SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba As livrarias e papelarias estimam um aumento de vendas de até 100% com as compras de materiais escolares para a volta às aulas. O movimento de clientes já está 30% maior, mas o pico de público nas lojas deve ocorrer no início da próxima semana até o final do mês. A boa notícia é que os produtos não tiveram aumento de preço e serão vendidos com os mesmos valores do começo do ano já que as livrarias e papelarias ainda têm estoques.
Nas Livrarias Curitiba, o movimento de consumidores já é 30% maior. As lojas da rede recebem cerca de 300 pessoas por dia em cada estabelecimento. Agora, no final de julho, este fluxo aumentou para 400 pessoas/dia, por loja.
A diretora de marketing das Livrarias Curitiba, Leoni Cristina Pedri, disse que o movimento começou a partir de 21 de julho com o início das aulas nos cursos pré-vestibulares. É esperado um fluxo grande também a partir do dia 28 de julho, quando iniciam as aulas das escolas públicas e particulares e das universidades. Esperamos um pico de movimento na semana que vem, disse.
Segundo ela, os alunos de faculdades procuram mais livros técnicos. Para os estudantes de ensino fundamental a procura é para reposição de artigos de papelaria.
Leoni estima um aumento de vendas de 20% para este período. O gasto médio dos clientes para reposição de produtos de papelaria é de R$ 10,00 a R$ 50,00. Para os alunos de universidades, a estimativa é de um gasto de R$ 200,00 a R$ 300,00 para quem está iniciando a faculdade neste semestre e de R$ 40,00 a R$ 70,00 para os universitários que já estão matriculados desde o início do ano.
Na parte de papelaria, os produtos mais procurados são cadernos, lápis de cor, mochilas, canetas, lápis, borrachas e apontadores. As Livrarias Curitiba tem 16 lojas no Sul do Brasil, sendo oito em Curitiba, uma em Londrina (com a marca Livraria Porto), uma em Joinville (SC), três em Florianópolis (SC), uma em Porto Alegre (RS), uma em Balneário Camboriú (SC) e uma em São Paulo (SP).
Segundo ela, os materiais não tiveram aumento em relação ao início do ano. Os livros são tabelados pelas editoras e não sofreram reajuste, disse. Ela contou ainda que a rede fez uma compra grande de itens de papelaria no início do ano e ainda tem estoques. Alguns itens de papelaria baixaram de preço em relação ao início do ano como é o caso do caderno linguagem brochura de 96 folhas Jolie Tilibra de R$ 4,40 por R$ 4,20, do giz de cera 15 cores Faber-Castell de R$ 3,30 por R$ 3,10 e da cola bastão Pritt de R$ 5,10 por R$ 4,85.
Para atrair os clientes, a livraria está oferecendo desconto de 10% e parcelamento em até seis vezes para quem compra dois livros técnicos. Para compras acima de três livros técnicos há desconto de 20% para pagamento à vista.
Na loja de departamentos Fnac o movimento de clientes começou a crescer a partir de 15 de julho. A previsão é que o volume de pessoas aumente ainda mais. O estabelecimento trabalha com itens de papelaria, dicionários, Atlas e livros técnicos.
A gerente do departamento de livros, papelaria e revistaria da Fnac, Susane Herr, prevê um aumento de 100% nas vendas com a volta às aulas. Entre os produtos mais procurados na loja estão caneta, lápis de cor, caneta marca-texto, borracha, caderno e folhas para fichário. A loja não informa o valor médio de compra.
O pico de movimento deve ocorrer nesta semana e até o final do mês. Em agosto é esperado mais procura de estudantes universitários para compra de livros técnicos.
Segundo ela, não houve alteração de preços em produtos de papelaria e em livros em relação ao início do ano. De acordo com dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), materiais como borracha, apontador, lápis e caneta tiveram queda de 9,5% de janeiro a junho deste ano.
Gastos com materiais pode chegar a R$ 100
Curitiba Quem não fica muito contente de ter que gastar com material escolar duas vezes por ano são os pais. A comerciária Marineide Penteado Palhão recebeu uma lista da escola da filha Letícia, 10 anos, para reposição de materiais. Entre os produtos pedidos estão lápis, dois livros de literatura infantil, papel sulfite, cola e caneta. A gente não concorda com isso. Você compra no início do ano e pensa que é para o ano todo, disse. Ela gastou R$ 500,00 no começo do ano letivo e agora prevê um gasto de R$ 100,00 a R$ 150,00.
Ela disse que a atração para as crianças são os personagens colocados nos materiais escolares. Letícia gosta da personagem Jolie. Mas, ela conta que a filha não exige tantos produtos e é bem compreensiva.
A bancária Elisabete Granusso prevê um gasto de R$ 50,00 com reposição de material escolar dos filhos Natália, 9 anos, e Leonardo, 12 anos. Ela foi na livraria comprar o título Romeu e Julieta para o filho. Mas, como estava junto com as crianças previu que iria sair da loja com alguns itens a mais como lapiseira e borracha. As crianças gostaram de cadernos e mochilas, disse. (A.B.)


