Presentear parece uma tarefa fácil, mas exige uma série de cuidados para não causar surpresas desagradáveis no Dia dos Namorados. Quem está começando um relacionamento, por exemplo, não deve exagerar nem economizar muito no presente. ‘‘Você pode assustar ou decepcionar a pessoa. Neste caso, não se deve gastar mais de R$ 100 e nem menos de R$ 50’’, alerta o personal stylist, Rodrigo Terra.
  O ideal, segundo ele, é optar por produtos básicos, como lingerie ou cueca - mas nada ousado, sempre na linha ‘‘underwear’’. Produtos que remetem ao romantismo, seja para guardar de lembrança ou como decoração, também são bem-vindos no início do namoro.
  O que está proibido nesta fase são os perfumes. ‘‘Primeiro, porque você não conhece direito o gosto da pessoa. Segundo, porque pode não combinar com o tipo de pele’’, observa Terra. Quando o casal já está há mais tempo junto, porém, o perfume é uma boa opção de presente.
  Para os relacionamentos mais longos, conforme Terra, é permitido gastar mais de R$ 100 e qualquer produto que seja realmente últil para a pessoa no momento cai muito bem. Para não deixar de lado o romantismo, o personal stylist afirma, porém, que esses presentes devem ser acompanhados de ‘‘mimos’’.
  ‘‘Pode ser um chaveiro daqueles personalizados, em que a pessoa escreve o que sente’’, sugere. Os ‘‘mimos’’, escolhidos à parte, também garantem o efeito surpresa no caso dos pares que optam por ir junto às compras e decidir os próprios presentes.
  Na prática, será que os consumidores levam em conta tais regras? O estudante Leonardo de Oliveira tem um relacionamento há seis meses e optou por comprar um perfume para a namorada. ‘‘Mas ela me falou o nome do perfume que queria, caso contrário eu ficaria com medo de errar’’, diz ele, que prepara ‘‘algo mais’’ para entregar no dia 12 de junho como ‘‘surpresa’’.
  O casal de estudantes Murilo Mitsuo e Paula Mayara Ferreira - juntos há oito meses - também segue a linha de quem quer fugir do risco de errar. Eles são de Califórnia (a 19 km ao sul de Apucarana) e aproveitaram a passagem por Londrina para comprar juntos os presentes: para ele, uma camisa; para ela, uma calça jeans e duas blusinhas. ‘‘Foi bom, pois nós dois ficamos satisfeitos’’, diz Paula.
  Casados há quatro anos, os comerciantes Angélica Biella e Álvaro Zanine ainda comemoram o Dia dos Namorados com presentes. Eles dizem que cada um escolhe, ‘‘sem problemas’’, o que quer dar. Mas na hora de responder à reporter, porém, deixam claro que a satisfação não é uma regra. ‘‘Ele escolhe o meu presente mais pensando nele do que em mim. Não me decepciona totalmente, mas também nunca acerta 100%’’, entrega Angélica. ‘‘Você nem imagina como é difícil agradá-la. Perfume e roupa eu já desisti’’, brinca Álvaro. E quanto ao valor? ‘‘Ah, ele lembrando de me presentear já está bom’’, diverte-se a comerciante.

Objetos românticos ainda têm saída
  O foco dos presentes para o Dia dos Namorados mudou. Bichinhos de pelúcia, almofadas de coração e demais objetos na linha romântica não têm tanta saída como antigamente. ‘‘Nesta época, vende até 40% mais do que no restante do ano, mas esses produtos já foram bem mais procurados no passado’’, diz a vendedora Rosiane Arasaki, da loja Lovenew Presentes, há 30 anos no ramo.
  Ela observa que os adolescentes são os principais consumidores desse tipo de produto. ‘‘Tem os que compram como presente principal, mas a maioria escolhe as pelúcias para complementar outros presentes como cestas, roupas e objetos de maior valor’’, afirma.
  Já os perfumes continuam no topo da lista das opções. E as mulheres seguem como as mais fiéis consumidoras. ‘‘Quem mais procura perfume como presente são elas e o que mais sai são os lançamentos’’, conta Rita de Cássia de Moura Viana, gerente de loja O Boticário.
  Segundo ela, a maioria já chega sabendo o que vai comprar e praticamente ninguém troca o perfume que ganhou do (a) namorado (a). ‘‘O que se imagina é que se a pessoa te deu o perfume é porque gosta de sentir aquela fragrância em voc꒒, diz. (G.M.)

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