Uma boa parte das donas de casa ainda não sabe que o óleo vegetal usado em frituras pode ser transformado em outros produtos, tais como sabão em pedra, detergente ou biodiesel. Mesmo assim, como forma de reduzir os índices de poluição, elas garantem que trocariam os produtos convencionais vendidos nos supermercados pelos produtos alternativos. Antes, porém, gostariam de saber como descartar o óleo vegetal que atualmente vai para o ralo da pia ou para o lixo.
A empresária Kátia Ananias diz que guarda os resíduos de óleo vegetal em uma sacola plástica que depois é colocada no lixo. Ela sabe que os restos de óleo causam uma série de danos ao meio ambiente, mas não vê outra maneira de descartar o óleo usado. Kátia afirma também que nunca usou sabão ou detergentes feitos com sobras de óleo, mas usaria os produtos alternativos sem problemas. ''Eu não teria tempo de fazer o sabão ou detergente em casa, mas usaria estes produtos com certeza''.
A bancária Roseli Lins joga os restos de óleo no tanque ou na pia. Ela não sabia que alguns produtos alternativos de limpeza podem ser feitos a partir das sobras de óleo vegetal. Roseli garante que usaria estes produtos, já pensando em alguns benefícios. ''Com certeza será mais barato e não estará poluindo o meio ambiente''.
A enfermeira Michele Delalibera orienta sua funcionária a guardar os restos de óleo em uma embalagem de vidro e depois colocá-la no lixo. ''Mas não sei se todas as vezes ela faz isso ou se joga o óleo na pia mesmo''. Michele sabe que o produto prejudica o meio ambiente, ''mas há como descartar o óleo da forma correta''.
Ela disse também que acha interessante a idéia de se recolher este óleo, mas faz uma ressalva. ''Hoje em dia, o pessoal fala muito sobre o assunto, mas ninguém oferece uma alternativa''. Michele conta que já usou e aprovou o sabão feito com sobras de óleo. ''É muito bom. Gostei da qualidade desses produtos''.

Universidade Tecnológica recicla óleo usado

  A professora de Química Orgânica da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, em Londrina, Isabel Craveiro Moreira Andrei, está desenvolvendo um projeto para reciclagem de gorduras e óleos vegetais usados em residências. Os restos de óleo são transformados em sabão e detergentes.
  O trabalho, que conta com a participação de duas estudantes, está sendo realizado há dois meses. Elas distribuem os recepientes nas residências para as donas de casa depositar as sobras de óleo. Segundo a professora, o maior problema está sendo manter contatos com as donas de casa.
  Isabel explica que o projeto tem dois objetivos básicos: o primeiro é conscientizar as pessoas sobre os problemas que o óleo usado causa ao meio ambiente e o segundo é ensinar a comunidade a trabalhar com estes resíduos de forma eficiente e segura.
  A professora classifica como ‘‘graves’’ os danos ambientais causados pelos resíduos de óleo vegetais. ‘‘Um litro de óleo doméstico jogado no ralo da pia chega a contaminar um milhão de litros de água de uma só vez, quantidade suficiente para a sobrevivência de uma pessoa durante 40 anos’’.
  Outro detalhe citado pela professora é que o óleo jogado na pia vai entupir, com o tempo, a rede de esgoto e para fazer a desobstrução devem ser usados outros agentes químicos que também agridem o meio ambiente. (E.A.)


PECHINCHA
Fidelidade
A tentativa de fidelizar a clientela chegou para valer aos restaurantes. Vários deles estão com promoções, outros oferecem cupons para futuras trocas. O difícil é o cliente arrumar mais espaço para guardar tanto papel.
Descartáveis
Que o conceito de descartável se aplica a todos os eletrodomésticos, tudo bem. Mas os aparelhos de DVD assumiram uma ‘‘liderança’’ nada confortável. É impressionante a quantidade destes aparelhos na assistência técnica.
Questão de preço
Há algum tempo, os aparelhos de DVD custavam em torno de R$ 500,00, em média. Alguns de melhor qualidade, um pouco mais, e outros de menor qualidade, um pouco menos. Agora, há lojas que anunciam DVDs na faixa de R$ 100,00.
Alimentos a prazo
A venda de alimentos a prazo está virando moda nos supermercados. Depois da iniciativa de uma grande rede nacional, outros estabelecimentos também resolveram parcelar a venda de alimentos, porém, com menos prazo. Alguns deles oferecem ‘‘toda a loja’’ em até três vezes.

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