SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de outubro de 2007
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Apesar de todas as novidades que aparecem no setor de alimentos, o consumidor brasileiro se mantém fiel a determinadas marcas. E um produto de fidelidade quase absoluta é o creme de leite. Nem mesmo o aparecimento das variações com baixo teor de gordura muda a opinião deles.
Um exemplo é a enfermeira Fernanda Aranda. Ela diz que sempre optou por alimentos com menor teor de gordura, mas com o creme de leite a experiência não foi bem sucedida. Uma coisa interessante é que um dos únicos alimentos que não consegui me adaptar à linha light é o creme de leite. Acho que não rende tanto e que o alimento fica diferente na hora de fazer.
Fernanda diz que leva em conta o preço, a qualidade e a consistência na hora de comprar o creme de leite tradicional. Segundo ela, é a quantidade de soro que dá consistência ao produto e sua utilização depende do alimento que vai preparar. Uso o que é mais consistente no preparo de alimentos salgados e para os doces prefiro os que tem uma boa quantidade de soro.
A psicóloga Maria de Lourdes Martins da Silva usa o creme de leite em uma grande variedade de pratos e, por isso, leva em conta não apenas a qualidade do produto, como também o preço. Ela diz que prefere as marcas mais conhecidas. Tem alguns produtos que a gente está acostumado a usar e que são bons. Eu nunca pego algo novo que não sei a procedência. E quanto aos cremes de leite com menor teor de gordura, Maria de Lourdes diz que já usou e aprovou. Se você olhar meu carrinho verá que a maioria dos produtos é light, até porque meu filho de 17 anos tem problemas de colesterol e, por isso, tenho que tomar alguns cuidados.
O auditor fiscal Adalberto Floro é o responsável pelas compras domésticas e um produto que sua esposa não deixa de pedir é o creme de leite. Ele afirma que observa bem o preço na hora da compra, mas tem preferência por uma marca em especial. Ninguém nunca reclamou desta marca em casa. Floro diz que o creme de leite é usado no preparo de doces, gelatinas e alguns pratos salgados, tipo o strogonoff.
O auditor é tão fiel a um tipo de creme de leite que nem havia notado a existência do produto com baixo teor de gordura. Não tenho conhecimento porque nunca me atentei para esse detalhe, mas me arriscaria comprar porque acho que seria mais sadio. E o fato de ser mais caro? O fato de ser saudável compensa o preço, responde.
Base do produto é a gordura do leite
A nutricionista Beatriz Ulate diz que o creme de leite é um alimento que contém a gordura saturada de origem animal porque é produzido essencialmente com a parte gordurosa do leite. Segundo ela, o creme de leite não representa nenhum problema para a saúde desde que consumido de forma moderada. O produto passa a ser problema quando o consumo for exagerado ou quando a pessoa já tem colesterol alto.
Para estas pessoas, a recomendação é o consumo de leite com baixo teor de gordura. Ela ressalva, entretanto, que o fato de ser light não significa que possa ser consumido à vontade. A partir do momento que há excesso, o produto perde o efeito ligth porque a pessoa ingere mais calorias.
Beatriz sugere que as pessoas com colesterol alto devem consumir o creme de leite à base de soja que não contém a gordura saturada e, portanto, não pode ser comparado ao creme de leite tradicional. (E.A.)
PECHINCHA
O preço da televisão
O produto é o mesmo: um aparelho de TV de 29 polegadas. A loja é a mesma e o número de prestações também é o mesmo. Os preços, porém, são diferentes. Um modelo está sendo vendido em 10 prestações de R$ 59,90 e outro modelo em 10 prestações de R$ 199,90.
A volta do milho
O milho verde voltou a aparecer em algumas bancas nas feiras de Londrina, depois de uma breve ausência por causa da estiagem. O preço permanece igual às semanas anteriores - em torno de R$ 0,40 a espiga, mas a qualidade, em compensação, não está nada boa.
Sobra tomate
A semana está boa para quem compra tomates para fazer molho. Apesar da estiagem, o produto está sobrando nas feiras. Ontem, um comerciante tentava liquidar o estoque por R$ 0,50 o quilo e, apesar do preço, a saída era pequena.
Assédio
Os consumidores que passam pelo centro de Londrina já não aguentam mais o assédio dos agentes que trabalham nas financeiras. A mesma pessoa pode ser abordada oito ou mais vezes no mesmo dia: três ou quatro quando vai ao trabalho ou a alguma loja e cinco ou seis quando volta. O pior, é que no dia seguinte, a história se repete.


