A redução de preços dos produtos importados, que nem sempre acompanha a desvalorização do dólar, pode ser facilmente observada em um produto de grande consumo nesta época: o bacalhau. A redução varia entre 20% e 25%, em média, em comparação com anos anteriores. O quilo do bacalhau tipo Porto está abaixo de R$ 40,00 e o tipo Saith pode ser encontrado até por R$ 12,00. Resultado: o consumidor aproveita o preço baixo para comprar mais.
  O comerciário Mário Valter Moreira diz que a redução do dólar mudou sua perspectiva de consumo. ‘‘Nos anos passado e retrasado, com o dólar lá em cima, a gente ficava só olhando o bacalhau, mas agora, dá para comprar duas ou três vezes antes da Páscoa’’. Moreira afirma que aprendeu a gostar de bacalhau quando seu pai era comerciante e vendia o produto.
  Ele estava no mercado com a mulher, Lucimar Canedo do Prado, que prevê um aumento de consumo em função do preço. ‘‘Se a gente pesquisar bem, compensa comprar um pouco mais para deixar guardado’’. O casal prefere o bacalhau tipo Porto, por causa da qualidade. ‘‘Ele é o que melhor existe, não tem espinho e é muito saudável’’.
  A dona de casa Sirlene Teodoro diz que o preço do bacalhau está bem mais em conta em comparação com anos anteriores. Ela observou que o quilo do tipo Porto estava a R$ 38,90. ‘‘Hoje não está muito caro porque o quilo passou de R$ 60,00 em outros anos’’. Ela afirma que prefere o bacalhau com ‘‘bastante carne’’ e faz questão de ter o produto em sua casa em qualquer época. Agora que está mais barato, ela aproveita para estocar. ‘‘Embrulho o bacalhau no papel manteiga sem retirar o sal e guardo em um armário ou tiro o sal, desfio e congelo. Conserva por um bom tempo’’, ensina.
  A aposentada Célia Mendes dos Santos reconhece que houve redução do preço do bacalhau, mas acredita que não foi equivalente à desvalorização da moeda americana. ‘‘Tudo o que diz respeito ao comércio exterior é negociado em dólar. Então, porque o dólar está lá embaixo e as coisas não abaixam?’’ Ela tem outro motivo para achar que o preço do bacalhau ainda está alto. ‘‘É que o aposentado ganha pouco; então, tudo é caro’’.
  A aposentada se lembra que no seu tempo de infância o bacalhau era um produto bem mais acessível para a população. ‘‘O bacalhau ficava pendurado na porta das vendas de secos e molhados. A nossa família era grande, oito irmãos; a gente comprava o bacalhau na caixa fechada e comia a semana inteira’’, lembra.

Produto é altamente nutritivo, diz nutricionista
A nutricionista Nilde de Souza observa que houve redução, mas faz questão de afirmar que o preço ‘‘ainda está salgado’’ para a maioria da população. Segundo ela, o produto deveria ser consumido ao menos uma vez por semana, se não fosse o preço tão alto. ‘‘O bacalhau é um alimento altamente nutritivo e tem radicais livres que são bons para a saúde’’, informa.
  A nutricionista afirma que o bacalhau não pode ser comparado a outros tipos de peixe porque ‘‘o sabor é diferente e é mais saudável, dependendo da forma do preparo’’. E já que alguns consumidores têm o hábito de comprar o bacalhau para estocar em casa, a nutricionista explica a melhor forma de conservação. ‘‘O certo é dessalgar o bacalhau, desfiar, armazenar em uma embalagem apropriada, congelar e só retirar quando for preparado’’. O bacalhau congelado dura entre dois e três meses.
  Ela diz que o peixe salgado, como é vendido na maioria dos supermercados, pode ficar em um local arejado por apenas um mês. ‘‘Em um lugar abafado, mesmo com sal, ele corre o risco de embolorar’’, afirma. (E.A.)

PECHINCHA
Preços na feira
Confira os preços que estão sendo praticados nas feiras no centro
de Londrina:

- Tomate, entre
R$ 1,20 a R$ 2,50 kg;
- Cebola, entre
R$ 1,30 a R$ 2,50 kg;
- Batata,
entre R$ 0,80 a
R$ 2,00 kg;
- Chuchu,
entre R$ 0,80 a
R$ 1,50 kg;
- Cenoura,
entre R$ 0,50 a
R$ 1,50 kg;
- Vagem,
entre R$ 3,90 a
R$ 4,50 kg;
- Alface, entre
R$ 1,50 a R$ 2,00 un;
- Banana nanica, entre R$ 1,50 a R$ 2,00 dz;
- Laranja pêra, entre
R$ 2,00 a R$ 3,50 dz;
- Abacaxi, entre R$ 2,00 a R$ 3,00 un;
- Abacate, entre
R$ 0,25 a R$ 0,50 un;
- Milho verde, entre
R$ 0,20 a R$ 0,30 un;
- Feijão preto, entre
R$ 3,50 a R$ 4,00 kg;
- Feijão carioca, entre
R$ 4,00 a R$ 6,00 kg;
- Ovos, entre R$ 2,00 e R$ 2,80 dz.

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