SUAS COMPRAS
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quinta-feira, 10 de julho de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O mercado de veículos seminovos e usados caminha na esteira do desempenho positivo de vendas observado para os carros novos. Só no primeiro semestre deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado, as vendas de veículos seminovos e usados teve um crescimento de 18,60% no Paraná. O diretor de relações públicas da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado do Paraná (Assovepar), Gilberto Deggerone, ressaltou que a cada carro zero quilômetro vendido são comercializados quatro seminovos ou usados.
''O mercado está aquecido. O crescimento da venda do seminovo é grande porque é um produto com opcionais, boa aparência e conservação'', afirmou. De acordo com ele, as vendas de usados vêm com desempenho positivo desde o início de 2007. Para Deggerone, a estabilidade da economia, os índices mais baixos de desemprego e as taxas de juros atraentes têm motivado as compras. Hoje, os juros mensais na venda de usados variam de 1,50% a 1,55%.
No primeiro semestre deste ano, as vendas de veículos novos no País cresceram 27,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com informações da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o setor automotivo comercializou 2,4 milhões de unidades no primeiro semestre.
A compra de um veículo com até três anos de uso pode representar uma economia próxima de 30% em relação a um carro zero quilômetro. Segundo Deggerone, isso acontece porque o veículo sofre depreciação logo que sai da concessionária.
O custo de um seminovo nacional está, em média, 10% menor que um novo, em Curitiba. Com a queda do dólar, os importados tiveram uma redução de preço em média de 20%. De acordo com ele, os seminovos completos são mais baratos que os carros novos sem opcionais.
Ele cita como exemplo um carro zero, modelo Gol, ano 2008, com quatro portas, motor 1.6 zero, com kit visibilidade. Este veículo sai por R$ 32 mil. Já um seminovo 2007, com as mesmas características, custa em média R$ 28 mil.
Em um carro com mais opcionais a economia é ainda maior. Se comparado um Gol novo, ano 2008, com quatro portas, motor 1.6 zero e kit visibilidade, com um Gol seminovo 2007, com também quatro portas, motor 1.6, kit visibilidade e ainda conjunto de ar condicionado, desembaçador e limpador traseiros, vidros e travas elétricas e direção hidráulica, a diferença é de 15%. O valor do zero é R$ 38.900 contra R$ 32 mil do seminovo.
Consumidor deve escolher uma revenda sólida
Curitiba - O presidente da Assovepar, Lidacir Antonio Rigon, alerta que, na hora da compra do seminovo, o consumidor deve escolher uma revenda sólida no mercado e consultar um mecânico de confiança.
O gerente comercial da revenda Chevrolet Gran Park, Marcelo Moro, disse que a venda de seminovos representa 40% do total do volume de novos vendidos. Segundo ele, o cliente que compra seminovos quer um carro mais equipado ou não tem possibilidades financeiras de comprar um novo. Nesta concessionária um Celta zero quilômetro custa R$ 24.900,00. O mesmo carro com até um ano de uso sai 12% mais barato. A média de depreciação é de 10% ao ano.
Conforme as condições da pessoa, R$ 2 mil a R$ 3 mil, a mais, é dinheiro pra caramba, disse o técnico mecânico, Francisco Laiton da Silva, 51 anos. Ele destacou que um carro com dois a três anos de uso apresenta bom desempenho porque a tecnologia dos veículos hoje é muito avançada. Ele estava em uma revenda de Curitiba e encontrou um modelo Classe A 2004 com 53 mil Km por R$ 34 mil. O mesmo modelo novo custa cerca de R$ 55 mil. Os carros novos não vêm com opcionais, lembrou.
Ele destacou que, antes de comprar o seminovo, o consumidor deve observar a procedência e o alinhamento. Segundo Silva, se o carro foi batido e pintado, a cor nunca fica exatamente igual. Os frisos do veículo também devem coincidir. Outra dica para evitar a compra de um carro batido é verificar o alinhamento dos encaixes das peças da lataria.
O comerciante André Kloster disse que prefere comprar seminovos porque os novos têm muita desvalorização. Ele costuma trocar de carro a cada seis meses e procura veículos com, no máximo, três anos de uso. (A.B.)


