SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Eli Araujo<br>Reportagem local 
No mundo marcado pelos avanços tecnológicos, a reforma de roupas se profissionaliza e ganha novo status, deixando de ser algo típico de periferia. A restauração apresenta uma série de benefícios: deixa a roupa usada com cara de nova, aumenta o tempo de vida útil da roupa, representa uma economia em torno de 90%, e ainda contribui com a natureza, a partir do momento que se pratica a reciclagem. O resultado é tão satisfatório que há exemplos de pessoas que adotaram a restauração como princípio e recuperam roupas que saíram de moda há um bom tempo, mas voltam a ser usadas como
se fossem recém-compradas em lojas.
A empresária Wanderlecy Schulze descobriu que esta é uma forma de deixar a família na moda sem fazer compras em boutiques. Ela se tornou uma cliente assídua de uma loja de restauração, onde recupera as roupas dela mesma, do marido e dos cinco filhos. É tanta coisa que Wanderlecy encaminha roupas para reforma quase toda semana. A gente restaura calças jeans, calça social, casacos, jaquetas, camisas e até roupas de cama. E os serviços vão desde um consertinho pequeno, como trocar zíper, soltar uma costura ou apertar uma peça.
A empresária diz que faz uma boa economia deixando de comprar roupas novas. Hoje, uma calça jeans boa, de marca, está em torno de R$ 200,00, o que acho um absurdo; enquanto que o conserto de uma calça, algo simples, fica em torno de R$ 16,00. Outra vantagem, segundo ela, é estar sempre na moda. Você faz a restauração, a roupa fica zeradinha e novinha gastando muito pouco. Quem vê, pensa que você está com uma roupa nova e não uma roupa restaurada. Wanderlecy diz que já mandou restaurar algumas peças que estavam guardadas há cerca de 10 anos.
A professora Irene Buono já restaurou inúmeras peças, principalmente calças que sofrem o desgate provocado pelo atrito entre as pernas. A calça, às vezes, até rasga e parece que não tem conserto; mas eles colocam um tecido novo que é exatamente igual. Irene já fez restaurações de vários tipos, mas diz que ficou muito satisfeita com o tingimento de uma peça. Era uma calça branca, de brim grosso, e pedi para tingir de azul escuro; é o mesmo que tivesse comprado uma calça nova, ficou perfeita.
A professora gasta entre
R$ 12,00 e R$ 14,00 por peça, dependendo do serviço a ser feito. Para ela, não há comparação em termos de economia. É muito mais barato que comprar uma roupa nova, nem se compara. Hoje, uma calça de grife custa pelo menos R$ 200,00 ou
R$ 300,00. Então, compensa, e muito.
É possível consertar 99% das peças
A empresária Eliana Regina de Oliveira resolveu entrar para o ramo de restauração de roupas há três anos. Antes, ela trabalhava na área de recursos humanos. Foi uma mudança radical, afirma.
A empresa de Eliana faz qualquer tipo de reforma em roupas. Nós transformamos uma calça manequim 40 para 44 ou vice-versa; é algo personalizado para cada cliente. Segundo ela, é possível restaurar 99% das roupas levadas pelos clientes.
Eliana explica que o brasileiro não tem a cultura de reformar roupas, mas admite que isto está mudando. Tenho clientes que percorrem os brechós para comprar os jeans de antigamente, que são bem mais resistentes e de melhor qualidade. Depois de restauradas, as peças ficam como novas.
A empresária atende a clientes de todas as classes sociais. Até mesmo a classe média alta está vendo a possibilidade de recuperar aquela peça que não servia mais, que estava abandonada, e com os ajustes, volta a ter a cara dela.
De acordo com Eliana, a restauração de uma peça geralmente custa 10% do valor de uma roupa de grife. Mas além da economia, ela destaca que a atitude é importante também do ponto de vista ambiental. Se houvesse uma mudança de cultura, o brasileiro poderia reaproveitar muito bem as suas roupas. Isto significa que além de resgatar um pouco de sua história, você evita o consumismo. Por que comprar uma peça nova se você pode aproveitar a que já tem?. A empresária garante que o resultado é gratificante. (E.A.)
PECHINCHA
Concorrência acirrada
A concorrência entre os postos de combustíveis de Londrina está cada vez mais acirrada. A maior parte dos estabelecimentos continua a vender o álcool abaixo de R$ 1,20, o que, segundo o Sindicombustíveis, seria impraticável. Teve posto que baixou o valor do litro do álcool em até R$ 0,20 nos últimos dias.
Inversão de valores
E quanto mais próximos, mais acirrada parece a concorrência. Na Avenida Maringá, por exemplo, pode-se observar uma situação curiosa. Há vários anos, um posto mantém a diferença de R$ 0,03 no preço do álcool e da gasolina comparado com o preço do vizinho. Agora, entretanto, é o vizinho que está com o litro do álcool a R$ 0,02 a menos.
R$ 0,01 faz a diferença
Pode parecer exagero, mas boa parte dos consumidores deixa de abastecer em um posto e vai para outro por uma diferença de apenas R$ 0,01.
IGP-M de fevereiro
O resultado final do Índice Geral de Preços -Mercado (IGP-M) de fevereiro deve acompanhar a trajetória de desaceleração apurada nas duas prévias do mês, segundo o coordenador de análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. A segunda prévia da inflação de fevereiro ficou em 0,46% pelo IGP-M, metade da taxa de janeiro (0,93%). Segundo Quadros, a desaceleração na segunda prévia de um mês para o outro ocorreu especialmente por causa das quedas de preços, no atacado, de matérias-primas agrícolas como aves (alta de 11,09% na segunda prévia de janeiro para deflação de 8,28% em igual prévia de fevereiro).


