SUAS COMPRAS
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Durante muitas décadas, a população usou as sacolas retornáveis para fazer suas compras. Porém, de uma hora para outra, como em um passe de mágica, a sociedade adotou as sacolas plásticas, que causam uma série de danos ao meio ambiente. Hoje em dia, as sacolas retornáveis passam a idéia de ''volta ao passado''. E talvez por isso, é muito raro encontrar alguém com este tipo de acessório nos supermercados. Nas feiras, entretanto, a cena já é bem mais comum.
O professor universitário Jair Oliveira caminha na feira com sua sacola retornável. ''Acho que é uma opção interessante porque a e tem muita gente que joga essas sacolas na rua, causando sujeira e sendo um fator de poluição''.
Para evitar tantos problemas e reduzir sua utilização, Oliveira sugere que os supermercados deveriam cobrar à parte pelas sacolas hoje colocadas à disposição dos consumidores. ''Se você sabe quanto custa e isto vai ser mostrado no caixa, com certeza iria desestimular o uso dessa sacola. Para a nossa sociedade, a maneira mais eficaz de mudar algum comportamento é cobrando, assim como acontece com as multas de trânsito''.
De acordo com o professor, deveria haver incentivo ao uso das sacolas retornáveis, mas o que ele observa é que há algumas restrições, mesmo que subjetivas, em alguns supermercados. ''Para entrar com este tipo de sacola, você tem que passar pelo segurança. Por isso, a gente acaba não usando, mas usaria tranquilamente se isso fosse facilitado''.
O comerciante Amauri Shimizu usa sacolas retornáveis praticamente todos os dias, há mais de dez anos. Para facilitar o trabalho, ele já deixa duas sacolas de tamanhos diferentes no porta malas do carro. ''Elas são mais cômodas, maleáveis e mais resistentes. E além da praticidade, tem toda essa questão em torno do meio ambiente'', afirma. E lamenta que uma parte da população ainda esteja desinformada sobre o assunto. ''Você vê as ruas, só tem bueiros entupidos. É lógico que tudo que se joga na calçada vai para o bueiro, que a sacola plástica entope de imediato e, então, transborda mesmo''.
Shimizu não é muito otimista em relação ao futuro. Ele acredita que a mudança deste quadro ainda vai demorar um bom tempo. ''A questão da conscientização é complicada porque você não tem como mudar a mentalidade das pessoas de uma hora para outra. Há toda a questão da educação do povo. E se você não educar o povo, isso não vai mudar nunca. É triste''.
As comuns custam até R$ 0,30 na Europa
O professor de Marketing João Luiz Gilberto de Carvalho esteve na Europa há alguns meses e trouxe vários modelos de sacolas usadas nos países por onde passou. Ele observou que no Velho Mundo é comum o uso das sacolas retornáveis, que a maioria das oferecidas pelo comércio são de papel ou de papelão e que o consumidor paga à parte pelas sacolas que vai usar. Na hora de passar pelo caixa, o funcionário pergunta quantas sacolas o cliente quer e inclui este valor na compra. De acordo com o professor, as sacolas comuns custam entre R$ 0,15 e R$ 0,30 a unidade, dependendo do País.
Carvalho explica que em vários países da Europa a população está muito consciente sobre os problemas que todo tipo de embalagem podem causar ao meio ambiente. Segundo ele, há uma preocupação com a reciclagem em geral. E cita que até as garrafas descartáveis de vidro, que muita gente joga nas ruas no Brasil, são recolhidas pelos próprios estabelecimentos nos lugares onde esteve. Para compensar o gesto, o cliente recebe um cupom que pode ser usado como desconto em futuras compras.
Na opinião do professor, a questão ambiental no Brasil precisa ser repensada. Segundo ele, um maior número de empresas deveriam adotar o marketing socialmente responsável, que consiste na preocupação não apenas do meio ambiente, mas também com as questões sociais, culturais e esportivas. E lembra que o caminho está aberto para quem tiver espírito de vanguarda. Quem inovar, quem começar primeiro, terá uma vantagem maior sobre o concorrente, afirma.(E.A.)
PECHINCHA
Novo carrinho
Uma rede de supermercados de Londrina está testando um novo carrinho para as compras de seus clientes. O novo modelo é produzido com um plástico resistente e tem um design mais avançado em comparação com os carrinhos atuais. A loja colocou duas unidades à disposição dos clientes para uma experiência.
Cliente aprova
E se depender do comerciante Galdino da Silva Neto (foto), o novo carrinho está aprovado. Ele faz questão de usar o protótipo toda vez que vai ao mercado. O carrinho é ótimo porque é silencioso, confortável, espaçoso, leve e mais gostoso de empurrar, disse.
Farmácia do Lula
Uma farmácia de Londrina usa o sistema de som em carros para fazer propaganda em vários bairros da cidade. Até aqui, nenhuma novidade. O que chama a atenção mesmo é a referência aos produtos da Farmácia Popular como a farmácia do Lula.
Produtos de época
Veja uma relação de produtos mais comuns nesta época do ano: acelga, agrião, alface, alho nacional, almeirão, beterraba, brócolis, cebola nacional, chicória, couve, couve-flor, escarola, espinafre, inhame, rabanete, repolho, salsa, salsão, abacaxi, banana prata, laranja pêra, manga, melancia e tangerina murcote.


