É normal o consumidor ter uma série de dúvidas na hora de comprar medicamentos. As mais comuns são as seguintes: optar pelo remédio de referência, genérico ou similar? Comprar o tradicional, que já é conhecido, ou o novo que promete uma série de benefícios? O mais caro ou o mais barato? Independente de preço, o medicamento causará o resultado esperado? A compra de medicamentos é algo realmente complexo, especialmente porque há uma variedade muito grande à disposição dos consumidores, alguns com nomes diferentes mas o mesmo princípio ativo.
  A funcionária pública Vera Celino usa uma palavra para definir a quantidade de medicamentos existentes no Brasil: ‘‘É uma loucura’’. Mas segundo ela, este não é o maior problema. ‘‘Um médico fala que o similar é a mesma coisa, o outro diz que é o genérico que é a mesma coisa; um terceiro diz que não tem nada a ver. Ou seja, cada um tem um ponto de vista, e o consumidor fica meio confuso’’.
  Apesar da quantidade e das variações, Vera diz que não fica em dúvida na hora de comprar medicamentos porque adota alguns critérios. ‘‘Geralmente faço a opção de levar só o remédio de referência mesmo; não levo nem o similar e nem o genérico; só compro o que o próprio médico orienta e não compro o que não precisa para não acumular em casa’’.
  O vendedor Bruno Prado diz que é complicado escolher o medicamento diante de tanta variedade. ‘‘Já fiquei em dúvida na hora de comprar, se aquele remédio seria bom mesmo ou se haveria outro mais barato que poderia ter o mesmo efeito’’. Na opinião dele, outro detalhe que confude o consumidor é a classificação entre medicamentos de referência, genérico ou similar. ‘‘Muitas vezes a pessoa não leva o genérico porque desconfia da qualidade dele também’’.
  Prado afirma que nunca teve problemas com medicamentos porque só compra o que é realmente necessário. ‘‘Só compro quando preciso mesmo, de verdade’’. Ele diz que toma cuidado também com a ‘‘empurroterapia’’. ‘‘A gente não pode se deixar levar pelo papo do balconista’’.
  A vendedora Rayssa Regioli diz que adota dois critérios quando precisa de algum medicamento: ‘‘Vou primeiro ao médico quando é algo muito sério, e quando não é muito sério, venho direto à farmácia’’. Ela diz que usaria tanto o medicamento de referência, quanto o similar ou genérico, mesmo sem saber a diferença entre eles. Rayssa diz que já teve dúvidas, mas não acredita que seja tão complicado assim comprar medicamentos. ‘‘É simples, se a pessoa sabe como usa. E se não sabe, deve perguntar ao médico ou ao farmacêutico. Não tem segredo’’.

mockup