Os produtos disponíveis nas lojas de conveniência das farmácias sempre foram vendidos por um preço um pouco mais caro do que os de outros estabelecimentos e, até por isso, não havia tanta ‘‘publicidade’’ em torno do assunto. Mas agora, as redes resolveram investir em formas de propagandas mais agressivas, fazendo concorrência clara e direta aos supermercados no departamento de cosméticos. Com a nova política de preços, há clientes que passaram a comprar esse tipo de produto somente nas farmácias, enquanto outros aproveitam o tempo e compram nos próprios supermercados.
  A pedagoga Daniela Lago Vieira procura conciliar preço e qualidade na hora de comprar cosméticos e diz que observou o aumento de preços de alguns produtos nos últimos dias, mas não soube estimar o percentual. ‘‘A gente compra mensalmente e já tenho uma idéia. Então quando sobe, tenho uma noção se subiu em torno de R$ 1, R$ 2 ou mais’’, diz. Daniela afirma que já observou uma diferença de preços entre os mesmos produtos comercializados nas farmácias e nos supermercados. ‘‘Há produtos que estão mais em conta nas farmácias. Muitas vezes, eu faço a compra mensal no mercado e deixo a parte de perfumaria para comprar na farmácia’’, comenta.
  A securitária Josyclair Magda Gozzo pesquisa bem os preços antes de comprar qualquer mercadoria. ‘‘Para mim a pesquisa é fundamental porque o preço varia bastante em todos os setores’’, salienta. Ela afirma que conferiu os preços de alguns produtos em vários estabelecimentos e concluiu que algumas farmácias vendem mais barato do que os supermercados.
  A enfermeria Ana Lúcia Bacili compra, geralmente, os cosméticos de marcas tradicionais. ‘‘Sempre procuro aliar preço e qualidade, e o que mais me identifica é o produto que estou acostumada a utilizar’’, comenta. Ela considera que atualmente os preços dos cosméticos estão justos. ‘‘(O preço) Não está excessivo para quem usa esses produtos todos os dias, não está abusivo’’, avalia.
  Ana Lúcia reconhece que as farmácias fazem promoções e oferecem preços mais atraentes do que os praticados pelos supermercados. Mas, mesmo assim, nem sempre compra nestes estabelecimentos. ‘‘Prefiro os supermercados e as casas especializadas. Para mim, as farmácias estão em terceiro lugar’’, diz. Ao ser indagada sobre o que achava do aumento da concorrência, ela conclui: ‘‘O consumidor sempre busca o menor preço. E quem pode mais chora menos’’.


Concorrência tem novo ‘formato’
  O professor Fabiano Galão, coordenador do curso de Tecnologia em Marketing na Unopar Virtual e especialista em marketing de varejo, explica que está havendo uma mudança no conceito em termos de concorrência. Segundo ele, o mercado passa atualmente por uma fase definida como ‘‘formato substituto’’. ‘‘A concorrência tradicional entre lojas do mesmo segmento está mudando muito. Hoje, a padaria não concorre só com a padaria. O pão pode ser encontrado nos supermercados e nas lojas de conveniência dos postos de combustíveis’’. O mesmo ‘‘fenômeno’’ se verifica em várias outras atividades.
  Agora, independente de qualquer mudança, Galão afirma que para o consumidor é importante pesquisar sempre porque cada segmento do varejo tem as suas próprias características. Ele diz que o consumidor pode encontrar preços baixos tanto nas promoções quanto na variedade de produtos oferecida pelo comércio. Galão atribui ao marketing ‘‘mais agressivo’’ o aumento da concorrência entre as farmácias e os supermercados na área de cosméticos, por exemplo. ‘‘Cada um tenta chamar mais a atenção que o outro’’, resume. (E.A.)


PECHINCHA

Cartão de débito
O uso do cartão de débito está se tornando algo tão comum que muitas lojas não conseguem realizar a operação na primeira tentativa em alguns dias e horários, principalmente
no começo de cada mês.
A jusitificativa que as atendentes apresentam
é que há congestionamento na operadora
de telefone.

Não é bem assim
A área técnica da Sercomtel diz que pode haver problema de congestionamento sim, mas não nas operadoras da telefonia, e sim nas centrais de 0800 que registram tais operações.
Sem razão
Há supermercados que adotam algumas normas de difícil entendimento. Outro dia, um cliente tentou facilitar o troco depois de entregar o dinheiro e a funcionária disse que não poderia aceitar as moedas porque já havia aberto o caixa. Faz sentido?
Feijão mais caro
O quilo de feijão preto que era comercializado por R$ 2,00 nas feiras de Londrina, está agora em R$ 2,80, ou seja, um aumento de 40%. Outras variedades acompanham o aumento com percentuais diferentes.

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