SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Já se foi o tempo em que as crianças esperavam passivamente a chegada de Papai Noel sem saber ao certo o que iriam ganhar, embora as opções não fossem muito além de simples bonecas e carrinhos. Hoje, há uma variedade muito maior, sem falar nos avanços em termos de design e tecnologia. Mas o fator surpresa deixou de existir porque as crianças sabem o que querem e os pais levam seus filhos para escolher os brinquedos. O que não mudou em nada mesmo é a fantasia: as crianças fazem questão que o presente seja entregue por Papai Noel.
A fonoaudióloga Regina Onishi levou o filho Nícolas, de cinco anos, para escolher o brinquedo, mas nem precisava: o menino já havia decidido. Ele está insistindo bastante: quer esses carrinhos, disse a mãe mostrando os brinquedos. Regina estava fazendo uma pesquisa, mas segundo ela os preços dos brinquedos permaneceram estáveis durante o ano. Acho que não houve aumento com a aproximação do Natal; até parece que os preços estão tabelados. Além do presente, ela fará questão de atender outro pedido de Nícolas. Ele espera que o Papai Noel entre pela janela para entregar o brinquedo como em um sonho mesmo. Acredito que para a criança é importante manter essa fantasia.
A dona de casa Márcia Kely estava em uma loja de brinquedos com os filhos Murilo, de quatro anos, e Leonardo, de 11. Segundo ela, as crianças passaram o ano inteiro - literalmente - pedindo um carrinho com controle remoto e um vídeo game. Eles até pularam o Dia das Crianças porque a data mais esperada é o Natal; eles pensam que o Papai Noel vai trazer os presentes.
Márcia observava os preços dos brinquedos e, na avaliação dela, não havia nada fora do normal. Antes, a gente vinha na loja e achava um brinquedo com valor altíssimo, mas hoje há uma grande variedade e o preço está bastante atrativo, não assusta não. Embora admitisse que os filhos ganhariam os presentes desejados, Márcia disse que voltaria à loja outra hora - sem as crianças - para fazer uma surpresa.
O casal Gerley Renato de Oliveira, bancário, e Ana Paula Oliveira, assistente administrativa, levou os três filhos à loja de brinquedos: Estevan, de cinco anos, Mariá, de dois, e Manoela de apenas oito meses. O garoto, surpreendentemente, estava procurando um brinquedo inusitado: um estilingue. Ana Paula não sabe de onde surgiu a idéia, mas imagina que o menino viu o brinquedo em algum lugar.
O pai, por sua vez, estava mais preocupado com os preços. A gente está fazendo uma pesquisa antes para comprar os presentes adequados às nossas condições. Ele disse também que iria comprar os presente com antecedência para evitar a correria dos últimos dias.
Ana Paula destacou que comprariam os presentes, mas quem fará a entrega será Papai Noel. Oliveira lembrou que além dos filhos vai comprar alguns presentes também para sobrinhos e afilhados.


