SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de outubro de 2008
Gisele Mendonça<br>Reportagem Local 
A preocupação com a saúde e o físico reflete no aumento do número de lojas especializadas em suplementos alimentares. É um mercado que movimenta US$ 200 milhões por ano no Brasil, mas ainda pode crescer muito mais nos Estados Unidos, o giro desta indústria é de US$ 4 bilhões anuais. Entre os brasileiros ainda existe o mito de que o suplemento faz mal e é só para atleta de alto nível. Não é bem assim, o que faz mal é fast food, fritura, açúcar, que praticamente é a base da alimentação das pessoas hoje em dia, esclarece o nutricionista Rodolfo Peres, especialista em nutrição esportiva.
Peres acompanhou a reportagem da Folha na visita a uma loja especializada em suplementos alimentares para falar sobre a função e as opções de compras destes produtos. Para desmistificar, ele informa que o suplemento nada mais é do que um complemento à alimentação quando necessário. Independende de serem atletas, as pessoas podem recorrer a este tipo de produto desde que haja orientação profissional. A venda é em forma de pó, líquido e cápsula
É possível incluir os suplementos na alimentação, segundo o nutricionista, em situações em que a demanda energética é maior do que a ingestão alimentar caso dos atletas ou quando a pessoa não consegue ingerir tudo o que necessita por meio da alimentação natural. Aí entram situações de trabalho e viagens, em que fica difícil transportar e acondicionar uma refeição. Você pode levar o suplemento já em recipiente adequado, agitar, tomar e pronto, observa.
Peres reforça que um profissional de nutrição deve analisar a necessidade ou não dos produtos. O maior perigo (da falta da orientação) é a pessoa gastar dinheiro à toa ou então acumular gordura devido à ingestão calórica por meio de suplemento, repara. Segundo o nutricionista, é importante não acreditar em milagre, já que os suplementos só vão trazer resultado se estiverem condizentes com a alimentação e com a carga de exercício de quem utiliza.
O mercado hoje oferece inúmeros tipos de suplementos. Na lista estão as refeições líquidas. É só colocar água, agitar, tomar e pronto. É muito melhor do que descer numa lanchonete, comer um pastel frito e tomar um refrigerante. Isso é muito comum nos Estados Unidos, destaca.
Outras opções são os pós protéicos, que suprem a falta de proteína no organismo; e as vitaminas e sais minerais isolados, indicados na falta de uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes. O consumidor tem disponível ainda as barras compostas de proteína, carboidrato e gorduras benéficas para o organismo.
Nas prateleiras das lojas é possível encontrar também suplementos focados na performance de atletas. Hoje em dia, seria até ignorância um atleta com atividade extenuante não fazer uso do suplemento alimentar. Fica quase impossível, pela alimentação natural, garantir toda a nutrição que ele necessita, contextualiza Peres.
Nessa linha entram os produtos à base de óxido nítrico (NO2), que prometem maior irrigação dos vasos sangüíneos e aumento na potência do treinamento, facilitando o ganho de massa muscular. O mercado também dispõe dos hipercalóricos, que são refeições líquidas com alta quantidade de caloria.
O nutricionista destaca ainda os suplementos à base de carboidratos, muito utilizados por praticantes de corrida, triatlo, ciclismo, natação. Servem para proporcionar energia durante o treino e manter a energia constante na atividade. Alguns exemplos são a maltodexistrina, a dextrose e outros produtos combinados com esses dois tipos de carboidrato, explica.


