No mundo marcado pelos avanços tecnológicos, a reforma de roupas se profissionaliza e ganha novo status, deixando de ser algo típico de periferia. A restauração apresenta uma série de benefícios: deixa a roupa usada com cara de nova, aumenta o tempo de vida útil da roupa, representa uma economia em torno de 90%, e ainda contribui com a natureza, a partir do momento que se pratica a reciclagem. O resultado é tão satisfatório que há exemplos de pessoas que adotaram a restauração como princípio e recuperam roupas que saíram de moda há um bom tempo, mas voltam a ser usadas como
se fossem recém-compradas em lojas.
  A empresária Wanderlecy Schulze descobriu que esta é uma forma de deixar a família na moda sem fazer compras em boutiques. Ela se tornou uma cliente assídua de uma loja de restauração, onde recupera as roupas dela mesma, do marido e dos cinco filhos. É tanta coisa que Wanderlecy encaminha roupas para reforma quase toda semana. ‘‘A gente restaura calças jeans, calça social, casacos, jaquetas, camisas e até roupas de cama. E os serviços vão desde um consertinho pequeno, como trocar zíper, soltar uma costura ou apertar uma peça’’.
  A empresária diz que faz uma boa economia deixando de comprar roupas novas. ‘‘Hoje, uma calça jeans boa, de marca, está em torno de R$ 200,00, o que acho um absurdo; enquanto que o conserto de uma calça, algo simples, fica em torno de R$ 16,00’’. Outra vantagem, segundo ela, é estar sempre na moda. ‘‘Você faz a restauração, a roupa fica zeradinha e novinha gastando muito pouco. Quem vê, pensa que você está com uma roupa nova e não uma roupa restaurada’’. Wanderlecy diz que já mandou restaurar algumas peças que estavam guardadas há cerca de 10 anos.
  A professora Irene Buono já restaurou inúmeras peças, principalmente calças que sofrem o desgate provocado pelo atrito entre as pernas. ‘‘A calça, às vezes, até rasga e parece que não tem conserto; mas eles colocam um tecido novo que é exatamente igual’’. Irene já fez restaurações de vários tipos, mas diz que ficou muito satisfeita com o tingimento de uma peça. ‘‘Era uma calça branca, de brim grosso, e pedi para tingir de azul escuro; é o mesmo que tivesse comprado uma calça nova, ficou perfeita’’.
  A professora gasta entre
R$ 12,00 e R$ 14,00 por peça, dependendo do serviço a ser feito. Para ela, não há comparação em termos de economia. ‘‘É muito mais barato que comprar uma roupa nova, nem se compara. Hoje, uma calça de grife custa pelo menos R$ 200,00 ou
R$ 300,00. Então, compensa, e muito’’.

É possível consertar 99% das peças
  A empresária Eliana Regina de Oliveira resolveu entrar para o ramo de restauração de roupas há três anos. Antes, ela trabalhava na área de recursos humanos. ‘‘Foi uma mudança radical’’, afirma.
  A empresa de Eliana faz qualquer tipo de reforma em roupas. ‘‘Nós transformamos uma calça manequim 40 para 44 ou vice-versa; é algo personalizado para cada cliente’’. Segundo ela, é possível restaurar 99% das roupas levadas pelos clientes.
  Eliana explica que o brasileiro não tem a cultura de reformar roupas, mas admite que isto está mudando. ‘‘Tenho clientes que percorrem os brechós para comprar os jeans de antigamente, que são bem mais resistentes e de melhor qualidade. Depois de restauradas, as peças ficam como novas’’.
  A empresária atende a clientes de todas as classes sociais. ‘‘Até mesmo a classe média alta está vendo a possibilidade de recuperar aquela peça que não servia mais, que estava abandonada, e com os ajustes, volta a ter a cara dela’’.
  De acordo com Eliana, a restauração de uma peça geralmente custa 10% do valor de uma roupa de grife. Mas além da economia, ela destaca que a atitude é importante também do ponto de vista ambiental. ‘‘Se houvesse uma mudança de cultura, o brasileiro poderia reaproveitar muito bem as suas roupas. Isto significa que além de resgatar um pouco de sua história, você evita o consumismo. Por que comprar uma peça nova se você pode aproveitar a que já tem?’’. A empresária garante que o resultado é ‘‘gratificante’’. (E.A.)

PECHINCHA
Concorrência acirrada
A concorrência entre os postos de combustíveis de Londrina está cada vez mais acirrada. A maior parte dos estabelecimentos continua a vender o álcool abaixo de R$ 1,20, o que, segundo o Sindicombustíveis, seria ‘‘impraticável’’. Teve posto que baixou o valor do litro do álcool em até R$ 0,20 nos últimos dias.
Inversão de valores
E quanto mais próximos, mais acirrada parece a concorrência. Na Avenida Maringá, por exemplo, pode-se observar uma situação curiosa. Há vários anos, um posto mantém a diferença de R$ 0,03 no preço do álcool e da gasolina comparado com o preço do vizinho. Agora, entretanto, é o vizinho que está com o litro do álcool a R$ 0,02 a menos.
R$ 0,01 faz a diferença
Pode parecer exagero, mas boa parte dos consumidores deixa de abastecer em um posto e vai para outro por uma diferença de apenas R$ 0,01.
IGP-M de fevereiro
  O resultado final do Índice Geral de Preços -Mercado (IGP-M) de fevereiro deve acompanhar a trajetória de desaceleração apurada nas duas prévias do mês, segundo o coordenador de análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. A segunda prévia da inflação de fevereiro ficou em 0,46% pelo IGP-M, metade da taxa de janeiro (0,93%). Segundo Quadros, a desaceleração na segunda prévia de um mês para o outro ocorreu especialmente por causa das quedas de preços, no atacado, de matérias-primas agrícolas como aves (alta de 11,09% na segunda prévia de janeiro para deflação de 8,28% em igual prévia de fevereiro).

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