SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 05 de agosto de 2008
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Depois de três altas consecutivas, os preços dos alimentos voltaram a cair em Londrina. No mês passado, o custo da cesta básica teve recuo de 6,06%, ficando em R$ 195,37 para uma pessoa e R$ 586,10 para uma família (formada por dois adultos e duas crianças). Dos 13 produtos pesquisados, 10 tiveram queda nos preços: açúcar, arroz, café, carne, feijão, leite C, margarina, óleo de soja, pão francês e tomate (veja quadro). No ano, a cesta básica acumula alta de 10,94%, enquanto nos últimos 12 meses o reajuste acumulado é de 36,45%.
A maior redução ocorreu nos preços da carne, que ficou, em média, 13,06% mais barata, seguida pelo café e óleo de soja. As únicas altas foram registradas nos custos da banana, batata e farinha de trigo. Depois de tantas altas consecutivas nos meses anteriores, os preços foram revertidos, diz o economista Flávio Oliveira dos Santos, coordenador da pesquisa que acompanha a evolução dos preços em Londrina. Ele acrescenta que a entrada da safra de cana-de-açúcar contribuiu para a redução de preços do açúcar.
A queda do consumo de produtos que estavam com preços muito altos pode ter forçado a baixa dos preços, avalia Santos. Ele acrescenta que se a cesta básica fosse comprada no supermercado mais caro o preço seria de R$ 643,43 (para a família), enquanto uma pessoa gastaria R$ 214,48. Se o consumidor fizesse pesquisa de preços e comprasse cada produto apenas no supermercado mais barato os alimentos seriam comprados por R$ 478,07 (para a família) e R$ 159,36 (uma pessoa). O levantamento é realizado mensalmente em nove supermercados da cidade por alunos da Empresa Júnior da Universidade Pitágoras.
A pesquisa de preços traria uma economia de 34,59% ou
R$ 165,36 aos consumidores. Só estes números já justificam a pesquisa, salienta. Entre os produtos a maior diferença encontrada foi no custo do quilo da batata, que apresentou variação de 101,01%. O quilo do legume foi vendido entre R$ 0,99 e R$ 1,99. Em seguida, o quilo da banana também foi comercializado por R$ 1,10 e
R$ 1,99, diferença de 80,91%. No quilo da carne - produto com maior redução de preço - foi verificada variação de 38,79% entre os supermercados. O menor custo encontrado foi de R$ 9 o quilo, enquanto o maior foi R$ 12,49.
Consumo
Entre os consumidores a percepção sobre a alta de preços é geral. A pedagogoa Vilze Vidotti Costa acredita que o maior aumento de preços ocorreu no preço da carne. O consumo caiu porque há menos pessoas em casa e, agora só em duas, estamos gastando quase a mesma coisa, comenta. Ela diz não ter tempo para fazer pesquisa de preços e que, por isso, costuma fazer compras no supermercado mais próximo. A advogada Anna Cláudia de Brito Gardemann também não costuma pesquisar antes de comprar, mas fica atenta às promoções dos supermercados.
O que subiu mais foram os preços dos alimentos básicos como carne, arroz e feijão. Percebi que estou gastando 10% mais de uma compra para outra e esse aumento é gradativo, avalia Anna Cláudia. Já a professora Aparecida Canônico Cremasco não costuma comprar muitos alimentos nos supermercados porque prefere almoçar em restaurantes self-services. Compensa mais almoçar fora do que fazer comida em casa só para mim. Mas os preços dos restaurantes também subiram entre 5% e 10%, conforme o lugar, comenta. Para comprar produtos de higiene e limpeza ela diz observar as promoções. Aproveito as oportunidades, se estou perto de um supermercado entro e compro o que está mais barato, observa.


