SUAS COMPRAS
Uma das principais dúvidas do consumidor quando faz uma compra a prazo é saber qual será a forma de pagamento. As alternativas variam de acordo com o estabelecimento e geralmente as lojas oferecem mais de uma opção. As mais comuns ainda são os carnês com os valores e o vencimento de cada prestação, o envio da fatura pelo Correio ou o cartão de crédito. Dependendo da tecnologia adotada, a prestação pode ser paga nos caixas de auto-atendimento nas próprias lojas e até pela internet. Mas a verdade é que, por desconhecimento ou por opção mesmo, a maioria ainda prefere enfrentar filas.
O técnico em informática Rafael Sotana sempre compra roupas e calçados no crediário. A loja envia a fatura todo mês pelo Correio, mas na hora de pagar a conta, ele retorna ao mesmo estabelecimento. Sotana reconhece que sempre há filas, mas parece não se incomodar muito com o ''detalhe''. ''Prefiro vir ao caixa porque a gente está passando por aqui. E além disso, acho que é mais prático pagar no caixa''. O rapaz afirma que nunca pagou suas contas pela internet e dispensa até mesmo o caixa de auto-atendimento oferecido pela loja. ''Parece que é meio complicado e, às vezes, não tem uma pessoa para nos auxiliar. Por isso, prefiro ir direto ao caixa e enfrentar a fila'', diz.
A analista de crédito Patricia Carolina Santana enfrentou uma fila com mais de 20 pessoas para pagar uma prestação do crediário em uma loja no centro da cidade. ''É complicado você encarar filas para pagar as contas e fica muito corrido a hora do almoço'', comenta. Ela pagou a fatura no caixa com o cartão de débito, o que poderia ter sido feito no caixa de auto-atendimento, que estava disponível a maior parte do tempo. ''Não sabia que poderia efetuar o débito direto no auto-atendimento, nunca tentei. Achava que era só para tirar extrato'', observou.
Durante pouco mais de meia hora de permanência da reportagem nesta loja, a fila para pagamento de prestações manteve-se com uma média de 15 a 20 pessoas. Neste período, apenas a gerente de leilões Gisele de Castro pagou a fatura no caixa de auto-atendimento. ''É melhor, facilita muito'', resumiu. Ela afirma também que a utilização do equipamento não é complicada, como pensa a maioria dos consumidores. ''É muito simples e fica mais fácil ainda para quem mexe com computador, não tem nenhum segredo. E caso a pessoa tenha alguma dúvida, é só pedir explicação para a atendente'', explica.
Gisele diz que conhece todas as possibilidades de pagamento oferecidas pelo comércio, mas prefere mesmo é pagar suas contas pela internet, quando a loja oferece este recurso. ''É muito mais prático, não perco tempo. Posso pagar sem sair do meu trabalho ou à noite em minha casa'', comenta.
Procurada pela reportagem, a presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina, Nájila Nabhan, acredita que a maioria dos consumidores ainda não assimilou a evolução tecnológica que permite fazer o pagamento de contas pela internet ou nos caixas de auto-atendimento. ''A pessoa tem medo de pagar e continuar devendo porque acha que a máquina não vai dar baixa na dívida'', avalia. Segundo ela, é comum observar este tipo de comportamento entre os consumidores. ''A pessoa fica em dúvida porque gosta de pagar para alguém que esteja vendo, gosta do contato direto, e não de fazer o pagamento para uma máquina'', argumenta.





