Os futuros candidatos ao vestibular 2009 na Universidade de Londrina já estão enfrentando uma verdadeira maratona, mesmo antes do início das inscrições. Foi a UEL divulgar a relação dos dez livros da literatura brasileira, que os títulos sumiram dos sebos da cidade, tamanha a procura. Agora, os estudantes até encontram alguns títulos nos próprios sebos, só que em edições novas e, portanto, bem mais caras que os livros usados.
  A estudante Bruna Maria de Souza já passou por vários sebos em busca dos livros indicados pela UEL. ‘‘Alguns exemplares são desconhecidos e não são tão fáceis de serem encontrados. Até agora consegui apenas dois dos dez livros relacionados’’. Além disso, a estudante afirma que os sebos não dispõem mais dos livros usados e oferecem apenas edições novas, a exemplo das livrarias. ‘‘São livros de melhor qualidade, só que um pouco mais caros’’.
  Bruna disse que pretende comprar os livros de qualquer forma, nem que seja necessário apelar para as editoras. ‘‘É bom comprar para a gente ter o livro, porque na biblioteca o pessoal procura demais’’. A estudante afirma que gosta de literatura brasileira e lê tanto por prazer quanto por obrigação. ‘‘A gente une o útil ao agradável; o único problema é o pouco tempo para a leitura’’.
  A estudante Gabriela Kimie Higashi procurou os livros indicados pela UEL assim que saiu a relação. ‘‘Passei em vários sebos e só encontrei livros novos e não comprei por causa do preço’’. Segundo a estudante, é grande a diferença de preços entre os exemplares novos e usados. Mas independente da dificuldade, ela diz que achou interessante a relação de títulos indicadas pela UEL. ‘‘Alguns livros são conhecidos e outros nem tanto; pelo que dei uma olhada, algumas histórias são bem diferentes das que a gente está acostumada’’. Entre esses livros diferentes, ela citou ‘‘Vestido de Noiva’’, de Nelson Rodrigues.
  A vestibulanda já estuda as alternativas para conseguir os livros, caso não encontre os títulos disponíveis nos sebos ou livrarias. ‘‘A gente vai trocando com outras pessoas que tenham comprado outros ou tem que tentar a sorte nas bibliotecas, onde a concorrência é bem maior’’.
  A estudante Vanessa Novaes iniciou a busca nas bibliotecas públicas e já percebeu o quanto será difícil encontrar os livros indicados pela UEL. ‘‘A maioria já está emprestada e, se a gente quiser, tem que entrar em uma longa lista de espera’’. Outro inconveniente citado por ela é o curto espaço de tempo concedido para o empréstimo de livros. ‘‘A gente tem que devolver muito rápido, nem dá tempo de ler’’. Por isso, a estudante já pensa em comprar os livros indicados pela UEL, mesmo sabendo que as edições novas de alguns deles custam entre R$ 30,00 e R$ 50,00. ‘‘É um esforço à parte que a gente tem que fazer para conseguir os livros’’. Vanessa diz que gosta de literatura brasileira, embora considere o vocabulário um pouco difícil.

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