O mundo da tecnologia consegue certas façanhas que eram impossíveis de serem imaginadas até recentemente, como por exemplo aumentar a capacidade de seus produtos, reduzir seus tamanhos, além de incluir novos recursos e diminuir os preços. É o que está acontecendo com o pen-drive, uma mídia que veio para substituir o CD e o DVD em quase todas as circunstâncias. Os pen-drives geralmente são discretos e muito parecidos com chaveiros ou embalagens de grafite para lapiseiras. Os menores medem cerca de 1,3 por 3 centímetros. E o que mais surpreende é a capacidade de armazenamento de dados nestes periféricos.
Os arquitetos formados nos últimos anos não usam mais pranchetas, não fazem perpesctivas à mão ou carregam tubos com os projetos nas costas. A arquiteta Camila Forbeck montou um escritório de arquitetura com outros dois profissionais há um ano no centro de Londrina. E para eles, até o CD e o DVD são coisas do passado. ''Antes, a gente usava CDs para fazer back-up e ficava aquela pilha enorme que a gente não tinha onde guardar'', diz Camila. E para resolver o problema, ela passou a usar o pen-drive. ''A gente usa este dispositivo para transferir arquivos no escritório, para fazer plotagens dos projetos ou das fotos e perspectivas para os clientes''.
Camila afirma que ainda não consegue levar os projetos para os clientes em um pen-drive porque eles não dispõe de um programa específico para abrir este tipo de arquivo em seus computadores. Mas apesar de todos os benefícios, a arquiteta não se sente totalmente segura em relação à tecnologia. ''Tem uma partezinha que é muito sensível e corre o risco de queimar; inclusive três pen-drives já se queimaram comigo e perdi todos os arquivos. Não sei se o produto era falsificado''.
O publicitário Aurélio Dias já apresentou muitas campanhas em disquetes ou impressas em papel, depois passou para o CD e o DVD, e hoje usa apenas o pen-drive. ''A apresentação da campanha varia de acordo com a circunstância. Quando o cliente tem data-show na empresa, a gente leva apenas o pen-drive, e quando não tem, a gente abre o arquivo do pen-drive no próprio notebook; é mais prático apresentar uma campanha desta forma do que em papel, CD ou DVD''. Dias usa o pen-drive desde a apresentação de um arquivo relativamente pequeno como uma marca até grandes campanhas publicitárias que incluem anúncios, outdoors, folderes e outras peças.
O pen-drive usado por ele atualmente tem 1 giga e também outras utilidades. ''O meu equipamento também é caneta, ponteira de apresentação e até canivete; hoje no mercado, tem até relógio de pulso com pen-drive''. Outro detalhe que o publicitário destaca é a praticidade. ''Posso levar meu pen-drive pendurado no pescoço, com a correia do crachá, no chaveiro ou no bolso; você não precisa levar mais aquele monte de CD ou DVD''. Para Aurélio, esta mídia é bem mais segura que outras. ''O CD e o DVD correm o risco de se deteriorar com o tempo e já perdi vários arquivos desta forma''.

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