É possível que a maior parte dos consumidores nem observe que os folhetos distribuídos pelos supermercados trazem uma série de receitas para os mais variados e exigentes paladares. Mas há donas de casa que não apenas conferem os folhetos, como fazem questão de colecionar tais receitas. E assim, este hábito sobrevive há gerações, passando de mãe para filha.
A fisioterapeuta Evelize Nicolau herdou da família esse hábito. ''Acho que é uma tradição porque minha mãe e minha avó já guardavam receitas''. Ela tem um pequeno caderno onde grampeia as receitas que considera práticas. ''As receitas são interessantes para as donas de casa que trabalham fora porque, às vezes, a gente precisa fazer alguma coisa diferente em um final de semana''. Evelize diz que ela mesma encara a cozinha e gosta de preparar ''coisas que todo mundo gosta''.
Ela diz que já precisou ir ao supermercado apenas para comprar ingredientes indicados nas receitas. ''O mercado está fazendo a coisa certa; eu gosto desse carinho com os consumidores, mas acaba estimulando a gente a comprar mais''.
A psicóloga Gysele Fernandes dos Santos Rogo diz que tem mania de ler todos os folhetos promocionais dos supermercados, principalmente quando têm receitas. ''Esse tipo de coisa é uma iniciativa interessante, válida e que chama a atenção principalmente das mulheres''. Ela tem um filho pequeno e, por isso, só coleciona receitas saudáveis. ''Recorto as receitas que me interessam e passo para o caderno. São receitas práticas, sem muita fritura ou creme de leite, e de fácil aplicação no dia-a-dia''.
A dona de casa Neide Santos Alcântara tem o hábito de colecionar receitas e não é de hoje. ''Tenho receitas em casa de 1960; são receitas velhas, mas estão lá''. Não tenho um tipo preferido; pode ser a receita sobre como preparar um peixe, uma massa ou fazer um doce'', conta. Neide, apesar da quantidade e da variedade, diz que não adota nenhum critério para organizar as receitas que coleciona. ''Deveria ser mais cuidadosa neste sentido para facilitar o manuseio, mas quando quero alguma coisa, vasculho até achar. Pode demorar, mas acho''.
A dona de casa acredita que a geração mais nova não tem a mesma paciência para colecionar receitas, mas não é por falta de interesse ou comodismo. ''Meus filhos, por exemplo, gostam de comer o que eu faço e nem mexem no fogão. Acredito que só as pessoas mais velhas tenham essa mania de colecionar receitas''.

Receitas agregam valor
O professor Vandre Alex da Silva, coordenador do curso de Marketing e Propaganda da Unopar, explica que a publicação de receitas nos folhetos não são apenas um benefício que os supermercados oferecem aos consumidores, mas é também uma forma de incentivar as vendas. ‘‘A tendência do marketing de varejo é agregar algum determinado serviço aos produtos’’, diz ele, acrescentando que a receita é um destes serviços.
  Segundo o professor, as receitas são uma forma estratégica de ‘‘alavancar as vendas’’ porque relacionam uma série de ingredientes, o que induz a dona de casa a comprar alguns daqueles produtos.
  Silva reconhece que a maior parte da população não tem tempo de cozinhar em função do trabalho e que as receitas servem de alternativa para os alimentos industrializados. ‘‘Nada substitui a comida feita em casa’’. Segundo ele, ‘‘as receitas estarão sempre na moda’’.(E.A.)

PECHINCHA
É a concorrência
A concorrência entre as farmácias e supermercados está cada vez maior e até alguns detalhes são ignorados nesta batalha. Uma rede de farmácias, inclusive, faz questão de informar: ‘‘Perfumaria mais barata que supermercado’’.
Cobrança à parte
Alguns estabelecimentos comerciais de Londrina resolveram cobrar à parte os sachês com condimentos e os copos plásticos descartáveis usados pelos clientes. A cobrança varia entre R$ 0,05 e R$ 0,10 a unidade.
Sem desperdício
E motivo é que não falta para este tipo de cobrança. O principal deles é que há pessoas que abusam da quantidade quando os copos e sachês são oferecidos como cortesia.
Centavos a menos
A maioria dos postos de combustíveis de Londrina está comercializando o litro de álcool na casa de
R$ 1,20, mas alguns deles resolveram reduzir alguns centavos, deixando o litro entre R$ 1,15 e R$ 1,19.

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