SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Eli Araujo<br>Reportagem local 
A variedade de macarrão disponível no mercado é tanta que confunde até as donas de casa que consomem o produto quase diariamente. Além dos tipos tradicionais, que sempre aparecem em novos formatos, há também os instantâneos, inclusive os de nova geração, que podem ser encontrados em copos ou embalagens laminadas flexíveis, as mesmas utilizadas em sucos em pó. O que se pode observar em relação ao consumo de macarrão é que as formas podem até mudar, mas a essência permenace sempre a mesma.
A dona de casa Marlene Gasparetto diz que usa o macarrão de acordo com a circunstância: pode ser para preparar um espaguete, lasanha ou sopas. Aliás, ela varia de macarrão conforme a sopa que faz. Marlene diz que sempre faz um prato diferente para agradar a todos os paladares da família. Se é macarrão ao molho, acompanha o bife a milanesa; se é uma lasanha, acompanha uma carne assada; se é sopa, é só sopa, e durante a semana, macarrão com bife.
Mesmo com todo conhecimento na área, ela comenta que não tem idéia da quantidade e da variedade de macarrão disponível no mercado. É bastante, resume. Marlene se lembra que no tempo de sua avó havia apenas dois tipos de macarrão: o argolinha, para sopa, e o comprido, que vinha em pacote de papelão. A minha avó também tinha o hábito de fazer macarrão em casa. Era bem mais trabalhoso, mas era bem mais saboroso, recorda.
A família da empresária Neusa Maria Meneguzzi tem cinco pessoas e cada um gosta de um tipo de macarrão. Meu filho mais velho gosta do fuzili, aquele todo enroladinho; o outro gosta de regatone, e meu marido do espaguete. Ela, pessoalmente, prefere o grano duro, embora seja bem mais caro, e não apenas porque tem mais sabor. O grano duro é uma massa que você pode cozinhar e até esquecer na panela. O outro, se passou do cozimento, você pode jogar fora. Neusa afirma que o gosto pelo macarrão é uma herança de família, porque seus quatro avós são de origem italiana. Eu não tive como evitar as massas, brinca. Ela prepara macarrão em sua casa três ou quatro vezes por semana.
A professora universitária Raquel Franco observou que há uma variedade muito grande de macarrão nos supermercados, mas que isto não exerce influência em sua família: seus pais preferem os tipos tradicionais e ela o instantâneo. É pela praticidade e facilidade de preparar, porque meus horários são bem variados. Além do macarrão instantâneo na formato original, Raquel gosta também do outro tipo que vem em uma embalagem individual em lâmina flexível e que pode ser preparada em um copo.
Raquel afirma que seus pais ainda preservam a tradição e mantém o hábito da macarronada aos domingos e se lembra que sua avó produzia o macarrão para o consumo da família. Mas, hoje, tudo é diferente. O dia-a-dia é tão corrido que a gente nem tem tempo de preparar o macarrão tradicional e nem consome mais o macarrão feito em casa.
Preços estão se acalmando
Agência Estado
São Paulo - O resultado da inflação medida pelo IPCA em janeiro confirma a tendência revelada por outros índices de que os preços estão se acalmando após os choques nos meses anteriores. A avaliação é do sócio-diretor da Mauá Investimentos e ex-diretor do Banco Central Luiz Fernando Figueiredo, em entrevista ao Broadcast Ao Vivo, serviço de notícias financeiras da Agência Estado. De acordo com o IBGE, o IPCA fechou o mês passado em 0,54%, abaixo da taxa de 0,74% de dezembro e do piso das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (0,57% a 0,66%). Com os números de janeiro, o BC, no mínimo, ganhou tempo e não deve elevar os juros na próxima reunião, afirmou. Figueiredo minimizou o fato de a inflação acumulada nos últimos 12 meses, de 4,56%, ter ultrapassado o centro da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) pela primeira vez desde abril de 2006. Esse dado olha muito para trás, os sinais de atividade não são mais alarmantes e os dados recentes são consistentes.
Ele avaliou que, se os números continuassem ruins como nos últimos meses, o BC teria que tomar uma decisão e elevar os juros, ainda que preventivamente. Além da inflação corrente, o sócio da Mauá destacou a melhora nas expectativas dos agentes expressa da pesquisa Focus, que há duas semanas apresentam estabilidade ou um pequeno recuo nas projeções.
Prato é típico da culinária italiana
O macarrão é um prato típico da culinária italiana, mas foi facilmente incorporado à alimentação dos brasileiros. Não é um alimento rico em calorias, sendo, entretanto, uma boa fonte de ferro, potássio e vitamina B. A nutricionista Clísia Mara Carreira explica que o macarrão pode ser classificado em três tipos diferentes: 1) o tradicional, composto apenas por água, sal e trigo; 2) aquele que tem a adição de ovos e, portanto, de gorduras que deixam a massa mais macia; e 3) o integral, que aproveita melhor a casca e as fibras do trigo e que tem a massa um pouco mais escura.
Clísia afirma que a partir destes três tipos de massas, a indústria criou uma grande variedade do produto, diferente não apenas no formato mas também em valores nutricionais. Ela sugere que os consumidores leiam bem os rótulos para observar as diferenças. E acrescenta que, por determinação de uma lei federal, o macarrão deve ser enriquecido com ferro e ácido fólico para diminuir a anemia, que considera um problema de saúde pública no Brasil.
A nutricionista lembra que está aumentando também a variedade de macarrão instantâneo disponível no mercado, que vem acrescido de gordura trans e muito sal. Segundo ela, o consumo esporádico do macarrão de preparo rápido não causa nenhum problema, mas recomenda que ele não deve ser consumido com freqüência. E sempre que possível, junto com outros ingredientes tais como carnes e legumes. (E.A.)


