SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de dezembro de 2008
Gisele Mendonça<br>Reportagem Local 
Jóias verdadeiras ou réplicas? Para um leigo no assunto, pode não haver diferença. Para os consumidores que aderem à segunda opção também não quando o que se busca é economia, segurança, estilo, elegância. Mas as jóias de verdade não perdem seu espaço. E se modernizam: seguem as tendências da moda sem deixar de ser eternas.
A consumidora que quer seguir a tendência atual dos brincos grandes, por exemplo, não vai deixar de usar a jóia na próxima temporada porque a moda mudou. Tudo isso por causa da versatilidade das peças removíveis. Um mesmo brinco pode ficar longo, médio ou curto. Se tiver pedra, também é possível remover. A maioria das peças que criamos hoje dá para fazer substituições, afirma Paulo Lara, proprietário da Lara Joalheiros.
Além de versáteis, o empresário observa que as jóias estão muito mais sofisticadas, com a produção em máquinas apropriadas e tecnologia digital. Além disso, o Brasil reúne os maiores designers de jóias do mundo e que estão em evidência na Europa. As nossas indústrias investem cada vez mais no design das peças, repara Lara.
Outro ponto a favor das jóias nacionais é a grande variedade e qualidade das pedras brasileiras. Nosso mercado de pedras é muito rico. Temos as melhores do mundo, afirma Lara. Entre as pedras mais usadas atualmente, o empresário destaca a safira azul, a esmeralda, a rose de france, a opala (rosa, verde, branca), a morganita.
Segundo Lara, o ouro branco tendência nos últimos anos ainda predomina nas peças que vão diamante, mas o ouro dourado está voltando e deve ser forte em 2009. Outra tendência é o ouro rosê, que vai bem com pedras brasileiras no mesmo tom. Mas é preciso saber combinar as pedras com as peças. Daí a importância de um bom designer, orienta Lara, cuja empresa está há 30 anos no setor joalheiro. Dos produtos que comercializa, 60% são criações próprias de design exclusivo.
O dinamismo do mercado também faz surgir novas formas de atender o público. Um exemplo são as campanhas feitas em dois meses do ano em que os clientes levam na loja jóias antigas para serem avaliadas e trocadas por jóias novas. Na Lara Joalheiros, há peças para o gosto de todos os bolsos, diz o empresário, mas a a maioria das jóias vendidas fica na média entre R$ 1 mil a R$ 3 mil.
Quanto às réplicas, que surgem cada vez mais fortes no mercado, Lara observa que não abala o setor das jóias verdadeiras. Temos um perfil de cliente que não abre mão da autenticidade. São mulheres que não conseguem usar uma imitação, valoriza. Segundo o empresário, esse público sabe dar valor a uma jóia e a vê como instrumento de sedução e também como investimento. É evidente que precisa ter um cuidado a mais na hora de usar (por causa da violência). Mas o ouro hoje é moeda mundial. Nesses últimos anos de conturbação de mercado, ele sempre valorizou, afirma Lara.


