SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
sábado, 01 de dezembro de 2007
Eli Araujo<br>Reportagem local 
O consumidor fica assustado com o preço do feijão cada vez que vai comprar o produto nas feiras ou nos supermercados. Nos últimos dois meses, o aumento variou entre 50% a 100%, dependendo do ponto de venda e da variedade. O aumento de preço é atribuído à estiagem prolongada entre os meses de julho a setembro no Estado do Paraná. Os consumidores, de maneira geral, não reduziram o consumo de feijão, mas acham que não haveria tanto problema de abastecimento se houvesse maior incentivo para produção das culturas básicas, tipo arroz e feijão.
A enfermeira Renata Maria Pereira diz que sempre levou em conta a qualidade na hora de comprar feijão, mas agora está observando o preço antes de tudo. A família de Renata tem quatro pessoas, três adultos e uma criança, e todos gostam de feijão. Ela sempre compra o tipo carioquinha, que está em torno de R$ 5,00. Está muito caro atualmente, afirma.
Renata estava fazendo a compra do mês em um supermercado e não comprou feijão porque tem o produto em estoque para uns 30 dias, ainda. Ela acredita que o governo deveria incentivar a produção de alimentos, mas acha que só isto não seria suficiente para abastecer o mercado interno. Tudo vai depender do tempo, também.
O analista de sistemas André Goulart sempre compra feijão carioca e está surpreso com o aumento de preço do produto: ele pagou mais de R$ 4,00 na embalagem com um quilo. O feijão mais que dobrou de preço nos últimos dois meses, mas a gente tem que consumir por uma questão de hábito, independente do valor.
Na casa de Goulart moram apenas duas pessoas - ele e a esposa, e, por isso, diz que o consumo de feijão é pequeno e não interfere tanto no orçamento. Se fosse uma família maior, talvez interferisse sim porque o feijão é um produto que o brasileiro sempre consome, mesmo que isso pese no bolso.
A bacharel em Direito Mabel Viana diz que gosta de comprar bastante feijão quando vai ao supermercado. Fica mais caro ainda se eu comprar de pouquinho em pouquinho no mercadinho perto de casa. Ela havia acabado de comprar cinco quilos do produto, o suficiente para abastecer a família de três pessoas durante três meses. E reclamou que o preço do feijão subiu demais nos últimos dois meses. Esse preço é um absurdo, está horrível. Há pouco tempo, paguei R$ 2,69 no mercadinho perto de casa; agora está o dobro.
Na opinião de Mabel, o preço alto desistimula o consumo, principalmente para as famílias de baixa renda. Nesse País, tudo o que se planta, dá. Por isso, não consigo entender porque o feijão está tão caro assim. Se estivesse mais barato, mais gente teria condições de comprar, disse.
Consumidor reclama, diz feirante
O feirante Lourival Aparecido Gonçalves de Abreu afirma que o principal motivo para o aumento do preço do feijão foi a estiagem registrada na região entre os meses de julho a setembro deste ano. Ele está no ramo há 15 anos e diz que não se lembra de uma estiagem tão prolongada neste período. Foram quase 70 dias sem chuva, resume.
Abreu afirma que os consumidores até reclamam do aumento do preço do feijão nos últimos dois meses, mas não reduzem o volume de compras. O pessoal entende que este aumento é causado pela seca. O feirante está comercializando o feijão procedente dos estados de São Paulo e Minas Gerais, o que, segundo ele, mantém a qualidade do produto.
O comerciante espera que o abastecimento de feijão volte ao normal em breve, mas isto depende de uma série de fatores. Se o tempo estiver bom e o pessoal plantar, normaliza logo. Mas o pior é que há outras culturas sendo plantadas no lugar do feijão, principalmente a soja.(E.A.)
PECHINCHA
Altas na feira
Alguns produtos estão em alta nas feiras no centro de Londrina. Veja alguns exemplos:
- A espiga de milho está custando entre R$ 0,50 e R$ 0,60;
- A dúzia de laranja pêra entre R$ 2,50 e R$ 3,50;
- A laranja lima está em R$ 6,00 a dúzia;
- A cebola chega a R$ 1,80 o quilo e a batata a R$ 2,00.
Tomate em baixa
Em compensação, alguns produtos estão em baixa, entre eles o tomate, com preço variando entre R$ 0,60 e R$ 1,50 o quilo. Em alguns supermercados, o produto pode ser encontrado ainda mais em conta.
Outros preços
Veja os preços de outros produtos nas feiras de Londrina:
- Alface americana, R$ 1,20 un;
- Alface crespa, R$ 1,00 un;
- Brócolis, R$ 1,20 maço;
- Chuchu, R$ 1,50 kg;
- Couve flor, R$ 2,50 un; e
- Banana nanica, R$ 1,50 dz.


