SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Eli Araujo<br>Reportagem local 
A internet está em constante evolução e crescendo de forma geométrica no Brasil. Antes, ter esta ferramenta com 32 kilobites por segundo era mais que suficiente para a maioria da pessoas. Nesta época, havia apenas a internet discada e um limite pré-determinado de horas para ser utilizada. Esta opção, entretanto, se tornou insatisfatória a partir do momento que a internet passou a ser usada como instrumento indispensável no trabalho. A banda larga, com várias opções de velocidade, resolveu este problema. Hoje, além da telefonia fixa o usuário pode contratar, em alguns casos, até a TV a cabo no mesmo ''pacote''. O consumidor aprova a prestação destes serviços por uma mesma empresa, mas está sempre aberto a novidades.
O contrato de internet da professora e atriz Carina Assad está para completar um ano e ela já vislumbra a possibilidade de mudar de provedor. ''Estou pensando em um pacote promocional da internet via celular, que me acompanharia para qualquer lugar; é por isso que está me interessando''. E Carina tem um bom motivo para a mudança de planos: ela fica pelo menos uma hora por dia na internet, podendo chegar a cinco horas, dependendo da necesidade. Ou seja, com a internet também no celular, ela teria maior mobilidade.
A atriz afirma que desistiu do antigo provedor por problemas de assistência técnica e optou pelo atual exatamente pela variedade de serviços. ''Esse casamento é bom para o consumidor porque os pacotes promocionais são mais baratos e mais acessíveis à população''.
O tecnólogo em informática Guilherme Franco trabalha em um provedor de internet e diz que, por isso, usa pouco o recurso em casa. Ele tem um plano que considera ''básico'', o de 260 Kbps. ''Na condição de consumidor, uso a internet apenas para verificar e-mails e para estudar'', afirma. Franco diz que hoje em dia é difícil o consumidor se manter fiel a um provedor porque a concorrência é muito grande neste segmento. Segundo ele, há uma tendência de que todas as operadoras venham a oferecer serviços agredados, como o de TV a cabo, por exemplo. ''Eu mesmo estou pensando em ter a internet também com TV'', admite.
A arquiteta Renata Bordin Cruz optou pela internet via rádio há cinco anos. ''Essa agora é bem mais prática por ser um pacote de TV a cabo com telefone''. Renata usa a internet principalmente para pesquisas e acesso a sites de arquitetura. ''A velocidade é de 2 gigas o que, para o meu trabalho, é suficiente''. Segundo ela, a existência da internet agregada a outros serviços é benéfica para o consumidor. ''Fica mais barato, é uma assistência só e o serviço é bom''.
Sercomtel vai manter internet abaixo de 1 giga
Uma boa parte dos internautas usa, atualmente, a internet de 1 giga porque algumas operadoras só prestam o serviço acima desta velocidade. Mas a Sercomtel, um dos provedores em Londrina, diz que a empresa vai manter os planos de internet abaixo de 1 giga porque ainda é grande a procura por este formato. Quem informa é a coordenadora de banda larga na área de Marketing da Sercomtel, Luci Manchini.
Ela acrescenta que a Sercomtel ainda tem uma boa quantidade de usuários que possuem a internet discada, aquela que não permite a utilização simultânea da linha telefônica. A internet discada tem velocidade de 56 kbps.
Luci afirma também que o preço da internet está baixo em comparação com outros anos porque é grande a concorrência no setor. Ela explica que é vantagem o consumidor contratar os planos promocionais que oferecem atualmente, no caso da Sercomtel, 500 minutos mensais na telefonia fixa.
Outra novidade é que a Sercomtel deve lançar, até o final deste ano, a internet banda larga via celular, que poderá ser conectada ou acessada no próprio aparelho. A licitação para este serviço vai acontecer ainda este mês. (E.A.)


