SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Eli Araujo
Reportagem local
Os consumidores estão observando uma estranha coincidência em relação ao comércio da carne bovina nos últimos dias: as promoções nos supermercados foram temporariamente extintas e os preços, em contrapartida, sobem de uma forma razoável. Os consumidores identificaram uma estratégia que consiste em aumentar o preço da carne bovina de forma gradativa para não assustar. Eles sabem que o produto deve ter novos aumentos até o final do ano, mas esperam não ter grandes surpresas.
A médica Cristiane Alvares Moreira diz que comprava a picanha por R$ 16,00 há um mês ou em promoção entre R$ 12,00 e R$ 14,00. Nos últimos dias, porém, notou um ligeiro aumento no preço. Subiu bem sim, afirma. A mesma picanha estava a R$ 19,80 em um supermercado da cidade. Se a gente considerar a cesta básica, quem comprou carne no mês passado não poderia comprar carne este mês porque não houve aumento de salário.
Cristiane diz que compra todo tipo de carne, dependendo do que vai fazer. Ela leva em conta se a carne é fresca, se está com boa aparência e também o preço. E diz que não sabe exatamente os motivos dos aumentos, mas acredita que tenham a ver com a estiagem verificada nos últimos meses e com a aproximação do final de ano, quando geralmente o consumo é maior. A médica diz que não tem notado a realização de promoções nos supermercados neste período.
O bancário Ademir Luiz Tassi gosta de comprar a peça inteira do contra-filé por uma razão muito pessoal: Assim eu corto em casa do jeito que prefiro. Tassi diz que pagou R$ 8,00 o quilo da peça há algumas semanas e agora encontrou o mesmo produto a R$ 11,00. Ele diz que vem acompanhando de perto a movimentação na pecuária. O preço da carne está aumentando por causa da falta de gado em função do abate de matrizes e hoje não há gado para reposição.
Na opinião do bancário, o preço da carne bovina deve aumentar ainda mais até o final do ano, mas nada que considera exagerado. Acho que vai subir um pouco, mas não vai disparar, analisa. Para ele, o aumento de preços está provocando uma escassez de promoções nos supermercados e apenas um deles está, de vez em quando, com preços bons.
O representante comercial José Augusto Tadeu Burgo diz que procura conciliar o preço e a qualidade na hora de comprar carnes, mas acha que está difícil equilibrar os dois pontos. A gente procura uma carne de boa qualidade a um preço acessível, mas infelizmente não acha e, então, tenho que pagar mais caro mesmo. Burgo gosta de comprar carnes para churrasco e faz estoque quando encontra promoções, o que não vê há cerca de dois meses.
Mas ele não leva o detalhe tão a sério. Até parece que tem um cartel de carnes nos supermercados de Londrina. Ele acredita que o preço da carne deve aumentar um pouco mais nos próximos dias em função das festas de final de ano e também porque haverá um consumo maior já que os trabalhadores vão receber o
13º salário e estarão com mais dinheiro no bolso para gastar.
Tendência de alta será mantida até final do ano
O preço da carne bovina está subindo mesmo e houve uma disparada dos preços a partir de outubro. A afirmação é do assessor do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná, economista Gustavo Fanaya. Segundo ele, a arroba do boi estava a R$ 60,00 há pouco mais de um mês e começou esta semana em torno de R$ 70,00, um aumento em torno de 15%.
De acordo com o economista, a tendência de alta deve se manter pelo menos até o final de ano por conta do aumento de consumo. Fanaya diz que os aumentos atuais não podem ser atribuídos à estiagem ou ao abate de matrizes porque os preços se mantiveram estáveis até agosto, apesar destes dois fatores.
Ele explica que, contraditoriamente, o aumento de preços se deve à retração das exportações porque persiste o embargo à carne brasileira em alguns países. O que acontece, em situações normais, é que os exportadores vendem as carnes de primeira e deixam as carnes de segunda para o mercado interno. Agora, na falta de compradores, a carne de primeira está sendo oferecida também no mercado interno e as empresas perceberam que havia espaço para aumento de preços.
Fanaya diz que não tem como fazer uma estimativa de um aumento em percentual até o final do ano porque vai depender muito da reação dos consu-midores. Ele também não quis fazer nenhuma análise em relação ao próximo ano mas disse que há algumas condições farováreis para o setor porque o clima atual está bom para as pastagens e há também a possibilidade de que o País volte a exportar. (E.A.)
PECHINCHA
Ar opcional
Se você for comprar uma passagem no trecho Londrina-Maringá deverá ficar atento a um detalhe que faz uma boa diferença no preço: se o ônibus tem ou não ar condicionado.
Quanto custa
Se a pessoa optar por um ônibus convencional sem ar condicionado, pagará
R$ 14,59 pela passagem.
Se for em um ônibus com ar condicionado, a passagem sobe para R$ 17,51, ou seja, uma diferença de 20%.
Ledo engano
Durante séculos, a humanidade acreditou que o ar era algo gratuito e disponível à vontade e que ninguém precisaria pagar pelo ar que respira. Mas como tudo muda, este conceito também está mudando.
Internet
A concorrência entre as lan houses no centro de Londrina está contribuindo para reduzir o custo da internet nestes estabelecimentos. Em alguns deles,a hora caiu para R$ 1,00. Em outros locais, varia entre R$ 2,00 e R$ 2,50.
Combustíveis
Alguns postos de Londrina mantém o álcool em promoção, com o preço do litro variando entre R$ 1,15 e R$ 1,19.


