SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de setembro de 2008
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
O preço da cesta básica em Londrina registrou queda pela segunda vez consecutiva. Em agosto, o preço dos alimentos recuou 7,73%. Em julho, a redução já havia sido de 6,06%. No mês passado, uma família - formada por dois adultos e duas crianças - pagou R$ 540,82 pela cesta e uma pessoa desembolsou R$ 180,27. No ano, a cesta acumula alta de 2,37%, enquanto nos últimos 12 meses o reajuste acumulado é de 22,12%.
Dos 13 produtos que compõem a cesta básica, 10 sofreram redução: arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, margarina, óleo de soja e tomate (veja quadro). As maiores quedas ocorreram nos preços do tomate, que reduziu 39,84%, e da batata que ficou, em média, 23,18% mais barata, seguidos da farinha de trigo e da banana. As únicas altas registradas foram nos preços do açúcar, leite tipo C e pão francês.
O economista Flávio Oliveira dos Santos, coordenador da pesquisa que acompanha a evolução dos preços em Londrina, comentou que a redução da cesta pode estar relacionada ao fato de que o preço dos produtos, no geral, estão voltando ao normal depois de no primeiro semestre terem sofrido com a crise dos alimentos.
No primeiro semestre o custo dos alimentos foi puxado pelas altas no mercado externo. Além disso, duas safras do feijão haviam registrado problemas o que puxou os preços para cima, analisa o especialista, lembrando que na última safra o feijão conseguiu se recuperar. Ele acrescenta que outra possibilidade para duas quedas consecutivas pode ser a redução do consumo por parte da população.
Santos destaca que se a cesta tivesse sido comprada no supermercado mais caro, o consumidor teria pago R$ 608,64 (família), enquanto uma pessoa teria gasto R$ 202,88. Se o consumidor tivesse feito pesquisa de preço e comprado cada produto apenas no supermercado mais barato, os custos teriam sido de R$ 433,48 e R$ 144,49, respectivamente: uma economia de 40,41% ou R$ 175,17.
Com a economia daria para comprar uma cesta para uma pessoa e ainda sobraria quase R$ 31. Pelo resultado se vê que a pesquisa de preço vale a pena, paga o combustível e o tempo da pessoa, reforça o economista. O levantamento da cesta básica é realizado mensalmente em nove supermercados da cidade por alunos da Empresa Júnior da Universidade Pitágoras.
Entre os produtos pesquisados, a maior diferença em preço foi da carne: no supermercado mais barato, o quilo do produto foi encontrado por R$ 8,97 e no mais caro R$ 12,52, registrando uma variação de R$ 3,55 ou 39,58%. Em percentual, a maior diferença foi no quilo da batata: 206,15% ou R$ 1,34, sendo R$ 0,65 no estabelecimento mais barato e R$ 1,99 no mais caro.
Consumidores
A comerciante Salete Rogério de Oliveira comentou que não percebeu nenhuma redução no preço dos alimentos ainda. Todo dia passo
pelo mercado e os preços continuam os mesmos, disse. Somente nos produtos de higiene, como shampoo e sabonete é que a comerciante observou
um pequena redução.
Por falta de tempo, a comerciante Eliane Cristina Modesto não consegue fazer pesquisa de preço. Isso é um problema.
Tenho certeza que conseguiria economizar muito com a compra do mês, frisou. Eliane
também comentou que
não percebeu nenhuma redução nos alimentos,
pelo contrário.
Acho até que os preços subiram.


