SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de agosto de 2008
Gisele Mendonça<br>Reportagem Local 
Investir num hobby custa tempo e dinheiro. O aquarismo ganha cada vez maior número de adeptos e extrapola o conceito de hobby. Muitos vêem na atividade uma forma de ter um animal de estimação ou ainda adquirem aquários como decoração. Entre os diversos tipos de aquário estão o comunitário (várias espécies de peixes juntas), o de corais (peixes e corais), o plantado (onde plantas e troncos ganham mais destaque que os peixes) e o marinho (peixes e corais). Este último é o mais caro deles, podendo chegar a R$ 15 mil (um domicilar de 500 litros).
Para os adeptos do aquarismo, porém, iniciar na atividade requer mais do que investimento financeiro. Tem que gostar e fazer da manutenção do aquário um passatempo. Mas a tecnologia tem se encarregado de fazer desse trabalho o menos difícil possível. Com os bons produtos e equipamentos existentes no mercado hoje, ficou muito fácil manter um aquário, observa o comerciante Edson Tomoyuki Shimizu, há 17 anos no setor em Londrina. Ele informa que a limpeza dos aquários hoje é feita, em média, uma vez por mês.
Quem quer iniciar no aquarismo com um bom aquário básico, de tamanho médio, completo, deve gastar entre R$ 350 (sem móvel) e R$ 700 (com móvel). Isto incluindo sistemas de filtragem, aquecimento e iluminação, ornamentação (pedras, plantas plásticas ou naturais, painéis decorativos), condicionadores, peixes e alimentos.
A manutenção mensal envolve praticamente só a compra de alimentos, já que os demais produtos podem durar vários meses. Para incrementar o aquário, vale saber que há espécies de peixes com preços (a unidade) a partir de R$ 0,60 (plati, espadinha) até R$ 500 (acará-disco).
Além de bons produtos e equipamentos, o consumidor deve colher o máximo de informações na hora da compra, além de pesquisar sobre o assunto. Para os aficcionados pelo aquarismo, isso é hábito. Você não pode se isolar. Estou sempre buscando informações, conversando com outras pessoas, e ainda hoje me bato com certas coisas, diz o representante comercial Denver Juliano Perri, que tem três aquários em casa - um plantado, um marinho e um habitado somente por peixes ciclídeos africanos.
Perri aderiu ao hobby há quatro anos e, aos poucos, investiu cerca de R$ 3 mil. A manutenção mais cara é a do aquário marinho (em média R$ 60 por mês), enquanto os gastos com os outros dois ficam entre R$ 20 e R$ 30. Não é difícil cuidar, mas requer tempo e dedicação. Se não tiver prazer nisso, não dá. É um miniecossistema que depende de você, afirma.
O vendedor Anderson da Silva investiu R$ 600 na montagem de um aquário plantado e considera a manutenção fácil e barata. Para quem nunca fez é complicado, mas depois que você pega o jeito é tranqüilo, observa ele, que gastou R$ 80 em um pote de ração que já dura oito meses e ainda tem quase metade. Também comprei por R$ 4,50 um desclorificante que dá para quatro a cinco meses, diz.
Além do aquário que tem em casa, Silva cuida da manutenção de um outro (também plantado) na empresa onde trabalha. Ele diz que faz a poda das plantas uma vez por mês e a limpeza do aquário a cada 15 dias.
Profissional dá dicas de como fazer boa aquisição
Tem gente que enxerga os peixes somente como mercadoria. É preciso fazer de tudo para que eles se sintam bem dentro do aquário. É uma responsabilidade, considera Rony Suzuki, aquapaisagista (que cria aquários plantados) de Londrina, que tem prêmios entre os melhores do mundo nesta categoria. Ele trabalha com a montagem de aquários, criando verdadeiras obras de arte em jardins submersos.
O preço da mão-de-obra vai de R$ 80 a R$ 200 (neste caso incluindo as plantas). Pelo trabalho e dedicação, porém, poderia ser bem mais. Não tenho o dinheiro como foco principal. Meu objetivo de vida é fazer com que as pessoas se apaixonem pelos aquários, diz ele, que tem contato com peixes e aquários há 30 anos.
Suzuki informa que o consumidor deve estar atento a uma série de detalhes para fazer uma boa compra de aquário, produtos, equipamentos e alimentação. Segundo ele, é preciso questionar. Primeiro é bom saber quais as espécies comprar e saber qual o tamanho que os peixes vão ficar para definir sobre o aquário. Existe um parâmetro que deveria ser levando em conta, mas nem sempre é: um centímetro de corpo de peixe adulto para cada litro de água, informa.
Na hora de adquirir ração, o aquapaisagista diz que deve-se priorizar os potes ao invés dos saquinhos transparentes, já que o produto perde nutrientes com o manuseio e a entrada de luz. Também é bom evitar comprar peixes de aquários (em lojas) onde há outros animais mortos ou debilitados. Outra coisa é nunca levar o peixe para casa no mesmo dia em que adquirir o aquário. O ideal é dar um tempo de duas semanas, no mínimo, para o aquário atingir equilíbrio biológico, afirma Suzuki. Quanto à limpeza, ele alerta que não é permitido retirar toda a água do aquário para realizar o trabalho. (G.M.)


