seis li­tros por des­car­ga, ao con­trá­rio de ­anos ­atrás, quan­do o vo­lu­me che­ga­va a 15 li­tros.
  No ca­so das vál­vu­las, há op­ções com ­duas te­clas de acio­na­men­to. Uma ser­ve pa­ra es­coa­men­to de lí­qui­do e des­pe­ja ­três li­tros de ­água no va­so. A ou­tra, vol­ta­da pa­ra só­li­dos, li­be­ra ­seis li­tros de ­água. Há fa­bri­can­tes que tra­zem o pro­du­to em ­duas ver­sões: pa­ra cai­xas aco­pla­das e pa­ra pa­re­de. O pre­ço fi­ca en­tre R$ 97 e R$ 130, de­pen­den­do do aca­ba­men­to. Uma vál­vu­la co­mum (de pri­mei­ra li­nha) cus­ta em mé­dia R$ 90.
  Ma­ril­za Gas­par, ge­ren­te de uma das lo­jas da re­de Te­lha­nor­te, em Lon­dri­na, diz que os pro­du­tos vol­ta­dos pa­ra o uso cons­cien­te da ­água ain­da são ad­qui­ri­dos em sua maio­ria pa­ra lo­cais pú­bli­cos. As ven­das pa­ra re­si­dên­cias são bem res­tri­tas.
  ‘‘São pro­du­tos que, mui­tas ve­zes, a pes­soa des­co­bre só quan­do che­ga na lo­ja ou en­tão quan­do re­ce­be a orien­ta­ção do ­arquiteto’’, afir­ma. Ela lem­bra que al­guns des­ses ­itens já são fa­bri­ca­dos há cer­ca de 20 ­anos. ‘‘Só que ul­ti­ma­men­te ­mais em­pre­sas ade­ri­ram (ao con­cei­to)’’, diz Ma­ril­za. Por en­quan­to, os pro­du­tos vol­ta­dos pa­ra a sus­ten­ta­bi­li­da­de só são fa­bri­ca­dos em pri­mei­ra li­nha.
  Na ob­ser­va­ção de Fer­nan­da Frei­tas, do se­tor de mar­ke­ting da em­pre­sa, o pri­mei­ro con­ta­to que as pes­soas têm com es­te ti­po de pro­du­to é em lo­cais pú­bli­cos e mui­tos não sa­bem que ­eles são adap­tá­veis às re­si­dên­cias. ‘‘E o in­te­res­san­te é que o pre­ço não é tão ­mais al­to do que as pe­ças ­comuns’’, diz.

mockup