A população de origem japonesa no Brasil corresponde a menos 1% do número de habitantes, mas tem um poder de compras bem acima da média nacional. E o comércio, que sempre busca algo de diferente, está de olho neste segmento. Em Londrina, onde a proporção de habitantes sobe para cerca de 5%, uma rede de supermercados criou a Praça do Oriente em parceria com um restaurante especializado na culinária japonesa. E, para surpresa, a maior parte dos clientes do novo espaço é formada por brasileiros, uma prova de que realmente houve integração entre as duas culturas depois de quase 100 anos de imigração.
  A dentista Fernanda Galão aprendeu a gostar dos pratos típicos japoneses nos tempos da faculdade. ‘‘Eu tinha muitos amigos de descendência japonesa e a gente costumava ir a lugares que ofereciam esse tipo de comida’’. Outro que seguiu o exemplo foi o marido de Fernanda, o arquivista André Sanches. E sempre que vai ao supermercado, o casal aproveita para comprar uma porção de sushi na Praça do Oriente.
  Sanches e Fernanda acham que é prático o supermercado oferecer este tipo de serviço por dois motivos: primeiro pela parceria com um restaurante tradicional da cidade e, segundo, pela maior disponibilidade de horário. ‘‘A gente compra um produto que já conhece na hora que é mais apropriada para a gente’’, afirmam.
  A advogada Cristiane Taguchi diz que considera interessante o supermercado oferecer este tipo de serviço. ‘‘É melhor para o consumidor que o supermercado tenha uma grande variedade de produtos porque assim ele pode encontrar tudo o que precisa no mesmo lugar’’. Cristiane acha que esta é uma forma de aumentar a interação entre os dois países, o que para ela é mais relevante. ‘‘Hoje em dia, é comum o restaurante japonês ser mais freqüentado por brasileiros. Quanto mais a gente compartilhar as duas culturas, é melhor para as pessoas em geral, independente da origem’’, afirma.


Procura por comida japonesa é satisfatória, diz gerente
  O gerente Adailton Matos Ferreira diz que a iniciativa de se criar este espaço surgiu com a constatação de que boa parte dos clientes do supermercado é de origem japonesa. Segundo ele, o trabalho começou há quatro meses e apesar do pouco tempo, o resultado já é considerado satisfatório. ‘‘Está havendo um crescimento significativo por causa da demanda que aumenta a cada mês’’.
  Ferreira explica que um detalhe que faz a diferença é que o comsumidor pode comprar qualquer um dos nove pratos oferecidos em qualquer horário. ‘‘Este serviço é prestado da abertura ao fechamento do supermercado’’. O gerente também se diz surpreso com a quantidade de pessoas que não são de origem japonesa e compram tais produtos, e cita ele próprio como exemplo. O supermercado ainda oferece a possibilidade do cliente fazer o pedido sob encomenda.
Sushi man
Quando o cliente vai comprar uma porção de sushi ou sashimi imagina que o prato será preparado por alguém de origem japonesa, o que nem sempre é verdadeiro. Em um dos supermercados com a Praça do Oriente, o responsável por este trabalho só passou a ter contato com a culinária e a cultura japonesas quando começou a trabalhar em um restaurante típico há três anos.
  Mas não foi só isso que mudou a vida do sushi man João Paulo de Oliveira. ‘‘Para mim, este trabalho serve de terapia. Antes, eu era muito agitado e hoje sou uma pessoa totalmente calma. O que faço exige técnica, concentração e a gente não pode ter pressa; e além disso, é preciso amor para o prato ficar mais bonito’’. Pereira se sente feliz porque o movimento está bom. ‘‘Tem muito trabalho, mas estou vencendo’’, diz. (E.A.)

PECHINCHA
Tudo como antes
A informação de que o preço do leite longa vida voltaria a baixar com o fim da entressafra não está se confirmando. Hoje, o preço do litro do produto varia entre R$ 1,35 e R$ 1,90. Em algumas promoções, o leite pode ser encontrado por até
R$ 1,09.
Gangorra
Nos primeiros meses do ano, o litro do leite longa vida era facilmente encontrado por
R$ 1,35 ou menos. Algum tempo depois, superou a casa dos R$ 2,00. E nem mesmo as denúncias de adulteração do produto em Minas Gerais reduziram de forma significativa o preço do leite.
O preço do milho
É grande a diferença do preço do milho verde nas feiras e nos supermercados. Na feira, no final de semana, três espigas custam R$ 1,00, ou seja,
R$ 0,33 a unidade. No supermercado, a embalagem com cinco unidades, custa R$ 2,65, ou seja, R$ 0,53 a unidade.
Cartões de Natal
É grande a procura por cartões de Natal em todas as papelarias da cidade, uma prova de que o produto resiste ao tempo apesar dos modismos. O preço varia entre R$ 1,00 e R$ 6,00.

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