A compra de alimentos pela internet no Brasil ainda é muito pequena se comparada ao mesmo segmento em países desenvolvidos ou a outros segmentos de produtos no mercado interno. Mas o consumidor que faz opção por esta modalidade de compras pode até voltar a um supermercado de vez em quando, mas não abre mão das vantagens oferecidas pelo novo sistema. O mais curioso, entretanto, é que vários brasileiros que moram no exterior fazem compras pela internet em supermercados paranaenses.
O advogado Marcus Aurélio Liogi faz compra de alimentos pela internet há quatro anos. Ele diz que no começo comprava todos os produtos da cesta básica e hoje, como mora sozinho, compra mais supérfluos. Liogi diz que faz compras pela internet porque trabalha o dia inteiro e não tem tempo de ir ao supermercado. ''Eu me programo e peço para a compra ser entregue no período da manhã, quando a empregada está em casa''.
Liogi gasta entre 10 a 15 minutos para fazer compras pela internet. ''Se fosse pessoalmente, demoraria pelo menos uma hora e meia''. Outra vantagem citada por ele é que a compra anterior fica gravada, o que permite apenas a atualização do que precisa em uma compra nova. O pagamento é feito com cartão de crédito, também pela internet.
A professora universitária Ana Virginia de Faria Sampaio começou a fazer compras pela internet há cinco quando precisou conciliar o doutorado em São Paulo com aulas em Londrina. ''Nesse ritmo, só fazendo compras pela internet mesmo''. E como a falta de tempo é algo ''normal'', ela faz o pedido no computador sempre no domingo à noite.
Ana diz que pela internet consegue comparar vários preços do mesmo produto, o que não conseguiria circulando pelos corredores de um supermercado. ''Se vou comprar o leite longa vida, por exemplo, eu olho todas as marcas e escolho a que está mais em conta ou a que mais me agrada''. A professora diz que, além de ganhar tempo porque demoraria ao menos duas horas no supermercado, ela ainda recebe os produtos bem fresquinhos em sua casa. ''Acho que a compra fica melhor do que pessoalmente; é tudo perfeito, selecionado''.
E muitos brasileiros que moram e trabalham em outros países fazem compras pela internet porque não precisam transferir o dinheiro para a família fazer compras, o pagamento é feito com cartão de crédito onde a pessoa está e a compra é entregue com segurança no endereço indicado.
O técnico em informática Cláudio Mendes está na Espanha há quatro anos e soube através de sua família de uma rede de supermercados do Paraná que vende também pela internet. Mas no exemplo dele, a circunstância é um pouco diferente: toda vez que sente vontade de comprar alguma coisa que só encontraria no Brasil, vai ao computador e faz o pedido. ''No meu caso específico, faço as compras e peço que enviem os produtos à Espanha; para mim é muito mais prático, pois minha família (que está no Brasil), não tem tempo de ir ao supermercado''. Mendes garante que, apesar da distância, é seguro comprar alimentos pela internet e diz que está satisfeito com o preço e a qualidade dos produtos.

Sistema é igual a supermercados 24 horas
  O presidente da Associação Paranaense de Supermercados, Everton Muffato, afirma que poucos supermercados do Paraná têm a opção de compras pela internet. Segundo ele, alguns estabelecimentos oferecem este serviço mais como uma alternativa para o consumidor do que necessariamente pelo volume de vendas, que fica em torno de 1%.
  O empresário diz que sua rede de supermercados foi a primeira a adotar a internet, há quase dez anos. Ele esperava que o volume de vendas fosse um pouco maior, mas reconhece que o sistema tem um forte concorrente. ‘‘Hoje, as pessoas vão aos supermercados não apenas para fazer compras, mas também para passear; as lojas são confortáveis, o lugar é aconchegante e a temperatura ambiente é agradável’’.
  Muffato diz que o cliente deste sistema ‘‘é extremamente fiel e com um grau de confiança muito grande’’. E segundo ele, o supermercado precisa corresponder a esta confiança. ‘‘O consumidor tem o livre arbítrio de escolher o que quer quando está no supermercado; mas quando a compra é pela internet, quem seleciona a mercadoria é a própria empresa e, por isso, o produto tem que ser impecável’’.
  O presidente da Apras compara que o sistema de compras pela internet é como um supermercado 24 horas, onde o cliente pode fazer a compra em qualquer momento e ainda agendar o horário de entrega. Embora considere o volume de vendas irrisório, ele afirma que o crescimento de vendas neste segmento foi de 30% em 2007 em comparação com 2006. (E.A.)

PECHINCHA
Sacolas retornáveis
Mais uma rede de supermercados de Londrina adotou o conceito do ‘‘ecologicamente correto’’
e está vendendo sacolas retornáveis. Cada unidade custa R$ 2,99. Sacolas semelhantes, em outros estabelecimentos, custam até R$ 12,00.
Mudança demorada
Apesar das vantagens que as sacolas retornáveis proporcionam, em especial ao meio ambiente, ainda é muito pequeno o número de pessoas que se dão ao trabalho de usá-las.
Mochilas
Uma rede de supermercados de Londrina está com ofertas de mochilas escolares até o próximo dia 9 de fevereiro. Veja alguns modelos:
- Mickey Primicia,
R$ 48,90;
- Minie Primicia grande,
R$ 53,28;
- Lamasb, para costas,
R$ 29,98; e
- Lamasb, carrinho,
R$ 29,98.

Nunca é demais
Os supermercados estão usando seus sistemas de som para transmitir mensagens de utilidade pública. Em um deles, o que está em foco atualmente são os cuidados com a dengue.

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