SUAS COMPRAS
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terça-feira, 25 de novembro de 2008
Gisele Mendonça<br>Reportagem Local 
A tão difundida importância do peixe na alimentação já reflete no aumento do consumo. Assim como as tradicionais carnes assadas, cresce o número de estabelecimentos que oferecem o peixe feito na churrasqueira, principalmente nos finais de semana. Segundo o médico Alair Berbert, o peixe é um alimento funcional e deve entrar no cardápio de duas a três vezes por semana nas formas cozida, assada ou grelhada. ''Frituras e moquecas inativam o efeito protetor do peixe sobre o coração e outros orgãos'', alerta.
Ele destaca que uma pesquisa de 2005 da Harvard School of Public Health, no Estados Unidos, demonstrou que a ingestão de peixe grelhado ou assado, uma a quatro vezes por semana, está associada a uma redução em torno de 30% no derrame isquêmico. Porém, o consumo de peixe frito e sanduíche de peixe está relacionado a um aumento de 37% do risco de todos os tipos de derrame e 44% para o derrame isquêmico.
O peixe é considerado um alimento funcional (que funciona como medicamento natural) porque contém diferentes componentes nutritivos que afetam diversas funções corporais, fornecendo ao organismo substâncias que previnem e tratam doenças. ''O potássio ajuda nos casos de hipertensão, câimbras; o cálcio e o magnésio, na constituição óssea, prevenindo doenças como a osteoporose'', exemplifica Berbert.
Espécies de águas frias e profundas como salmão, atum, sardinha, arenque, anchova e bacalhau são ricas em ômega 3 - ácido graxo poliinsaturado, que entre outros benefícios, ajuda a prevenir a depressão. ''O ômega 3 gera um ambiente ideal para a troca rápida de mensagens entre as células nervosas. A falta desta substância torna o cérebro lento, surgindo alterações de humor, dificuldade de memória e aprendizado'', explica o médico.
Berbert cita ainda que um estudo realizado nos Estados Unidos, envolvendo mais de 20 mil médicos ao longo de 11 anos, mostrou que o risco de ataque cardíaco e derrame caiu pela metade entre aqueles que incluíram peixes nos seus cardápios do dia-a-dia.
''Também é sabido que habitantes de países como Finlândia, Noruega, Groelândia, que se alimentam de peixes e animais marinhos, apresentam índices baixos de doenças inflamatórias degenerativas crônicas em comparação a outras populações'', lembra.
O médico também fala da importância dos óleos de peixe - ''verdadeiras maravilhas na culinária e na medicina''. O mais famoso desses óleos é o obtido do salmão, um dos peixes responsáveis pela produção do ômega-3 e reconhecido pela Comunidade Científica Internacional como alimento funcional de atividade terapêutica antiinflamatória.


