Londrina não está imune a tão propalada alta dos preços dos alimentos. No mês passado, por exemplo, o custo da cesta básica subiu 6,39%, segundo pesquisa que acompanha a evolução de preços em nove supermercados da cidade. É o terceiro aumento consecutivo, com o segundo maior índice de reajuste. Por enquanto, abril foi o campeão de preços com alta de 8,7%. No ano, os alimentos já ficaram 18,10% mais caros, enquanto nos últimos 12 meses a alta é bem maior: 45,26%.
Dos 13 itens que compõem a cesta básica, oito tiveram reajuste. Os produtos que ficaram mais caros foram: tomate, café, margarina, açúcar, carne (coxão mole), feijão, óleo de soja, pão francês. Os custos de apenas cinco itens caíram: arroz, banana, batata, farinha de trigo e leite C (veja quadro). Com o novo realinhamento de preços, uma pessoa passou a gastar R$ 207,98, enquanto uma família (dois adultos e duas crianças) teve que desembolsar R$ 623,93 somente com os alimentos.
O levantamento ainda mostra que a pesquisa de preços continua sendo indispensável para quem quer fazer economia. Por exemplo, se o consumidor comprasse cada item somente no supermercado mais barato a cesta básica sairia por R$ 162,85 para uma pessoa. Já o estabelecimento com menores preços vendeu os produtos por R$ 180,68, enquanto no local mais caro, a cesta foi comercializada por R$ 226,42. Para uma família, a diferença entre o supermercado mais caro e o mais barato ficou em R$ 190,72 ou 39,04%.
''Essa alta nos preços já era esperada porque subiu o custo de produção dos alimentos e as notícias na mídia também influenciam (a alta). A pesquisa é importante porque neste período de inflação, mesmo que sob controle, a tendência é de maior diferença entre um supermercado e outro'', observa o economista Flávio Oliveira dos Santos, coordenador da pesquisa e professor da Universidade Pitágoras. A maior diferença de preços foi verificada no quilo da batata, cujo preço variou de R$ 0,55 a R$ 1,98, uma diferença de 260%.
Já o preço do quilo da banana apresentou variação de 172,42%, sendo vendida entre R$ 0,58 e R$ 1,58. Em seguida, a maior diferença foi verificada no preço do quilo da carne (coxão mole): 33,81%. O produto foi vendido de R$ 10,50 a R$ 14,05. ''Os demais produtos ficaram dentro da média percentual esperada, que é de 30% entre os supermercados'', informa o economista.
Pesquisa
Os consumidores estão atentos às altas de preços e muitos já aderiram à pesquisa como forma de economizar. É o caso da telefonista Sueli Mazini Coelho que diz que gastou R$ 100 a mais na mesma compra para a família. ''O que subiu mais foi a carne, o arroz e o feijão. Mas faço pesquisa de preços, acompanho as propagandas, fico de olho nas ofertas'', comenta. Lenissa Pereira, departamento financeiro, também acompanha as promoções.
''Acompanho os encartes dos supermercados e procuro sempre comprar no mais barato. No momento da compra também comparo preços de produtos equivalentes e troco marcas. Sou fiel apenas às marcas de alimentos'', diz Lenissa. Já a aposentada Dalva América Fávaro afirma que não tem o hábito de pesquisar preços porque a sua compra é pequena. ''Opto mais pela facilidade, mas percebi um aumento nos preços da carne, do feijão, do óleo e das verduras'', observa.

mockup