O consumidor está mudando a preferência na hora de comprar um eletrodoméstico. Um dos primeiros detalhes que ele mais observa atualmente, além do design, é se o novo produto foi fabricado visando a economia de energia elétrica. Estes aparelhos custam um pouco mais que os tradicionais, mas isto nem é levado em conta quando o consumidor está consciente de outros benefícios. A principal vantagem é que o novo equipamento se paga com a economia de energia gerada, que pode variar de dois a cinco anos.
  A administradora de empresas Fernanda Munhoz queria instalar um aparelho de ar condicionado em sua residência, mas sempre adiou a decisão pensando no aumento da conta de energia elétrica. ‘‘Eu não sei qual era o consumo, mas algumas pessoas me diziam que o ar condicionado aumentaria a conta de energia em R$ 50 ou R$ 60’’. Em dezembro do ano passado, entretanto, ela decidiu arriscar e comprou um aparelho que economiza energia e ficou satisfeita com o resultado. ‘‘Já usei bastante e não percebi nenhuma diferença na conta; por isso, foi uma boa aquisição’’.
  Ela diz que pretende comprar outros eletrodomésticos com este conceito de economia em um futuro próximo. ‘‘No momento não estou precisando, mas a tendência é essa: que a gente busque algo que não gere muita despesa’’, avaliou. O estudante universitário Danilo Bruno de Carvalho se mudou recentemente para Londrina e precisa comprar alguns eletrodomésticos para sua nova casa. Ele estava fazendo pesquisa de preços para comprar uma geladeira, a sua prioridade.
  Carvalho disse que não entende muito da vida doméstica, mas foi orientado pela sua mãe a comprar a geladeira que economiza energia. ‘‘Eu nem sabia disso, mas a minha mãe pediu para comprar a geladeira com conceito A, exatamente porque economiza mais energia’’. Segundo o estudante, a recomendação não foi por acaso: a mãe dele comprou uma geladeira há um ano e meio e diz que valeu a pena. ‘‘Não sei exatamente o quanto, mas a conta de energia em casa caiu de maneira razoável’’, disse.
  O analista de sistemas Marcelo Canalli comprou uma geladeira com o novo conceito de economia e, mesmo pagando mais caro, diz que valeu a pena. ‘‘A diferença em termos de consumo é significativa. Além disso, acho que compensa porque a tendência é que todos os eletrodomésticos sigam este padrão’’. A auxiliar administrativa Eliete Navarro, esposa de Canalli, já analisa a mudança pela ótica ambiental. ‘‘O que acho interessante é que as novas geladeiras não são feitas com aqueles gases poluentes’’. Para ela, este é um detalhe que deveria ser levado em conta pelos consumidores.
  Eliete teme, porém, que o aumento nas vendas dos novos produtos poderá causar um novo problema: o descarte dos eletrodomésticos antigos. ‘‘O que será feito com isso é um problema; acho que deveriam ser criadas políticas para resolver esta questão’’. Independente disto, o casal pretende comprar outros eletrodomésticos que reduzam o consumo de energia e a prioridade, agora, é um aparelho de ar condicionado.

Consumo de energia pode ser reduzido em 40%
  O engenheiro eletricista Fábio Renan Durand diz que a classificação dos novos eletrodomésticos faz parte do programa de economia de energia elétrica criado pela Eletrobrás (estatal de energia elétrica) há cerca de 15 anos, mas que só agora está em maior evidência. Durand afirma que o programa visa o desenvolvimento sustentável, ou seja, sem agressões ao meio ambiente. Segundo ele, apesar da nova classificação, ainda há produtos sendo fabricados sem levar em conta a necessidade de se economizar energia.
  O engenheiro explica que a classificação é progressiva e varia de A a G. O conceito A representa o menor consumo, cerca de 40%, enquanto o conceito G é o de maior consumo. Durand afirma que compensa comprar um eletrodoméstico que economiza energia, mesmo que custe um pouco mais caro, porque além das questões ambientais, o equipamento se paga, no máximo, em cinco anos. Ele prevê que não haverá dificuldades com o descarte dos eletrodomésticos antigos porque ‘‘a substituição será gradual’’. (E.A.)

PECHINCHA
Diferenças
O consumidor deve ficar muito atento na hora de fazer uma compra a prazo. O crediário pode encarecer, e muito, o preço de uma mercadoria. Só para se ter idéia, uma loja no centro da cidade está com um aparelho de TV em oferta por R$ 569,00 a vista. A prazo, sai por 18 vezes de R$ 54,00, ou seja, R$ 972,00.
Fazendo as contas
O pagamento a prazo eleva o preço do produto em mais de 70%. Das 18 prestações, 7,5 são destinadas apenas para pagamento de juros.
Preço do pão
Algumas padarias aumentaram o preço do pão francês para R$ 7,00 o quilo; outras mantém o preço em R$ 5,50. Mas se o consumidor pesquisar um pouco, encontra o pão por R$ 4,29 em alguns supermercados, apesar do aumento da farinha de trigo.
Subindo aos poucos
Vários postos de combustíveis que estavam vendendo o litro do álcool por R$ 1,14 ou R$ 1,16 o litro no mês passado, começou esta semana com um novo preço: R$ 1,19.

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