Os consumidores estão assustados com os constantes aumentos de preços do arroz nos supermercados. De modo geral, um determinado produto sobe de pouco em pouco, de forma que o consumidor quase nem percebe. Mas de vez em quando, vem um aumento brusco, como o que aconteceu com o arroz nas últimas semanas. Quem comprou o produto no mês passado, teve uma surpresa quando voltou às compras este mês. Dependendo da marca, o aumento ficou entre 30% a 40%. Só que ao contrário de outros produtos que podem ter o consumo reduzido ou serem facilmente substituídos, isto não acontece com o arroz.
A dona de casa Edna Carneiro pagou R$ 7,00 no pacote de arroz com cinco quilos há exatamente um mês e agora, o mesmo produto está custando quase R$ 10,00. ''Está subindo bastante mesmo; do jeito que está, já pesa no orçamento''. A família dela tem sete pessoas e consumo médio de três pacotes por mês. ''Em casa todos gostam de arroz; a gente pode até fazer um lanche ou macarrão de vez em quando, mas não tem nada que substitua o arroz''. Edna lembra que há pouco tempo era o feijão que estava com preço alto. ''O preço do feijão baixou bastante, mas acho que ainda está caro, e agora vem esse aumento do arroz. Assim, fica complicado para o consumidor''.
O técnico em informática Edvaldo Paulino acha que o preço do arroz está subindo por causa da escassez mundial de alimentos, mas diz que vai continuar comprando o produto, independente de preço, porque não tem como substitui-lo. ''O arroz é básico na alimentação do brasileiro e não tem como ficar sem ele; o feijão, a gente até fica um dia ou outro sem comer ou diminui bastante a quantidade porque consegue variar, mas com o arroz, isto não é possível''. Ele e a esposa consomem um pacote de cinco quilos por mês.
A administradora de empresas Roselaine Meire Marine ficou assustada com o preço do arroz quando foi às compras este mês. ''Estou estranhando porque subiu muito em comparação com o mês passado''. Segundo ela, é difícil para o brasileiro mudar o hábito de consumir a dobradinha arroz e feijão, mas acha que, neste caso, o feijão ainda leva uma certa vantagem. ''O feijão pode faltar um dia ou outro, mas o arroz não tem como substituir. Em minha opinião, o preço do produto deveria ser mais acessível porque o arroz é essencial''. A família de dona Roselaine - ela, o marido e um filho pequeno, consome um pacote de arroz com cinco quilos por mês.

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