Item es­sen­cial na com­po­si­ção do vi­sual de qual­quer mu­lher, as bol­sas es­tão ca­da vez ­mais ver­sá­teis. O mer­ca­do aten­de a di­fe­ren­tes es­ti­los - e po­der aqui­si­ti­vo - de con­su­mi­do­ras. Lon­ge das co­bi­ça­das gri­fes in­ter­na­cio­nais que po­dem pe­dir ­mais de R$ 5 mil por um exem­plar, as em­pre­sas que tra­ba­lham com bol­sas que agre­gam ca­rac­te­rís­ti­cas ar­te­sa­nais con­quis­tam o pú­bli­co fe­mi­ni­no que ­quer qua­li­da­de e quan­ti­da­de. Por cau­sa dos pre­ços aces­sí­veis, prin­ci­pal­men­te dos mo­de­los em te­ci­do, já é co­mum tro­car de bol­sa as­sim co­mo se tro­ca de rou­pa.
  Com o pre­ço de uma bol­sa em cou­ro, de­pen­den­do da mar­ca, é pos­sí­vel com­prar até cin­co em te­ci­do. O va­lor alia­do à ver­sa­ti­li­da­de dos mo­de­los tem atraí­do as mu­lhe­res. ‘‘A clien­te po­de op­tar por um dos nos­sos mo­de­los e es­co­lher o te­ci­do, po­de pe­dir al­te­ra­ções nos de­ta­lhes e no ta­ma­nho ou ain­da tra­zer um mo­de­lo que gos­ta pa­ra ­desenvolvermos’’, ex­pli­ca Ana Pau­la Gui­du­gli, que ad­mi­nis­tra em Lon­dri­na a An­na Lu­na Bol­sas e Aces­só­rios, jun­ta­men­te com a mãe, Sil­va­na Gui­du­gli.
  O ne­gó­cio nas­ceu há ­três ­anos mo­ti­va­do pe­la ‘‘­paixão’’ que a du­pla tem por bol­sas. ‘‘Nós ­duas jun­tas te­mos ­umas 80 em ca­sa (pa­ra uso pes­soal)’’, re­ve­la Sil­va­na. No iní­cio, era ape­nas uma lo­ja pa­ra ven­der bol­sas em cou­ro. Mas lo­go as co­mer­cian­tes per­ce­be­ram um no­vo fi­lão. ‘‘As pes­soas co­me­ça­ram a pe­dir mo­de­los em te­ci­do. Foi aí que de­ci­di­mos ­criar os nos­sos pró­prios ­produtos’’, lem­bra Sil­va­na.
  Com qua­tro fun­cio­ná­rios, a em­pre­sa pro­duz ho­je en­tre 250 e 300 bol­sas por mês e ven­de no ata­ca­do e no va­re­jo. ­Além de Lon­dri­na, a pro­du­ção che­ga a ou­tras ci­da­des do Pa­ra­ná e aos es­ta­dos de São Pau­lo, To­can­tis, Ron­dô­nia e Ba­hia. As bol­sas fei­tas em Lon­dri­na tam­bém já fo­ram pa­rar no ex­te­rior pe­las ­mãos de con­su­mi­do­ras lo­cais que le­va­ram al­guns mo­de­los pa­ra ven­der lá fo­ra.
  A em­pre­sa tem ho­je ­mais de 100 mo­de­los em ­brim, tri­co­li­ne, ve­lu­do, lo­na e ce­tim. To­dos for­ra­dos, com es­pa­ço in­ter­no pa­ra ce­lu­lar e, al­guns, com mui­tos re­cor­tes. A maio­ria das bol­sas é de ta­ma­nho gran­de, aten­den­do ao de­se­jo de mu­lhe­res de to­das as ida­des. Mui­tas vem com la­ços enor­mes ou flo­res que fun­cio­nam co­mo bro­ches, que tam­bém po­dem ser com­pra­dos avul­sos.
  Ao con­trá­rio da so­brie­da­de do cou­ro, as bol­sas em te­ci­do são co­lo­ri­das e po­dem vir es­tam­pa­das (flo­ral, xa­drez, lis­tra­da, de bo­li­nha). ‘‘No in­ver­no, a ten­dên­cia é ­mais o ve­lu­do. No ve­rão, as co­res for­tes e as ­estampadas’’, diz Ana Pau­la. Nos mes­mos te­ci­dos, tam­bém são pro­du­zi­das ca­pas pa­ra no­te­books, que le­vam plu­man­te e re­for­ço in­ter­no. Os pre­ços das bol­sas vão de R$ 45 a R$ 120.
  A Aió Aces­só­rios, tam­bém de Lon­dri­na, que tra­ba­lha no va­re­jo e no ata­ca­do com bol­sas em te­ci­do, cou­ro e sin­té­ti­co, aca­ba de co­lo­car no mer­ca­do um mo­de­lo ori­gi­nal que tem fei­to su­ces­so en­tre as mu­lhe­res. É uma bol­sa em ma­lha de bi­quí­ni, com aca­ba­men­to em lo­na na par­te in­ter­na, ­ideal pa­ra ir à ­praia ou ­usar no dia a dia. ‘‘É a cria­ção nos­sa que ­mais tem saí­do. Es­te ti­po de ma­lha dá um cai­men­to mui­to le­gal, fi­ca uma bol­sa di­fe­ren­te, fran­zi­da por fo­ra e com es­tru­tu­ra in­ter­na bem ­espaçosa’’, diz Lei­la Cos­ta Qua­glio, só­cia-pro­prie­tá­ria da Aió e res­pon­sá­vel pe­la cria­ção das bol­sas.
  Os mo­de­los em te­ci­do são fei­tos tam­bém em lo­na, ve­lu­do, ta­fe­tá, en­tre ou­tros. A pro­du­ção é in­dus­trial, mas man­tém ca­rac­te­rís­ti­ca ar­te­sa­nal. O aten­di­men­to ao con­su­mi­dor é per­so­na­li­za­do. É pos­sí­vel al­te­rar te­ci­dos, co­res, de­ta­lhes, mas não pe­dir mo­de­los di­fe­ren­tes en­tre os 200 de­sen­vol­vi­dos pe­la em­pre­sa.
  Se­gun­do Lei­la, as bol­sas ho­je têm ta­ma­nho mé­dio ao con­trá­rio das ‘‘big ­bags’’ mui­to usa­das no ano pas­sa­do. Al­guns mo­de­los mes­clam te­ci­do, cou­ro e ma­te­rial sin­té­ti­co. São co­lo­ri­das, po­rém sem es­tam­pas flo­rais. ‘‘Fa­ze­mos de­se­nhos em ma­te­las­sê, mo­sai­cos em cou­ro. Nos­sas pe­ças são ­exclusivas’’, diz.
  Há ­três ­anos no mer­ca­do, a Aió tem pro­du­ção mé­dia men­sal de 500 bol­sas, que são ven­di­das no Pa­ra­ná, Ma­to Gros­so, Mi­nas Ge­rais, São Pau­lo e, prin­ci­pal­men­te na ca­pi­tal pau­lis­ta. Os pre­ços va­riam en­tre R$ 50 e R$ 60 (te­ci­do), mé­dia de R$ 80 (sin­té­ti­co) e en­tre
R$ 100 e R$ 120 (cou­ro).


Estudante tem um modelo para cada dia do mês
  A es­tu­dan­te uni­ver­si­tá­ria He­loi­sa Le­pre Lo­pes é uma con­su­mi­do­ra vo­raz de bol­sas. Tem ­mais de 30 mo­de­los e não pa­ra de com­prar. ‘‘É o prin­ci­pal aces­só­rio de uma mu­lher. Com ape­nas uma bol­sa, vo­cê po­de mon­tar um vi­sual. No ve­rão, por exem­plo, é só jo­gar uma bol­sa es­tam­pa­da que fi­ca ­maravilhoso’’, diz.
  He­loi­sa tem mo­de­los fei­tos em di­ver­sos ti­pos de ma­te­riais, mas pre­fe­re o te­ci­do. ‘‘­Além de es­tar na mo­da, é bem ­mais aces­sí­vel. Pe­lo pre­ço de uma bol­sa de cou­ro dá pa­ra com­prar ­mais de cin­co de ­tecido’’, re­pa­ra. Pa­ra a es­tu­dan­te, as bol­sas di­zem mui­to so­bre a per­so­na­li­da­de da mu­lher.
  Com os mo­de­los em te­ci­do, ela diz que é pos­sí­vel va­riar bas­tan­te. ‘‘Tro­co de bol­sa pra­ti­ca­men­te to­do dia. Às ve­zes, até ­mais de uma vez no mes­mo dia. De­pen­de da oca­sião, do es­ta­do de es­pí­ri­to. Por is­so, pre­fi­ro as ­mais ­acessíveis’’, ob­ser­va. O má­xi­mo que a es­tu­dan­te pa­gou até ho­je por uma bol­sa (em cou­ro) foi R$ 300. (G.M.)

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