O mercado dos protetores solares no Brasil movimentou
R$ 665 milhões em 2007, registrando aumento de 37,59% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) – a entidade não divulgou projeção para o fechamento de 2008. Com a proximidade do verão, o consumo é puxado pelo aumento da preocupação das pessoas com a proteção da pele contra os efeitos nocivos do sol. Em entrevista à FOLHA, o médico dermatologista Andrei Bungart Nonino orienta sobre o que deve ser levado em conta na hora de comprar esse tipo de produto.
  Ele explica que os filtros solares devem ter proteção efetiva contra os raios ultravioleta A e B, o que pode ser avaliado pelos consumidores pelas informações do rótulo das embalagens.‘‘A proteção UVB é verificada por meio do FPS (fator de proteção solar), que deve ser de nível 15 ou mais. Quanto à proteção UVA, ainda não há consenso sobre o melhor método de avaliação e, por isso, não existe uma padronização para que se use um valor numérico. Deve-se constar nas embalagens ‘proteção UVA máxima’ ou ‘proteção UVA alta’’’, orienta o médico.
  A função do filtro solar, esclarece Nonino, é proteger a pele contra a ação nociva da radiação ultravioleta do sol, diminuir o risco de queimaduras, prevenir o aparecimento de manchas e outros sinais de envelhecimento cutâneo e, principalmente, reduzir o risco de câncer de pele.
  Segundo o médico, o FPS deve ser definido de acordo com os tipos de pele. Pela classificação mais aceita no mundo, existem seis tipos, começando com a ‘‘muito clara’’, que não bronzeia nunca (loiros, ruivos e pessoas com sardas ou olhos claros) até as peles negras. ‘‘O fator indicado para as pessoas de pele muito clara ou clara é o 30 ou mais e para pessoas de pele morena o 15’’, diz.
  Nonino esclarece que o maior FPS oferecido no mercado brasileiro é o de nível 100. Acima de 30, porém, a proteção é proporcionalmente aumentada em pequena quantidade. ‘‘Para áreas mais sensíveis (rosto e lábios), pessoas com doenças desencadeadas ou agravadas pelo sol ou com antecedente de câncer de pele também podemos recomendar protetores com FPS acima de 30’’, diz.
  A eficácia do protetor solar, no entanto, está relacionada à utilização correta. ‘‘Deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição solar e reaplicado a cada duas horas ou após transpiração excessiva, mergulho ou uso de toalha’’, explica, lembrando que no sol não é aconselhável usar produtos como perfumes ou sustâncias para descoloração dos pêlos, pois podem provocar queimaduras e alergias.
  É importante, segundo o dermatologista, que as pessoas de pele seca utilizem as apresentações em creme ou loção cremosa; as de pele normal, a loção cremosa; e as de pele oleosa, gel ou loção sem óleo. Além disso, crianças de 6 meses a 6 anos de idade devem usar protetores específicos, como infantil ou ‘‘kids’’. Abaixo de 6 meses de idade não é permitido o uso devido o risco de alergias.
  Quanto às novidades do mercado, Nonino cita os protetores que trazem componentes biológicos com possível efeito antioxidante que poderia ajudar na prevenção do envelhecimento da pele.

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