SUAS COMPRAS
Há algum tempo, uma das únicas coisas que diferenciavam os tênis era a numeração. A quantidade de modelos era bem limitada e a opção de cores era menor ainda. Além disso, era comum o irmão mais velho deixar o tênis para o irmão mais novo. Hoje, não. Os consumidores, às vezes, até se perdem diante de tanta variedade, marcas, cores e modelos. Mas acham que a durabilidade deste tipo de calçado está bem menor.
O técnico em informática Fernando de Almeida e Silva usa dois tipos de tênis, de acordo com a circunstância. ''Para trabalhar e passear, prefiro o modelo um pouco mais alto e para jogar bola, gosto do tênis baixo, que é mais apropriado para a ocasião''. Ele diz que o tênis para trabalhar dura dois anos, em média, e para jogar bola dura em torno de um ano. Silva usa tênis desde que era criança e, na avaliação dele, a durabilidade deste tipo de calçado é bem menor atualmente. ''Antes, os tênis duravam mais e custavam menos. Hoje, custam mais e duram menos''.
A farmacêutica Janaina Tardin diz que prefere sandálias e sapatos para trabalhar. Ela começou a usar tênis há pouco menos de dois anos, quando passou a malhar em uma academia. Antes, ela só havia usado tênis nas aulas de educação física. ''Usava todo dia para ir ao colégio e nesta época eles duravam um ano mais ou menos''. Hoje, fazendo uma comparação, ela acredita que a durabilidade dos tênis é menor. Ela acha, porém, que a variedade é bem maior, o que causa até certa confusão na hora de escolher o modelo. ''Tem muitos tênis de várias marcas e cada vez mais''.
A professora Maria Inês Ferreira gosta de trabalhar com tênis. ''Uso todos os dias e prefiro os mais baixos porque são mais confortáveis''. Ela foi a algumas lojas no centro da cidade para comprar um par de tênis para sua filha Débora.''A principal dificuldade é escolher o modelo; é cada um melhor e mais bonito que o outro''. Débora diz que gasta um par de tênis a cada cinco meses. E Maria Inês completa: ''Os tênis hoje duram bem menos. Ou as crianças estão estragando mais rápido ou a qualidade está menor mesmo''.
Qualidade melhorou, diz professor
O professor de Desenho Industrial, Yuri Walter, diz que não se pode afirmar que os tênis fabricados hoje duram menos que os produzidos antigamente. Ele argumenta que houve uma evolução tecnológica do processo de fabricação nos últimos 15 anos e também no design e no material utilizado. Walter explica que os produtos modernos têm um período de vida útil pré-determinado, o que na linguagem industrial é chamado de obsolecência programada, ou seja, é cada vez maior o número de produtos descartáveis.
De acordo com o professor, a cultura do descartável está vinculada a um momento histórico e começou a ser praticada após a Segunda Guerra Mundial. Havia necessidade de se colocar no mercado o excedente de produção e o marketing passou - então, a apelar para aspectos subjetivos. Tudo tem que ser novo e hoje o que observa é que isto evoluiu de forma exagerada. Não há necessidade, por exemplo, de se trocar de celular a cada seis meses e as pessoas trocam. E com os calçados também funciona assim.
Walter afirma ainda que a grande diversidade de produtos - no caso, os tênis - surgiu para atender a segmentos específicos de mercado, sendo que cada modelo procura atender a uma necessidade ou estilos diferentes. Segundo ele, é possível que o aumento na variedade tenha limitado a produção de cada modelo, o que teria contribuido para aumentar o preço do produto. E, além disso, a opção por grife contribui para a elevação de preços. (E.A.)
Pechincha
R$ 0,13 a menos
Na terça feira, esta coluna publicou que o litro do leite longa vida poderia ser encontrado a
R$ 1,38 em um supermercado de Londrina. Ontem, o preço de uma marca do produto estava em promoção (enquanto durar o estoque) em uma rede de supermercados por R$ 1,25. Ou seja, R$ 0,13 a menos. No geral, entretanto, o litro do leite permanece em alta, sendo vendido por R$ 2,00 na média.
Exclusividade?
Uma concessionária de Londrina colocou um cartaz em frente de sua loja com a seguinte frase: Aqui seu carro usado vale dinheiro. Será algo inédito ou alguma excluvidade?
Morango por quilo
A bandeja de morango, com aproximadamente 350 gramas, custava entre R$ 2,00 e R$ 3,00 há algumas semanas. Porém, com a entrada da safra o preço caiu pela metade. Resultado: os feirantes aboliram a bandeja e passaram a vender o produto por quilo, variando entre
R$ 4,00 e R$ 5,00.
Criatividade
Alguns supermercados já não sa-bem mais onde colocar cartazes com as promoções de seus produ-tos. Há alguns dias, entretanto, um estabelecimento apelou para a cri-atividade e colou os cartazes no chão.





