SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Eli Araujo<br>Reportagem local 
É normal o consumidor ter uma série de dúvidas na hora de comprar medicamentos. As mais comuns são as seguintes: optar pelo remédio de referência, genérico ou similar? Comprar o tradicional, que já é conhecido, ou o novo que promete uma série de benefícios? O mais caro ou o mais barato? Independente de preço, o medicamento causará o resultado esperado? A compra de medicamentos é algo realmente complexo, especialmente porque há uma variedade muito grande à disposição dos consumidores, alguns com nomes diferentes mas o mesmo princípio ativo.
A funcionária pública Vera Celino usa uma palavra para definir a quantidade de medicamentos existentes no Brasil: É uma loucura. Mas segundo ela, este não é o maior problema. Um médico fala que o similar é a mesma coisa, o outro diz que é o genérico que é a mesma coisa; um terceiro diz que não tem nada a ver. Ou seja, cada um tem um ponto de vista, e o consumidor fica meio confuso.
Apesar da quantidade e das variações, Vera diz que não fica em dúvida na hora de comprar medicamentos porque adota alguns critérios. Geralmente faço a opção de levar só o remédio de referência mesmo; não levo nem o similar e nem o genérico; só compro o que o próprio médico orienta e não compro o que não precisa para não acumular em casa.
O vendedor Bruno Prado diz que é complicado escolher o medicamento diante de tanta variedade. Já fiquei em dúvida na hora de comprar, se aquele remédio seria bom mesmo ou se haveria outro mais barato que poderia ter o mesmo efeito. Na opinião dele, outro detalhe que confude o consumidor é a classificação entre medicamentos de referência, genérico ou similar. Muitas vezes a pessoa não leva o genérico porque desconfia da qualidade dele também.
Prado afirma que nunca teve problemas com medicamentos porque só compra o que é realmente necessário. Só compro quando preciso mesmo, de verdade. Ele diz que toma cuidado também com a empurroterapia. A gente não pode se deixar levar pelo papo do balconista.
A vendedora Rayssa Regioli diz que adota dois critérios quando precisa de algum medicamento: Vou primeiro ao médico quando é algo muito sério, e quando não é muito sério, venho direto à farmácia. Ela diz que usaria tanto o medicamento de referência, quanto o similar ou genérico, mesmo sem saber a diferença entre eles. Rayssa diz que já teve dúvidas, mas não acredita que seja tão complicado assim comprar medicamentos. É simples, se a pessoa sabe como usa. E se não sabe, deve perguntar ao médico ou ao farmacêutico. Não tem segredo.


