Para quem sempre pensou em ter uma máquina de café expresso (também conhecido como espresso, conforme a grafia italiana) em casa, agora é a hora. Já é grande a variedade de marcas e modelos desses equipamentos na versão doméstica, que estão nas principais magazines, no varejo virtual e nas lojas especializadas. As nacionais custam a partir de R$ 180 e as importadas a partir de R$ 460. Todas produzem café, mas nem todas extraem o bom expresso encorpado e cremoso. A escolha adequada requer pesquisa e troca de idéias com quem entende do assunto.
  Para esses, as máquinas italianas são consideradas as melhores. Profissionais do setor ouvidos pela FOLHA dizem que é possível conseguir um café expresso com qualidade muito próxima à de uma equipamento profissional. Uma série de outros fatores também vai influenciar no sabor e características da bebida, como a utilização de café de primeira linha (100% arábico), a moagem adequada, além do manuseio correto e a regulagem da máquina.
  Há máquinas domésticas que funcionam diretamente com o café moído e outras com o sachê de café – que é parecido com os saquinhos de chás industrializados. Alguns modelos trabalham com as duas opções. Os mais avançados pedem café em grão, já que trazem moedor interno. Em geral, os equipamentos também servem água quente (para o preparo manual de chá ou capuccino em pó) e têm vaporizador (indicado para o leite na hora de fazer capuccino tradicional.
  O preparo do por isso a pressão mínima indicada para essas máquinas é de nove BAR (medida utilizada)’’, explica a comerciante Cristina Rodrigues Maulaz, da loja O Armazém, em Londrina, que vende várias marcas de café (moído, em sachê e em grão) e máquinas domésticas de expresso italianas.
  Ela oferece os equipamentos há pouco mais de um mês e diz que a procura está crescendo. Quem compra são apreciadores de café de boa qualidade, que não se importam em pagar a partir de R$ 460 por uma máquina. Lá existem também equipamentos de R$ 650, R$ 980 e R$ 1,3 mil. Este último tem design retrô e se destaca, inclusive, como peça de decoração.
  Hélio Crozati Júnior, da HC Máquinas para Café Expresso, trabalha com equipamentos profissionais e com modelos que se adequam ao uso doméstico, porém mais avançados – todos de marca italiana. Um exemplo é uma máquina super-automática, que tem moedor interno e capacidade para tirar 70 cafés por dia. Custa R$ 2.280.
  ‘‘Pode ser usada em casa e vai muito bem em escritórios, clínicas, lojas, para quem quer oferecer um café expresso aos clientes’’, diz Crozati Júnior, que vende, faz locação e presta assistência técnica às máquinas e também comercializa café em grão.
  Segundo o comerciante, a principal diferença entre as domésticas e as profissionais (que podem custar até R$ 15 mil) está na melhor qualidade de extração do café, levando em conta potência, pressão, entre outros fatores.

Saiba mais

Um bom café expresso depende de vários fatores, desde a qualidade do grão até o manuseio da máquina

- O verdadeiro expresso tem características marcantes como a intensidade do aroma e do sabor, uma certa acidez e a cremosidade

- O café mais indicado para o expresso é o 100% arábico, cujos grãos dão melhor resultado depois de moídos e processados

- Há máquinas domésticas que utilizam café em grão (se tiver moedor interno), o café moído ou o café em sachê

- A pressão da máquina, que vai dar cremosidade à bebida, tem que ser de no mínimo nove BAR (medida utilizada)

- O manuseio correto e a regulagem do equipamento também influenciam na qualidade do café

- Para fazer o expresso é recomendável utilizar água filtrada

- O café expresso requer uma moagem diferenciada (pó mais grosso) daquela feita para a bebida comum (no coador, filtro ou cafeteira)


Espresso ou expresso?
Há controvérisas sobre a grafia correta deste tipo de café. Embora a maioria utilize o termo expresso, que remete à rapidez, é possível encontrar cardápios e panfletos promocionais com a palavra ''espresso'' (grafada com ''s''). Os especialistas na bebida utilizam ''espresso'', pelo fato de ser um ''café especial, extraído sob pressão''. O termo ''espresso'', porém, não consta nos dicionários da língua portuguesa. Na Itália, berço deste tipo de café, ele é chamado de ''caffé espresso''. Há especialistas em línguas que dizem que o italiano ''espresso'' tem o sentido de ''bebida feita no ato, rapidez'' e, portanto, em português seria com ''x'' mesmo.

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