SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 10 de março de 2008
Eli Araujo<br>Reportagem local 
A redução de preços dos produtos importados, que nem sempre acompanha a desvalorização do dólar, pode ser facilmente observada em um produto de grande consumo nesta época: o bacalhau. A redução varia entre 20% e 25%, em média, em comparação com anos anteriores. O quilo do bacalhau tipo Porto está abaixo de R$ 40,00 e o tipo Saith pode ser encontrado até por R$ 12,00. Resultado: o consumidor aproveita o preço baixo para comprar mais.
O comerciário Mário Valter Moreira diz que a redução do dólar mudou sua perspectiva de consumo. Nos anos passado e retrasado, com o dólar lá em cima, a gente ficava só olhando o bacalhau, mas agora, dá para comprar duas ou três vezes antes da Páscoa. Moreira afirma que aprendeu a gostar de bacalhau quando seu pai era comerciante e vendia o produto.
Ele estava no mercado com a mulher, Lucimar Canedo do Prado, que prevê um aumento de consumo em função do preço. Se a gente pesquisar bem, compensa comprar um pouco mais para deixar guardado. O casal prefere o bacalhau tipo Porto, por causa da qualidade. Ele é o que melhor existe, não tem espinho e é muito saudável.
A dona de casa Sirlene Teodoro diz que o preço do bacalhau está bem mais em conta em comparação com anos anteriores. Ela observou que o quilo do tipo Porto estava a R$ 38,90. Hoje não está muito caro porque o quilo passou de R$ 60,00 em outros anos. Ela afirma que prefere o bacalhau com bastante carne e faz questão de ter o produto em sua casa em qualquer época. Agora que está mais barato, ela aproveita para estocar. Embrulho o bacalhau no papel manteiga sem retirar o sal e guardo em um armário ou tiro o sal, desfio e congelo. Conserva por um bom tempo, ensina.
A aposentada Célia Mendes dos Santos reconhece que houve redução do preço do bacalhau, mas acredita que não foi equivalente à desvalorização da moeda americana. Tudo o que diz respeito ao comércio exterior é negociado em dólar. Então, porque o dólar está lá embaixo e as coisas não abaixam? Ela tem outro motivo para achar que o preço do bacalhau ainda está alto. É que o aposentado ganha pouco; então, tudo é caro.
A aposentada se lembra que no seu tempo de infância o bacalhau era um produto bem mais acessível para a população. O bacalhau ficava pendurado na porta das vendas de secos e molhados. A nossa família era grande, oito irmãos; a gente comprava o bacalhau na caixa fechada e comia a semana inteira, lembra.
Produto é altamente nutritivo, diz nutricionista
A nutricionista Nilde de Souza observa que houve redução, mas faz questão de afirmar que o preço ainda está salgado para a maioria da população. Segundo ela, o produto deveria ser consumido ao menos uma vez por semana, se não fosse o preço tão alto. O bacalhau é um alimento altamente nutritivo e tem radicais livres que são bons para a saúde, informa.
A nutricionista afirma que o bacalhau não pode ser comparado a outros tipos de peixe porque o sabor é diferente e é mais saudável, dependendo da forma do preparo. E já que alguns consumidores têm o hábito de comprar o bacalhau para estocar em casa, a nutricionista explica a melhor forma de conservação. O certo é dessalgar o bacalhau, desfiar, armazenar em uma embalagem apropriada, congelar e só retirar quando for preparado. O bacalhau congelado dura entre dois e três meses.
Ela diz que o peixe salgado, como é vendido na maioria dos supermercados, pode ficar em um local arejado por apenas um mês. Em um lugar abafado, mesmo com sal, ele corre o risco de embolorar, afirma. (E.A.)
PECHINCHA
Preços na feira
Confira os preços que estão sendo praticados nas feiras no centro
de Londrina:
- Tomate, entre
R$ 1,20 a R$ 2,50 kg;
- Cebola, entre
R$ 1,30 a R$ 2,50 kg;
- Batata,
entre R$ 0,80 a
R$ 2,00 kg;
- Chuchu,
entre R$ 0,80 a
R$ 1,50 kg;
- Cenoura,
entre R$ 0,50 a
R$ 1,50 kg;
- Vagem,
entre R$ 3,90 a
R$ 4,50 kg;
- Alface, entre
R$ 1,50 a R$ 2,00 un;
- Banana nanica, entre R$ 1,50 a R$ 2,00 dz;
- Laranja pêra, entre
R$ 2,00 a R$ 3,50 dz;
- Abacaxi, entre R$ 2,00 a R$ 3,00 un;
- Abacate, entre
R$ 0,25 a R$ 0,50 un;
- Milho verde, entre
R$ 0,20 a R$ 0,30 un;
- Feijão preto, entre
R$ 3,50 a R$ 4,00 kg;
- Feijão carioca, entre
R$ 4,00 a R$ 6,00 kg;
- Ovos, entre R$ 2,00 e R$ 2,80 dz.


