Eli Araujo
Reportagem local
  A maionese tradicional está perdendo espaço nas gôndolas dos supermercados - mas não entre os consumidores. A mais nova moda agora são as maioneses com sabores. O consumidor já percebeu a diferença não só pelas embalagens, mas principalmente em função do preço, que custa quase o dobro do produto conhecido há décadas. Quem experimentou, até aprova a novidade, mas não abre mão da maionese tradicional.
  A variedade de sabores de maionese ainda não fez a cabeça da bacharel em Direito, Eloisa Maran. ‘‘A preferência de todos em minha casa é pela maionese tradicional, que uso no preparo dos alimentos, principalmente do frango, porque dá uma cor diferente e meus filhos gostam bastante’’. Além de não mudar de sabor, Eloisa diz que se mantém fiel à uma marca do produto. ‘‘Embora exista diversas opções no mercado, com preços bem mais em conta, eu acho que a qualidade em termos de maionese é fundamental, o que faz muita diferença no preparo das saladas e dos lanches para as crianças’’.
  O motorista Cláudio Lopes de Assis leva em conta principalmente a qualidade do produto na hora de comprar maionese e sempre compra o produto da mesma marca. Assis afirma que já experimentou a maionese com sabor iogurte. ‘‘Achei boa, mas o gosto é meio enjoativo. De vez em quando até vai; mas a minha preferência é pela tradicional mesmo’’. Ele diz que consome somente na hora os alimentos preparados com maionese e que não se preocupa muito com a quantidade de calorias porque ‘‘o consumo em casa é pequeno’’.
  A empresária Silvana Rossi usa muito a maionese light, mas sempre que possível prova um novo sabor. ‘‘Acho que foi ótima essa idéia de lançar a maionese com sabor. Experimentei essa de queijo e achei maravilhosa, a com sabor azeitona é fantástica; agora, quero experimentar a de manjericão’’.
  Segundo ela, o consumo de maionese em sua casa é pequeno. ‘‘Um vidro dura quase um mês em casa porque a gente quase só usa em saladas’’. Independente de sabores, Silvana diz que não guarda as sobras de alimentos preparados com maionese, principalmente quando está calor. ‘‘Os alimentos temperados com maionese estragam com maior facilidade. Por isso, o certo é a gente consumir na hora o que faz ou jogar fora o que sobra’’.

Produto industrializado é mais seguro
  A maionese é um produto de grande consumo em saladas e sanduíches. Ela pode ser preparada de diversas formas, mas os ingredientes básicos são sempre os mesmos: óleo vegetal, ovos, vinagre, suco de limão ou outros líquidos ácidos. Batidos juntos, formam uma pasta com textura cremosa e rica em sabor. A desvantagem é que a maionese possui alto teor de gorduras e calorias, e pode causar reações alérgicas em pessoas com sensibilidade a ovos.
  Os ovos crus usados na maionese caseira são fonte potencial de salmonela. Este risco pode ser evitado com a utilização do ovo pasteurizado. A maionese pode causar intoxicação alimentar se permanecer por mais de uma hora em temperatura ambiente.
  A maionese industrializada é considerada mais segura porque a grande quantidade de vinagres e conservantes antioxidantes usados na fabricação não favorece o surgimento de microorganismos causadores de doenças. (E.A.)

Altas na feira
Alguns produtos estão em alta nas feiras em Londrina. Eis alguns exemplos:
- A dúzia de ovos chega R$ 2,70;
- A alface americana a R$ 2,50 a unidade (o pé relativamente pequeno); e
- A uva moscatel foi vendida a R$ 11,50 o quilo no domingo.
Preço do milho
Algumas bancas na feira estavam abarrotadas com espigas de milho verde já descascadas. Apesar da época da colheita, a unidade está sendo comercializada entre R$ 0,40 e R$ 0,50, quase o dobro do período de entressafra. É que as espigas estão bem maiores e mais bonitas.
Preços baixos
O consumidor também pode encontrar alguns produtos com preços abaixo do custo na feira. Os tomates bem maduros e as batatas miúdas chegam a custar R$ 0,50 o quilo. E mesmo assim, quase ninguém compra.

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