Jóias verdadeiras ou réplicas? Para um leigo no assunto, pode não haver diferença. Para os consumidores que aderem à segunda opção também não – quando o que se busca é economia, segurança, estilo, elegância. Mas as jóias de verdade não perdem seu espaço. E se modernizam: seguem as tendências da moda sem deixar de ser eternas.
  A consumidora que quer seguir a tendência atual dos brincos grandes, por exemplo, não vai deixar de usar a jóia na próxima temporada porque a moda mudou. Tudo isso por causa da versatilidade das peças removíveis. ‘‘Um mesmo brinco pode ficar longo, médio ou curto. Se tiver pedra, também é possível remover. A maioria das peças que criamos hoje dá para fazer substituições’’, afirma Paulo Lara, proprietário da Lara Joalheiros.
  Além de versáteis, o empresário observa que as jóias estão muito mais sofisticadas, com a produção em máquinas apropriadas e tecnologia digital. Além disso, o Brasil reúne os maiores designers de jóias do mundo e que estão em evidência na Europa. ‘‘As nossas indústrias investem cada vez mais no design das peças’’, repara Lara.
  Outro ponto a favor das jóias nacionais é a grande variedade e qualidade das pedras brasileiras. ‘‘Nosso mercado de pedras é muito rico. Temos as melhores do mundo’’, afirma Lara. Entre as pedras mais usadas atualmente, o empresário destaca a safira azul, a esmeralda, a rose de france, a opala (rosa, verde, branca), a morganita.
  Segundo Lara, o ouro branco – tendência nos últimos anos – ainda predomina nas peças que vão diamante, mas o ouro dourado está voltando e deve ser ‘‘forte’’ em 2009. Outra tendência é o ouro rosê, que vai bem com pedras brasileiras no mesmo tom. ‘‘Mas é preciso saber combinar as pedras com as peças. Daí a importância de um bom designer’’, orienta Lara, cuja empresa está há 30 anos no setor joalheiro. Dos produtos que comercializa, 60% são criações próprias de design exclusivo.
  O dinamismo do mercado também faz surgir novas formas de atender o público. Um exemplo são as campanhas feitas em dois meses do ano em que os clientes levam na loja jóias antigas para serem avaliadas e trocadas por jóias novas. Na Lara Joalheiros, há peças ‘‘para o gosto de todos os bolsos’’, diz o empresário, mas a a maioria das jóias vendidas fica na média entre R$ 1 mil a R$ 3 mil.
  Quanto às réplicas, que surgem cada vez mais fortes no mercado, Lara observa que não abala o setor das jóias verdadeiras. ‘‘Temos um perfil de cliente que não abre mão da autenticidade. São mulheres que não conseguem usar uma imitação’’, valoriza. Segundo o empresário, esse público sabe dar valor a uma jóia e a vê como instrumento de sedução e também como investimento. ‘‘É evidente que precisa ter um cuidado a mais na hora de usar (por causa da violência). Mas o ouro hoje é moeda mundial. Nesses últimos anos de conturbação de mercado, ele sempre valorizou’’, afirma Lara.

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