SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Graziela Curti<br>Especial para a FOLHA 
Comprar um pote de margarina pode parecer, à primeira vista, uma tarefa simples e rotineira. Porém ao chegar ao supermercado o consumidor além de encontrar uma infinidade de marcas também pode se deparar com margarinas de inúmeros sabores. Para os chocólatras assumidos, a margarina de chocolate é uma boa pedida. Já para quem prefere um alimento um pouco mais saudável tem a com sabor de peito de peru e com o aviso, ''é light'', ou então a de chá verde. Os cardíacos não ficam de fora desse leque de opções: uma promete, inclusive, auxiliar na redução e absorção do colesterol, no entanto, pode pesar um pouco no orçamento - essa chega a custar 11 reais o pote de 250 gramas.
A dona de casa Maria Aparecida de Oliveira prefere comprar a margarina tradicional, mas alerta que só leva para casa aquela que contém o selo ''0% de gordura trans''. ''Os médicos dizem que é mais saudável e que devemos eliminar essa gordura do cardápio, e eu sigo direitinho, se não tiver o aviso eu não levo'', afirma. Maria ressalta que com isso ela pode comer um alimento saudável sem gastar muito. ''O preço é o mesmo, a diferença é coisa de centavos entre uma e outra''.
Para Jacira e Epaminondas Ribeiro a margarina tem que ser gostosa e saudável e não se importam em pagar um pouco mais caro pela qualidade. ''Eu nem como muita margarina, mais é o Epaminondas, ele gosta dessas de sabor'', conta. Com a margarina sabor azeite de oliva nas mãos, Epaminondas enfatiza: ''É bem melhor, mais gostosa''.
Jacira lembra que a filha sempre diz: ''mãe compre aquela que é boa para o coração'', mas ao ver o preço na prateleira a aposentada desistiu. ''Imagina, está muito mais caro, dessa vez não vai dar pra levar'', comenta. Já o engenheiro Elias de Moraes não concorda com isso, ele avalia que o custo benefício compensa. ''Pelo fato de ser light também, tem menos gordura, então o preço não influencia muito na hora da compra. O importante é levar aquela que trará saúde para família toda''.
A confiança também é fator decisivo na hora da compra, mesmo que optem pela light ou pela saborizada, a marca é a de costume, como o diz o aposentado Jaime Koga, que costuma comprar o produto com menos gordura. ''A gente que já está em idade mais avançada, precisa se cuidar, já faz mais de dez anos que eu compro essa marca, agora estamos levando a nova versão porque é melhor para a saúde''. Assim como a estudante de fisioterapia Aline Naiara de Oliveira que estava levando dois potes de uma vez. ''Minha mãe me ensinou a comprar dessa marca, gosto da tradicional, mas como não tem, estou levando a light, o preço é o mesmo''.
No entanto com a correria do dia a dia não é todo mundo que tem tempo para avaliar preço, marca e sabor. Um senhor que passou correndo, pegou qualquer uma e saiu. ''Minha mulher me mandou vir comprar, nem olhei, peguei a primeira'', disse, apressado.


