SUAS COMPRAS
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sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Da Redação 
A informatização dos processos nos mais diversos níveis do governo federal está reduzindo a burocracia e ajudando a gerenciar os recursos disponíveis. Além de melhorar o sistema de arrecadação, um dos principais reflexos é a redução nos golpes contra o caixa do governo.
Recentemente o governo anunciou que o déficit da Previdência foi reduzido de 42% para 21%. ''Percebemos que está havendo um melhor gerenciamento das informações obtidas pelo governo e isso tem proporcionado uma melhora na arrecadação e uso do dinheiro público'', diz o diretor do Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina (Sescap-Ldr), Nivaldo Lopes.
Segundo o professor do curso de Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Londrina, Claudenir Tarifa Lembi, a qualidade da informação recebida pelo governo se deve ao trabalho dos contadores. ''São os contadores que coletam as informações e repassam para o governo. Pelo menos 85% das informações que eles têm foram fornecidas pelos escritórios de contabilidade. O índice de erro é pequeno e o governo consegue planejar todas as suas ações com os dados disponíveis'', diz Tarifa.
E foi para afinar o repasse de informações entre os escritórios e a Caixa Econômica, que gerencia recolhimentos do governo que na quarta-feira o Sescap-Ldr e a Caixa organizaram uma palestra ministrada pelo gerente de contas do banco Vilson Williann, de Curitiba, e os gerentes de serviços Reginaldo Almeida e Julio Agari Algodoal. Segundo o gerente regional de Londrina José Roberto Matheus houve mudanças no Sefip e estas mudanças precisam ser esclarecidas aos contadores dos escritórios de contabilidade e das empresas.
Desenvolvido pela Caixa, este aplicativo permite aos empregadores/contribuintes: Consolidar os dados cadastrais e financeiros da empresa e dos trabalhadores; gerar a Guia de Recolhimento do FGTS (GRF) e o arquivo de informações a serem utilizadas pelo Fundo. Os arquivos gerados pelo SEFIP devem, obrigatoriamente, ser transmitidos pela internet por meio do canal eletrônico Conectividade Social.
O aplicativo Sefipe destina-se a todas as pessoas físicas ou jurídicas e contribuintes equiparados à empresa, sujeitos ao recolhimento do FGTS (conforme estabelece a Lei nº 8.036, de 11/5/1990, e legislação posterior), quer à prestação de informações à Previdência Social (conforme disposto na Lei nº 8.212, de 24/7/1991, e legislação posterior).
Com o aplicativo Sefip, o processo de recolhimento da GRF e/ou transmissão de informações à Previdência Social é muito ágil e seguro. Fica mais fácil cumprir com as obrigações sociais e, assim, não sofrer penalidades. Segundo Vilson Willemann uma das vantagens é que quando o empregado tiver o tempo necessário para pedir a aposentadoria isso será feito automaticamente, ''a própria Caixa vai avisar o trabalhador que ele já tem o direito ao benefício'', diz ele.
Fonte: Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina - Sescap-Ldr
Consumidores nem sempre observam a procedência
Gisele Mendonça
Reportagem Local
Consumidores de mel ouvidos pela FOLHA afirmam que nem sempre observam a procedência do produto e revelam que também desconheciam a não recomendação do consumo para bebês devido ao risco do botulismo. Só sabia que não podia dar mel para criança porque os antigos já diziam isso. Então, criei meus três filhos (hoje adultos) sem mel, conta o técnico de enfermagem Carlos Cesar Previdelli, que atualmente consome um litro de mel por mês em família.
Na casa de Prevideli, o mel vai para a mesa todos os dias no café da manhã, junto com frutas, cereais e iogurte. Ele informa que não compra o produto, pois sua mãe produz mel em Minas Gerais e envia para Londrina. Consumimos mel puro de Jataí, observa.
O professor universitário José Luis Martins compra mel por quilo e diz que não tem o hábito de escolher o tipo e a marca. Compro o que achar. Em casa, usamos mel mais como adoçante no chá, no iogurte, mas também misturamos na granola, diz ele, que paga R$ 8 o quilo. A família (de três pessoas) consome em média um quilo e meio do produto por mês. Ele diz que não sabia que o mel não é indicado para menores de um ano. É pertinente informar isso no rótulo, considera.
O caixa aposentado Darci Lourenço e a comerciária aposentada Angelina Lourenço compram mel esporadicamente numa loja de sua confiança, independente da marca. Eu gosto muito de misturar nas frutas com aveia e também no chá. Só não compro com mais freqüência porque meu marido (Darci) é diabético, afirma Angelina. Bom mesmo é o mel no favo. Dizem que mastigar aquela massinha evita câncer, completa.
Antes de se tornar diabético, Darci diz que tinha o hábito de usar mel na alimentação. Quem não gosta?, observa ele, que acha importante as embalagens trazerem informações sobre o consumo para crianças. Mas as pessoas precisam ter o cuidado de ler o rótulo, repara.


