O consumidor brasileiro está acostumado a comprar o arroz tipo 1 na média de R$ 6,00 a R$ 8,00 o pacote com cinco quilos. O valor pode ser um pouco maior, dependendo da marca, ou um pouco menor, se estiver em promoção. Porém, de repente, apareceram alguns tipos bem diferentes de arroz com preços bem diferentes também. Um pote com meio quilo do arroz preto integral, por exemplo, custa R$ 15,59. Mas a surpresa maior fica por conta do arroz selvagem, cuja embalagem com 250 gramas custa R$ 20,09. Em outras palavras, R$ 80,00 o quilo. Alguém se habilita?
  O arroz é o tipo do alimento que não pode faltar para a vendedora Ana Cláudia Pereira. ‘‘O arroz para mim é indispensável. A minha alimentação geralmente tem arroz. Gosto de arroz branco, de risotos e também de arroz doce’’. Ana Cláudia diz que conhece algumas variedades de arroz, mas ficou assustada não com os produtos, mas com os preços do arroz preto e do arroz selvagem. ‘‘É exorbitante o preço desse arroz. Para nós brasileiros, que não dispensamos o arroz na mesa, é caríssimo. Em minha opinião, é um produto para pouquíssimas pessoas, poucas mesmo’’.
  Ela diz que nunca experimentou nenhum dos dois tipos de arroz e pelo preço ‘‘dificilmente expe-rimentaria’’. Ana Cláudia diz que com R$ 80,00 que pagaria pelo quilo do arroz selvagem, compraria vários pacotes do arroz comum. ‘‘Não tem comparação. É melhor deixar as coisas do jeito que estão e continuar com o branquinho mesmo’’.
  A fisioterapeuta Eliana Paiva considera que o arroz é um alimento que faz parte da cultura do brasileiro. ‘‘Não só o arroz, mas também o feijão, mas infelizmente as pessoas estão optando pelas comidas rápidas’’. Ela diz que já viu o arroz preto e já experimentou o arroz selvagem. ‘‘Ele tem um sabor exótico. Não é um produto para se comer no dia-a-dia. É um prato bem específico’’.
  Eliana diz que compra o arroz selvagem ‘‘apenas eventualmente’’, quando resolve fazer um prato ‘‘mais elaborado’’. ‘‘É um produto para ser saboreado em uma ocasião especial. É um bom acompanhamento com carne de avestruz ou picanha’’. Segundo ela, como o arroz selvagem não é servido sozinho, uma embalagem com 250 gramas rende uma porção para dez pessoas. Eliana disse também que ainda não experimentou o arroz preto, o que pretende fazer em breve.
  O advogado Wilson Sokolowski comprou, recentemente, um pote de arroz preto em uma mercearia que trabalha com grande variedade de alimentos em Londrina. O produto foi encaminhado para o filho dele que é chef de cozinha em um hotel de Búzios, no Rio de Janeiro. Sokolowski diz que não chegou a experimentar o arroz, mas soube que ‘‘tem um sabor exótico, bem diferenciado’’. Segundo o advogado, seu filho acrescentou o arroz preto em algumas receitas para participar de concursos de culinária e o resultado ‘‘foi tão bom’’ que ele comprou outros potes do produto em São Paulo.

PECHINCHA

Curiosidade
Um pet shop está com
uma exposição de animais em um hipermercado no centro de Londrina, até o próximo domingo. E pelo menos curiosidade é o
que não falta nestes momentos que antecedem o Dia das Crianças.

Haja paciência
O último sábado serviu para testar a paciência de milhares de consumidores em Londrina. A maior parte das lojas registrou um movimento bem acima do considerado normal. E, pelo jeito, as pessoas foram aprovadas no teste.
Filas e mais filas
Era quase impossível andar no primeiro pavimento de uma loja no centro da cidade. Havia filas para pagamentos de contas, filas para fazer novas contas e até filas para chegar ao local usando a escada rolante.
Dois motivos
Pelo menos dois motivos contribuíram para tanto movimento no comércio de Londrina na manhã de sábado: a maioria dos trabalhadores recebeu o salário na véspera ou alguns dias antes e a aproximação do Dia das Crianças.

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